Hoje fiz um exame de História.
Além das actividades habituais e da consciência pesada por ter andado a passear no laréu, o tempo que sobrou foi para fazer resumos da matéria às antigas e estudar. Já não estava habituada a estudar, por isso não faço a mínima ideia qual vai ser o resultado. Tenho a sensação que nalgumas respostas divaguei um bocado e noutras dei por mim a sentir que a minha memória já não é a mesma.
Bom, isto para dizer que é precisamente nestas alturas que me dá uma vontade enorme de fazer tudo menos aquilo que devo fazer, desde sentar-me a costurar, ou a tricotar, ou a ler as minhas revistas, tirar umas fotografias, ou outra coisa qualquer do género; parece que é naquele momento que estou a ter as melhores ideias e não posso dar-lhes seguimento. E também para dizer que compreendo um bocadinho melhor (mas muito pouco, caso algum de vocês leia isto) os meus filhos adolescentes e os seus longos intervalos de estudo.
Os exames deste semestre acabaram finalmente. Agora vou tratar de arrumar o caos instalado do qual a figura anexa de quando estava a estudar para "Desenho" é um exemplo.
E em seguida planeio sentar-me no meu recém-inaugurado quarto de costura a apreciar alguns momentos egoístas de pura liberdade e ficar por lá no meio das mil e uma coisas inacabadas que tenho para terminar. Ou então, ... também posso não fazer nada.
Enfim, um fim-de-semana sem compromissos nenhuns, deveres, obrigações, estudos, jantares, ou seja o que for, para fazer o que me apetecer. Óptimo! :)
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do diário gráfico
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Estão por ordem cronológica.
Ignorei os primeiros que fiz que nem sequer me atrevo a registar aqui e vou tentando apanhar o jeito depois de muitos anos sem tocar em lápis ou pincéis.
Embora "caras" e "pés" ainda não seja comigo acho que já começam a parecer-se com alguma coisa. Sempre a alguns anos-luz do que vejo nas minhas "vizinhas" das mesas do lado. E ainda a alguns anos-luz daqueles desenhos que com meia dúzia de traços feitos rapidamente mostram logo à primeira vista a ideia de um vestido ou de um conjunto.
Todos os desenhos são cópias de modelos de revistas que apanho por aí ...
Depois de tantos anos, tem sido muito entusiasmante dedicar-me novamente ao desenho, desta vez com um objectivo específico mas completamente fora da minha "zona de conforto".
Esta ideia que tenho seguido na Ada Spragg de um guarda-roupa feito por "moi même" para mim própria cada vez me atrai mais. Todo o processo que ela descreve tem muito a ver comigo!
Até agora tenho feito peças de uma forma avulsa, aleatória, sem uma lógica que não seja o que me apetece fazer no momento. Sempre que vejo um modelo que goste, faço para mim e com o entusiasmo de algo novo faço mais algumas com ligeiras variações que vou pondo on-line no Etsy.
Começo a gostar da ideia de planear um conjunto de peças bem feitas e com bons tecidos que possa ir fazendo e coleccionando de forma equilibrada, e acrescentando, com alguma lógica, variedade à roupa que já tenho.
À medida que o tempo passa cada vez me parece que tenho menos paciência para este conceito de "fast fashion" que nos leva a andar sempre à procura de qualquer coisa e depois quando compramos usamos duas ou três vezes porque à quarta já não tem bom aspecto ou já está "démodée".
fotografia
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A aprender de novo.
Este tem sido um mês de novidades e que está a passar à velocidade da luz. Agora surgiu esta oportunidade e não me apeteceu adiar mais.
Fotografia é algo de que gosto muito e tenho pena de nunca lhe ter dedicado tempo de estudo suficiente.
Frustrações acumuladas já tenho em número suficiente porque normalmente a imagem que fica na minha memória é sempre muito melhor do que a que obtenho quando uso a máquina fotográfica.
Como o tempo não abunda e não tenho paciência para ler os manuais precisava de algo deste género.
Tal como previa, enquanto oiço as explicações um novo mundo se abre. Agora estou desejando que chegue a parte prática com o modo automático em off. Aí é que vão começar os "ais que isto não sai como eu quero".
Espera-se uma semana muitíssimo intensa por aqui.
dos outros
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Num de um dos meus muitos momentos de espera por uma coisa que não tem interesse nenhum entretive-me a folhear uma revista.
Atraiu-me a atenção o desenho que aparece na primeira fotografia. Porque tinha cores, flores e tecidos. Conseguiram conjugar três coisas de que gosto numa fotografia. Ao mesmo tempo parecia-me algo em patchwork juntamente com uma outra técnica que julgo só ter feito quando andei na escola - apliquée.
Foram motivos mais do que suficientes para ler o artigo todo e sou surpreendida com mais uma coisa que nunca me tinha ocorrido (mas quem sou eu! :)) e que é daquelas descobertas que quando faço levo ali um tempo a saborear e a pensar nela. Conseguiu inclusivé distrair-me o pensamento enquanto conduzia em modo automático a caminho de casa.
