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destes últimos dias

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As férias continuam.
Depois do tempo com os amigos, dos filhos, das namoradas dos filhos, e dos amigos dos filhos, ficamos nós. Ficamos nós os três.
Aprecio esta paz e esta tranquilidade que é feita de coisas banais.
Fico com tempo para apreciar as pequenas coisas como o "toque quente e suave de uma mão mínima que se aconchega na minha ..."
A menininha está a crescer mas continua a andar de mão dada comigo. E eu aproveito enquanto posso, e guardo em memória o teu olhar e a doçura do teu sorriso.
Ainda tenho em casa o som de uma voz de menina.
Podem chamar-me piegas mas é tão bom que ainda seja assim minha querida! :)

Farmer's Wife 1920's Sampler Quilt Sew-Along

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Os grandes planos de escrever com regularidade foram todos por água abaixo.
Abril, Maio e Junho foram meses difíceis a acompanhar a recuperação da minha mãe.
Julho foi o mês do regresso à "normalidade" e confesso que só me apeteceu descansar sem a preocupação de ter alguma coisa para fazer. Em modo de compensação pelos meses anteriores, Julho trouxe-nos dois bons momentos e muito importantes: a Marta terminou a sua licenciatura, e no mesmo dia da sua graduação tivemos a notícia que o meu filho Miguel tinha conseguido a transferência para o curso que queria na faculdade que desejava freqüentar.
Em Agosto vim de férias.
Trouxe "um camião de coisas" para me entreter com vontade de contrariar a inércia de Julho e o "dolce fare niente" normalmente desejado para as férias de Verão.  
Um dos projectos que trouxe comigo surgiu através do instagram da Sofia: o "Farmer's Wife 1920's Sampler Quilt Sew-Along", lançado pela australiana Angie do Gnome Angel, que começou no dia 24 de Agosto e é esperado terminar em Outubro do próximo ano.
A realização deste quilt baseia-se no livro com o mesmo nome que resumidamente consiste numa compilação de cartas das mulheres de agricultores americanos nos anos 20 às quais se associam blocos de retalhos para uma manta.

Tratando-se de uma nova experiência fui obrigada a alguma preparação:
Estou a aprender um novo método, o English Paper Piecing ou EPP. O "EPP starter kit" que comprei na loja on-line da Paper Pieces permitiu-me treinar com alguns hexágonos antes de me lançar no "Farmer's Wife 1920's Quilt".
Qual o melhor tipo de ponto a utilizar, tipo de agulhas, e tipo de linhas e em que cores, foram algumas das questões de que me apercebi com este pequeno ensaio.




Dos materiais obrigatórios (além dos tecidos, claro!), de início, optei por comprar somente as primeiras 24 templates (uma template é a versão em papel dos retalhos de um bloco) de um total de 111 (loucura completa! ... eu sei!) porque me pareceu mais prático e económico do que andar a imprimir e recortar tantos layouts de retalhos.

Em termos de materiais opcionais serviu o aviso dado pela Angie que facilmente se entra em despesas consideráveis se não se tiver algum cuidado. Na Retrosaria comprei este cut-pad da Clover e na Baixa, na Botilã, comprei esta lupa com luz da Prym.
O primeiro ajuda na portabilidade que foi uma das principais características que me atraiu e convenceu a participar neste projecto. O segundo será escusado explicar o porquê para quem já tiver ultrapassado os 40.
Aderi ao grupo do Facebook que acompanha este quilt-along. Fiquei surpreendida com a quantidade enorme de pessoas a participar e a grande variedade de nacionalidades envolvidas. Acompanhar toda a "discussão" que vem surgindo e as questões que colocam tem sido uma forma óptima de aprender!
Por fim, falta-me a parte mais difícil (julgo eu) que será planear (mais ou menos) a composição de cores e padrões. Gostaria de fazer um "gradient quilt" com fundo (ou "sashing") em branco ... os últimos dias têm sido assim com palavras e conceitos novos :). E espero estar a empregá-los correctamente ... :) A "color master guide sheet" com a sugestão de cores dada pela Paper Pieces ajuda bastante mas não está a ser fácil chegar a uma versão que me deixe confortável.
Há imensa gente que já começou, algumas já estão muito avançadas, e eu com esta preparação toda na verdade ainda nem comecei o primeiro bloco! Mas resta-me ainda a esperança de que uma vez começado consiga recuperar algum do atraso.
Tenho pena de não ter suficientes retalhos que possa de facto reaproveitar para me sentir completamente compensada com o trabalhão enorme que vou ter se conseguir chegar a um fim.
... a continuação desta aventura em que me meti virá daqui a algum tempo ...

