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destes últimos dias

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As férias continuam.
Depois do tempo com os amigos, dos filhos, das namoradas dos filhos, e dos amigos dos filhos, ficamos nós. Ficamos nós os três.
Aprecio esta paz e esta tranquilidade que é feita de coisas banais.
Fico com tempo para apreciar as pequenas coisas como o "toque quente e suave de uma mão mínima que se aconchega na minha ..."
A menininha está a crescer mas continua a andar de mão dada comigo. E eu aproveito enquanto posso, e guardo em memória o teu olhar e a doçura do teu sorriso.
Ainda tenho em casa o som de uma voz de menina.
Podem chamar-me piegas mas é tão bom que ainda seja assim minha querida! :)

Ronda

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Sabe sempre bem relembrar por onde andámos estas férias. Não vá a memória falhar e sempre tenho as imagens para poder recordar um dia, mais tarde.
Infelizmente só depois da visita é que descobrimos que existem umas caminhadas que valem muito a pena fazer perto de Ronda.
No problem. Adorámos mesmo assim (apesar do calor)! E havemos de voltar.















maputo, mozambique

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África. Não era a minha opção mas admito (a quem sabe, se ler isto) que estava errada e que esta foi de facto uma grande escolha. 
Dos meus calmos serões de Inverno à lareira em Janeiro dei um pulo gigante até ao Verão de Moçambique e voltei.
Aterrar novamente em Lisboa este fim-de-semana foi extremamente difícil e voltar à rotina na 2ª feira foi ainda mais complicado. Tenho uma dor de cabeça tipo moinha que me acompanha desde que cheguei e apesar do fuso horário ter só uma diferença de duas horas a mudança de ambiente é tão mas tão radical e o contraste é tão grande que ainda estou com alguma dificuldade em perceber bem o que se passa aqui por casa.
Algumas coisas a registar:
- a simpatia "enoooooooorme" e o sorriso constante acompanhado de um olhar que parecia tão meigo de todos os moçambicanos que encontrámos;
- embora não fosse novidade continuo a ficar surpreendida quando oiço falar português tão longe de casa (a onze horas de vôo de distância),
- a cidade de Maputo. Que achei "bonita" depois de me habituar à imagem de destruição e degradação que sofreu por causa dos anos de guerra. Embora nunca lá tenha estado antes em alguns sítios tive uma estranha sensação de algo familiar como se estivesse em Lisboa,
- facto curioso, quase todas as recuperações dos antigos edifícios que vimos aconteceram a partir de 2012 ou 2013, 
- muitas obras em curso por empresas chinesas,
- as qualidades artísticas fantásticas desta gente, nos graffitis das paredes, nas esculturas de madeira, em n coisas que estão por todo o lado,
- o colorido da roupa e dos lenços que punham à cabeça,
- turismo é coisa que praticamente não existe e não é possível passar despercebido,
- apesar da simpatia, e apesar dos anos que já passaram o ressentimento em relação aos portugueses e ao colonialismo ainda me pareceu estar quase sempre presente, embora não o refiram directamente,
- a consciência crua e dura que qualquer moçambicano tem do que se passa no seu país e a amargura nas palavras por não conseguirem mudar o que sabem estar errado,
- e, por último, adorava poder lá voltar um dia.
As fotografias foram difíceis de conseguir porque andar pela rua de máquina na mão alegremente e despreocupadamente a tirar fotografias não é possível.
Tantos rostos que ficaram por registar, tantas imagens que gostava de ter guardado e não pude ...
Esta era a vista do quarto do hotel onde ficámos: a Catedral "como lhe chamavam os portugueses", e depois as ruínas de um prédio que está assim desde a independência porque "o português fugiu com as plantas" e agora ninguém sabe como acabar (!), o prédio com a fachada lindíssima de azulejos amarelos dos anos 60.



Uma tímida fotografia à distância, numa rua junto à estação, de uma criança a ser carregada às costas da mãe. São imagens deliciosas e todas transportam os filhos pequenos assim. Seria impossível usar um carrinho de bebê nestas ruas, e desta forma é muito mais agradável (e prático) de certeza.
Uma das fantásticas esculturas, que para mim são obras de arte dignas de museu (tipo "ready-made" diria eu que não percebo nada do assunto :)). Esta está na escola francesa e foi feita a partir de peças de motorizadas Kawasaki e outra marca cujo nome já não me lembro.
Restos das munições (de defesa dos portugueses suponho eu) que estão em exposição no interior do forte da cidade.
Imagens do mercado municipal. Elas e eles com ar de frete a olhar para nós do tipo "que é que estes andam aqui a fazer a tirar fotografias e a filmar".  Pela quantidade de fotografias de seguida sobre o mesmo dá para perceber que adoro visitar estes mercados. :)



A lindissima, lindissima, fachada da estação de caminho de ferro, lindissimamente recuperada. Lá dentro é um encanto.
Ainda a estação de caminho de ferro, cuja arcada exterior me lembrou um bocadinho de Lisboa.
Um exemplo da forma como pintam o exterior das casas para anunciar que tipo de serviço ou trabalho podem prestar a quem precise. Este é um exemplo entre muitos.
Fizemos um passeio, que hei-de registar depois, que nos obrigou a fazer cerca de quatro horas de carro (para percorrer mais ou menos 150Km) e estas são as imagens do que vemos à beira da estrada e que me parecem ser uma constante de vida da grande maioria dos moçambicanos.