O que descobri foi algo parecido com a "desconstrução" que Picasso (por exemplo. Isto sem querer ofender o Picasso e se estiver a dizer alguma asneira alguém mais indignado que se acuse) fez na pintura em relação aos clássicos, mas aplicada aos tecidos e ao patchwork. É tão óbvio alguém lembrar-se disto que eu grande ignorante nunca tinha visto. Ou pelo menos andei distraída até aqui.
A segunda fotografia mostra a autora no seu atelier, em casa, e outro dos seus trabalhos feito a partir de tecidos antigos.
Eu gosto do patchwork certinho (que já fiz), meio certinho (que já fiz também), mas atrai-me muito mais esta liberdade de conjugar como quiser sem esquemas pré-definidos, sem réguas e esquadros, e no final ficar com uma "pintura" assim que posso pendurar na parede e ir admirando em tecidos antigos que me fascinam pela história que poderiam contar sobre quem os fez e quem os usou.
Além do mais a história desta Senhora é bem interessante para mim quanto mais não seja pelo egoísmo saudável de ter chegado a uma altura da vida, ter parado, e ter decidido que o que vai fazer é o que gosta e a apaixona. Há pessoas felizes!
Os créditos pertencem a Mandy Pattullo que tem um blog que foi para a minha lista, um site sobre o seu trabalho, e uma loja que já é minha favorita.
É certo que já delirei o suficiente para um dia mas não podia deixar de escrever isto aqui para ficar em memória e um dia destes saber onde procurar e vir cá espreitar de novo.
a camisola da Barbie
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Este fim-de-semana estive na Retrosaria a aprender a fazer uma camisola.
Uma técnica que não conhecia e que considero fantástica porque me poupa à parte final que para mim é sempre muito aborrecida - coser o corpo e as mangas.
Se me sair bem com o modelo à séria acho que vai ser difícil voltar ao método anterior.
Quis comprar a Beiroa azul que está na foto para poder completar a manga que ficou a faltar concluir.
Mas enganei-me e trouxe outra Beiroa azul que à semelhança das restantes tem uma cor fantástica.
Engano que constitui um excelente pretexto para voltar à loja e trazer a cor certa.
Estas novas cores da Beiroa, apetece comprar todas :)
Uma técnica que não conhecia e que considero fantástica porque me poupa à parte final que para mim é sempre muito aborrecida - coser o corpo e as mangas.
Se me sair bem com o modelo à séria acho que vai ser difícil voltar ao método anterior.
Quis comprar a Beiroa azul que está na foto para poder completar a manga que ficou a faltar concluir.
Mas enganei-me e trouxe outra Beiroa azul que à semelhança das restantes tem uma cor fantástica.
Engano que constitui um excelente pretexto para voltar à loja e trazer a cor certa.
Estas novas cores da Beiroa, apetece comprar todas :)
aprendizes
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Nos meus passeios até à Livraria Barata além das revistas do costume, ocasionalmente, escolho uma revista diferente.
Desta vez ao folhear a Monocle de Abril encontro um artigo que dá início a uma nova rubrica chamada "Master and Apprentice" que conta histórias sobre a passagem de conhecimento, no "saber fazer" pela prática e pela experiência, entre um mestre numa determinada profissão e um aprendiz.
Na primeira história a profissão em causa é a de alfaiate e conta o caso de um rapaz que vivia em Seoul onde se licenciou como engenheiro na área do IT, e depois resolveu mudar de vida. Inscreveu-se num curso de "pattern design" em Milão e após o concluir, depois de várias tentativas, lá conseguiu ser admitido como aprendiz num alfaiate antigo na mesma cidade. E até parece que é feliz.
Este artigo chamou-me a atenção porque falava de costura (of course!), e também pelo facto de mencionar o dito curso de "pattern design".
Dizer que existe alguma semelhança será abusivo da minha parte, mas eu que estudei matemática e trabalhei quase toda a minha vida na área do IT, recentemente (nos últimos 6 meses) dei por mim a fazer um curso de moldes (ou seja, "pattern design") ao fim-de-semana. Porque sempre gostei de desenhos técnicos e porque achei piada à possibilidade de desenharmos ou adaptarmos a nossa própria roupa.
Não estou como aprendiz num alfaiate (e até não me importaria de estar), mas estou a aprender a costurar.
É engraçado e curioso encontrar estas histórias. Cada vez dou mais valor ao "saber fazer" e é engraçado constatar que há mais quem pense assim.
É óbvio que a ideia do rapaz de Seoul é outra, bem mais séria, e inteligentemente pensada por quem cedo parece saber o que quer da vida.
Para mim, a ideia (mais modesta) tem a ver com a capacidade de aprender um ofício e ser capaz de produzir peças originais com as nossas mãos, o mais perfeito possível, apesar das imperfeições do trabalho manual que as tornam únicas. É algo que cada vez me seduz mais.