filha de peixe parece que sabe nadar

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De tantas vezes me ver fazer estes desenhos foi esta a forma que a minha filha Mariana arranjou para me explicar o pijama que quer costurar.
Adoro o "y", o "vichie", o "apontamento" e a forma de representar o padrão do dito vichy!
Às vezes há coisas assim, simples, que nos alegram os dias. :)

Marta

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Ao ver esta fotografia hoje no FB permiti-me publicá-la sem pedir autorização.
Fez-me recordar que há exactamente 6 anos atrás comecei a escrever aqui.
19 de Janeiro. Dia de aniversário. Do teu aniversário.
Só que hoje não há velas para apagar ... pelo menos aqui em casa.
Não há Facebook, Skype, Facetime, Messenger, ou seja o que for que ajude para minimizar esta tua ausência minha querida.
Sinto a falta física de te abraçar e mimar. Ao passar pela porta do teu quarto, que mantenho fechada à espera do teu regresso, vem-me a falta de ti ao vivo e a cores. Das tuas expressões típicas, dos humores inesperados, da música sempre alta (quem diria!), dos teus ataques de arrumação até às tantas,
Do teu dia-a-dia ...
De te ver crescer ...
Coisas de mãe ... eu sei ...
Já estou aqui há algum tempo a olhar para o écran e já escrevi e apaguei não sei quantas vezes. Mil e uma coisas para te dizer passam-me pela cabeça. Acho que o melhor é deixar como está. É difícil encontrar as melhores palavras e este espaço não se presta a grandes discursos.
Decidi voltar a escrever aqui!
Agora que penso nisso, o melhor dia para recomeçar só poderia ser mesmo o teu dia de aniversário.
Uma vez mais ... :)
Muitos Parabéns minha filha querida!

conversas soltas XI

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Estas fotografias foram tiradas pela Mariana em vários momentos ao longo das nossas últimas férias (que devem ter sido das melhores que alguma vez tivemos) deste Verão na Grécia.
E esta conversa aconteceu num final de dia quando voltávamos as duas da praia para nos arranjarmos para jantar: 
Mariana: "Mãe vou pedir-te uma coisa mas não fiques zangada comigo. Pode ser?"
Eu: "Claro que não minha querida. Diz."
Mariana: "Nem triste, ok?"
Eu: "Não vou ficar triste."
Mariana: "Então o que eu queria pedir-te era para cada vez que eu peço para tirar fotografias com a tua máquina não estares sempre a dizer que eu tenho imenso jeito. E que tiro fotografias fantásticas e coisas assim."
Eu: "Está bem! Combinado! Mas qual é o problema?! Se fazes bem uma coisa não tem mal que eu te diga a verdade! Ou achas que não?"
Mariana: "Sim. Eu sei. Mas eu quero continuar a ter prazer a tirar fotografias e a gostar de o fazer ... Quero poder gostar de o fazer ... Fotografar é uma coisa que eu gosto de fazer e assim ... depois acho que não vou conseguir continuar a gostar ... É difícil para mim ... Percebes mãe?"
Eu: "Não precisas de explicar mais Mariana. Claro que sim. Percebo perfeitamente. Desculpa querida, não vou tornar a fazê-lo. Prometo."