Independentemente de tudo o resto crianças serão sempre crianças e cada vez aprecio mais a liberdade que lhes é inerente.
 Despedi-me de Maputo assim. Da mesma janela do mesmo hotel onde tinha chegado dias antes. Um céu com umas cores fantásticas do pôr-do-sol, a temperatura absolutamente perfeita, e a certeza absoluta de lá querer voltar (é verdade "meu querido"! quem diria, hã? afinal estavas absolutamente certo ... :).



conversas soltas XI

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Estas fotografias foram tiradas pela Mariana em vários momentos ao longo das nossas últimas férias (que devem ter sido das melhores que alguma vez tivemos) deste Verão na Grécia.
E esta conversa aconteceu num final de dia quando voltávamos as duas da praia para nos arranjarmos para jantar: 
Mariana: "Mãe vou pedir-te uma coisa mas não fiques zangada comigo. Pode ser?"
Eu: "Claro que não minha querida. Diz."
Mariana: "Nem triste, ok?"
Eu: "Não vou ficar triste."
Mariana: "Então o que eu queria pedir-te era para cada vez que eu peço para tirar fotografias com a tua máquina não estares sempre a dizer que eu tenho imenso jeito. E que tiro fotografias fantásticas e coisas assim."
Eu: "Está bem! Combinado! Mas qual é o problema?! Se fazes bem uma coisa não tem mal que eu te diga a verdade! Ou achas que não?"
Mariana: "Sim. Eu sei. Mas eu quero continuar a ter prazer a tirar fotografias e a gostar de o fazer ... Quero poder gostar de o fazer ... Fotografar é uma coisa que eu gosto de fazer e assim ... depois acho que não vou conseguir continuar a gostar ... É difícil para mim ... Percebes mãe?"
Eu: "Não precisas de explicar mais Mariana. Claro que sim. Percebo perfeitamente. Desculpa querida, não vou tornar a fazê-lo. Prometo."

Casa Milà

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Ou "La Pedrera".
Com isto já deve ter dado para perceber que sou uma admiradora incondicional do Gaudí e de tudo o que ele fez. E por isso esta foi a minha escolha para a principal visita do segundo dia em Barcelona. A Casa Milà é um dos sítios a não perder se se visitar Barcelona.
Adoro visitar casas, principalmente destas assim com histórias do passado.
Desenhada por Antonio Gaudí, mesmo no início do século XX, acho absolutamente fantástico o modo como foi imaginada e não consigo imaginar o quanto à frente deveria estar do seu tempo.
Quanto a mim, um tributo extraordinário ao "modernismo" e à "modernidade" em simultâneo.
Só a entrada do edifício é digna de ser apreciada pela beleza da decoração e pelas "linhas". A organização da "visita" é óptima e assim que entramos somos logo encaminhados para o topo do edifício onde a temos uma "vista" de 360º sobre a cidade além de nos deslumbrarmos com o desenho das chaminés super originais (Gaudí achou que as chaminés normalmente sem interesse poderiam ser algo mais).






A seguir uma exposição muito interessante sobre os detalhes arquitectónicos e de construção do edifício.
Gaudí era uma pessoa extremamente religiosa e crente em Deus. Foi interessante observar a fixação com o número 33 (a idade em que morreu Jesus) e a quantidade de vezes em que este número aparece em várias situações. No caso deste edifício, alguns elementos como por exemplo o número de janelas (espero não estar a inventar, mas acho que este era uma das situações ...) eram múltiplos deste número. Na Sagrada Família já sabia que estava carregada de simbologias destas, mas num edifício de habitação é completamente inesperado; talvez seja uma coincidência ...

E a seguir passámos aos interiores de um apartamento mobilado para uma família da alta burguesia catalã dos inícios do século passado.
Esta é a parte que mais gosto :).


O quarto das crianças.
O quarto da empregada que ficava logo ao lado do quarto das crianças.
Um quarto de arrumos de malas e coisas assim.
O quarto da costura e de engomadoria (adoro, adoro e adoro este :):) ).
A vista de uma das janelas interiores da casa. Se bem me lembro só um dos quartos (o de arrumos) é que não tinha qualquer janela.


A cozinha que também era o "máximo".
Uma casa de banho.
A vista da varanda de um dos quartos.
A mobília de um dos quartos principais com o pormenor do berço.
Um pormenor da casa de banho adjacente ao quarto anterior em tons de rosa (muito feminina).
E por fim a sala de jantar.
Houve algumas divisões (poucas) que não consegui fotografar ou porque tinham demasiadas pessoas ou porque a luz não era suficiente.
E chegámos ao fim da visita à Casa Milà.
Foi a segunda vez que a visitei mas devo dizer que gostei tanto como da primeira vez. Os meus filhos adoraram, por isso não me enganei com a escolha que fiz.
Depois andámos sem destino o que também é bom quando se quer conhecer uma cidade.
Com pena minha, porque o tempo não dava para tudo (e para não passarmos todo o tempo dentro de museus), ficou para outra oportunidade a possibilidade de visitar o Museu Picasso e o Museu de Design (que inclui o de "design de Moda") que ainda não conheço e que acho que deve valer a pena visitar.
Digamos que apesar de curta a visita a Barcelona foi um sucesso, os meus filhos adoraram e tiveram pena de não termos ficado mais uns dias.
Fica para a próxima ... quem sabe ... um dia ... :)

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