Há tempos atrás ouvi alguém dizer que estudar e ter um curso superior é importante, mas também é igualmente importante, nos tempos actuais, aprender um ofício seja ele qual for.
Para quem como eu sempre trabalhou no dito sector da economia dedicado aos "serviços" posso declarar que contrariamente ao que acontece na prestação de serviços, neste caso, o exercício em si nos liberta o "espírito", e no fim, ao olhar para o produto final deixa-nos uma sensação de realização que é altamente reconfortante e recompensadora.
Gostaria, um dia, de me considerar uma "aprendiz" :)
fazer roupa
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(imagem retirada de "Atelier Paraíso" www.atelierparaiso.com)
Depois de aprender os moldes veio a necessidade de aprender a costurar "à séria".
Uma coisa é saber usar a máquina de costura para "coser a direito".
Outra, é saber utilizá-la para fazer roupa.
Outra, é saber utilizá-la para fazer roupa.
Aprender a fazer os moldes sem saber cortar ou costurar não faz sentido.
Por isso voltei à escola para aprender e está a ser muito interessante.
Se vai ter alguma utilidade no futuro? Ainda não sei ... !
Neste momento está em curso a minha primeira saia.
Neste momento está em curso a minha primeira saia.
o grande livro da costura
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Outro dos livros a que tenho recorrido ultimamente é um clássico.
O principal motivo é mais a curiosidade do que propriamente para aprender.
Infelizmente estes "grandes livros" já só existem nos alfarrabistas ou em casa da avó.
Quando há algum tempo atrás andava à procura de um original para comprar lembrei-me de telefonar para as Selecções para saber onde poderia encontrar à venda. Informaram-me que já não há edições novas de nenhum destes livros. O que ñão me parece fazer sentido nenhum uma vez que qualquer alfarrabista a quem se pergunte, a resposta é sempre a mesma: "Com a quantidade de gente que me faz essa pergunta ultimamente tomara eu ter um para vender ... Já tenho algumas pessoas em lista de espera, se quiser deixe o nome."
Será que algum dos Srs que trabalha nesta editora tem a noção disto?
a aprender
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Tenho procurado livros sobre tecidos, costura, moldes, ...
No caso dos tecidos sinto falta de conhecer melhor que materiais existem, quais as misturas, quais são os tecidos naturais, como é feito o padrão, que tipo de fio, ... Enfim, saber um pouco mais é coisa que não faz mal.
Ultimamente um dos livros que descobri e que me tem acompanhado é este.
Mistura um bocadinho de história com técnica como eu gosto.
Muito interessante e fácil de ler (coisa que neste momento é fundamental)!
atelier Paraíso
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Este fim-de-semana comecei um curso no Atelier Paraíso.
Era algo que já andava há uns tempos a querer fazer.
E finalmente comecei ...
aprender
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No último fim-de-semana conheci a Luisa Silva da DotQuilts.
Aventurei-me num curso de iniciação ao free motion and quilting.
Não é nada fácil e a prova está à vista.
E não sei se mesmo com o treino algum dia conseguirei chegar lá.
Uma coisa eu sei, esta Senhora sabe o que faz e na minha opinião o que faz, faz muito bem.
Cada vez dou mais valor ao trabalho manual e ao saber fazer estas coisas que antigamente ensinavam :)
Estar com pessoas que transmitem um prazer e um gosto tão grande pelo que fazem e ensinam é uma lição.
Experimentar esta técnica e estar com a Luisa foi decididamente uma experiência muito agradável que espero repetir novamente.
manta de retalhos I
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Voltei ao sítio do costume para começar um novo workshop e aprender a fazer mantas de retalhos.
Há meses que aguardava por um cujas datas fossem possíveis para mim.
Como sempre aconteceu das outras vezes a experiência foi a melhor possível.
Escolher tecidos, combinar cores, encontrar padrões, tentar contrastes ... .
No entanto, encontrar a melhor conjugação de tudo isto é bem mais difícil do que parece.
As experiências estão à vista.
Por enquanto, a 4ª e a 5ª são as minhas favoritas.
Mas ainda tenho mais uns dias para novas tentativas.
O interessante nisto é que sem eu pedir nada a ninguém, um a um, foram aparecendo e quiseram dar a sua opinião.
Acho que vou pô-los a votar.
fair isle
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Uma das formas de fazer tricot minha preferida: fair isle.
A curiosidade para a aprender levou-me à Rosa Pomar e à Retrosaria onde fiz um workshop.
Primeiro escolhi um modelo (embora os meus favoritos sejam os japoneses confesso que ainda não tenho confiança suficiente para me aventurar com as instruções destes livros).
A seguir escolhi as lãs e as cores.
E neste momento já vou na segunda manga.
Quando conseguir acabar acho que serei seguramente uma pessoa diferente do que era antes de começar: a persistência e a paciência que são necessárias são algo que nunca julguei ter. Principalmente nos tempos que correm.
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