une petite poupée danseuse pour Marta

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A Marta chega hoje depois de uma longa ausência.
Apesar do skype ajudar muito sentimos-lhe a falta.
Cada um à sua maneira adaptou-se aos dias sem a sua presença. Mas sem ela algo parece estar permanentemente incompleto aqui em casa.
A Mariana quis fazer-lhe uma surpresa para a chegada. Quase há dez dias que a sua actividade de final de tarde e algumas vezes após o jantar tem sido fazer esta boneca de feltro. Copiou os moldes desde as peças do corpo até às peças da roupa escolhida por ela. Foi comigo às lojas de Campo d'Ourique escolher as cores e procurar as fitas. Seguindo as instruções, chorou (mais uma perfeccionista ...), sorriu, e sem nunca desistir apesar da dificuldade, cortou, coseu à mão, e juntou todas as pecinhas desde as missangas até aos pedacinhos de tule que atou um a um para fazer o "tutu" (a sua parte favorita) para esta boneca que ainda não tem nome.
Quando chegou ao fim hoje à tarde, orgulhosa do seu feito, não conseguia deixar de sorrir enquanto a virava e revirava nas suas mãos.
Finalmente guardou-a cuidadosamente numa caixa de sapatos, aplicou-lhe uma fita com laço em encarnado, e agora espera ansiosamente pelo momento de a entregar à Marta!
Ainda bem que começou as férias e já não tem aulas senão não sei como seria para acordar amanhã de manhã ... :)

conversas de frigorífico

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"Não foram ao supermercado?! Oh mãe, não há nada no frigorífico!"
"O frigorífico está vazio mãe!"
"Mãe, não há nada no frigorífico para comer!"
"Posso ir comprar uma pizza mãe, no frigorífico só há sopa!"
"Comeram os meus yogurts todos? O frigorífico não tem nada!"
"Mãe, não compraram os meus boiões de maçã? Já não há nenhum no frigorífico!"
"Mãe não há nada para comer! O frigorífico está vazio!"
"Não comi nada em casa porque o frigorífico estava vazio!"
O aspecto do dito é mais ou menos este, e como se pode constatar é muito útil para pendurar as centenas ou milhares de "coisas" e "coisinhas" que os meus filhos trazem para casa e que ajudam a preencher os nossos dias com tarefas muito úteis e interessantes.
Também será escusado explicar que o frigorífico é uma figura central cá em casa e normalmente não está vazio, mas os meus filhos acham sempre que sim.
E por acaso eu já estou um bocadinho de nada cansada de ouvir falar tantas vezes deste assunto  ... ainda por cima porque tem sempre algo implícito associado a mim ... o que também me enerva profundamente devo dizer. Ouviram meninos? Eu sei que vocês raramente lêem isto mas eu estava a precisar deste desabafo. Ouviram? Ok, agora calma que estamos mesmo quase no final do ano lectivo e amanhã já é sexta-feira! (e eu hei-de encher o frigorífico de novo)

vida de mãe (continua)

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Nos últimos tempos parece que só falo das minhas duas filhas dando a impressão que não tenho mais filhos.
Mas não é verdade! Algures entre uma e outra tenho o meu filho Miguel sempre a mil à hora. Com mais projectos e ideias do que capacidade de os realizar todos vai sempre várias "carruagens" à minha frente. Confesso a minha manifesta e provada incapacidade de acompanhar tal velocidade de pensamento e acção.
Muitas vezes deixa-me baralhada e com dores de cabeça só de tentar acompanhar todos os arranjos e combinações de um dia. E isto entre o final da tarde que é quando ele sai do liceu e as oito e trinta da noite que é quando jantamos normalmente. Em alguns dias a agitação é de tal ordem que está a falar comigo e não consegue acabar as palavras todas e eu acabo por não perceber nada do que ele me quer dizer.
Enfim, ainda a propósito de fatos-de-banho, nas minhas deambulações com a Marta à procura das sandálias ideiais encontrei esta loja no Príncipe Real onde comprei uns calções para o Miguel de uma marca portuguesa com coisas bem giras e em conta (não é "peaners" como diz o outro. Mas custam a módica quantia de 39eur e se comparar com aquelas marcas tipo billabong e sei lá mais o quê, para mim está óptimo).
Tem padrões bem simples e giros, muita variedade de escolha, e finalmente acabou aquela moda horrorosa de usarem calções de banho até ao joelho com uma mistura e intensidade de cor que me feria o olhar já para não falar do resto.
Eu gostei da DCK e aconselho.

conversas soltas X

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Mariana: "Sabes mãe, há um menino na minha classe que é rico, mas foi bem educado e não me disse que era rico."
Eu: "Muito bem! Foi muito bem educado! Então porque é que dizes que ele é rico?"
Mariana: "Porque quando íamos na carrinha eu vi que ele tinha um daqueles relógios que também é telemóvel."
Eu: "Mas isso existe querida? Se calhar era a fingir."
Mariana: "Não mãe. Eu sei que não se deve perguntar, mas eu perguntei-lhe se ele era rico, e ele disse-me que sim. Por isso ele é rico de certeza."
 --
Eu: "Estás com febre Mariana."
Mariana: "Quantos degraus tenho?"
 --
Mariana: "Mãe, afinal a Troika não é aquela senhora que aparece na televisão (a Catarina Martins do BE) a falar."
Eu: "Pois não, a Troika não é uma pessoa Mariana."
Mariana: "Pois não! No outro dia chamaram-lhe projecto e aí eu achei muito estranho e percebi que não devia ser uma pessoa."

desta semana

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Esta semana fiz anos.
Não quis presentes e no entanto presenteei-me a mim própria com um dia de férias.
Coisa de que ouvia os outros falar mas que nunca tinha experimentado para mim própria.
Poderia falar desse dia mas não vale a pena.
O que me interessa registar tem a ver com os meus filhos.
Indiferentes ao que pedi ou mesmo sem ter ouvido ou prestado atenção seguiram a tradição.
A Mariana ofereceu-me um postal escolhido por si com a ajuda do avô e escreveu um poema da sua autoria.
O Miguel cantou-me os Parabéns com o engenhoso esquema de duas velas espetadas em dois palitos que por sua vez estavam espetados em dois quadrados de uma tablete de chocolate.
E a Marta, no dia seguinte, trouxe-me um estojo com lápis e algum material mínimo para as minhas aulas de desenho.
A minha actividade mais recente são estas aulas de desenho que não sei se serei capaz de levar adiante. A mão perdeu o jeito e sinto a frustração de olhar para dois desenhos onde a identificação da batata ou da noz que me deram para desenhar é muito difícil (e estou a ser generosa quando utilizo somente o adjectivo difícil).
Tirando este aparte o que importa escrever é que sem saber como nem porquê talvez tenha dado com uma forma de recuperar uma parte do que me liga a esta filha e que muitas vezes dou por mim a achar que está perdido.
Normalmente alheia ao que faço e com o egoísmo característico da idade saiu da sua "bolha" e deu por mim em algo que nela é um talento inato. Quem diria que um simples estojo seria a "chave" que procuro!
Como é que me esqueci que os artistas têm uma linguagem diferente!
A adolescência tem esta característica de lhes alterar a química do cérebro e com isso concluir aquilo a que chamam a personalidade. É natural que assim seja mas o outro lado da moeda faz com que muitas vezes o entendimento que dispensa palavras, aquele que só uma mãe conhece em relação a um filho, pareça que desapareceu e passamos a olhar para uma pessoa que é outra e já não nos pertence e às vezes nem reconhecemos.
A palavra distância ganha um significado novo e a palavra esperança não nos sai da cabeça.
E assim de repente, quem diria que com um estojo um mundo de possibilidades torna a surgir.
Todos os presentes são diferentes e todos são os melhores e especiais, mas sem que alguma vez suspeitasse quem diria que acabaria por receber um presente tão bom Marta.
Sou uma "romântica" eu sei, mas sabe-me tão bem acreditar que pode ser assim.

la rentrée

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na verdadeira acepção da palavra porque as aulas começaram hoje.
Sente-se a diferença dos dias pela cor do final da tarde.
Sem que queiramos e sem que possamos fazer nada contra isso o tempo passa.
Um novo ciclo chamado ano lectivo recomeça nos nossos dias.
.

dos passeios

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Destes nossos passeios pela cidade há-de ficar-me sempre em memória a companhia doce desta infância, a última que ainda temos cá por casa.
Infelizmente, com muita pena minha, ou porque é mesmo assim, nem sempre os meus filhos adolescentes nos querem acompanhar. E como prefiro mil vezes uma vez que seja com boa vontade do que cem vezes de má vontade aceito que seja assim.
No entanto, de cada vez que não estão comigo penso sempre nos momentos óptimos que todos estamos a perder.
Mas só em parte, porque em contrapartida fico em exclusivo com outras coisas que de outro modo não são possíveis quando temos que dar atenção a três filhos.
São pequenas coisas que para mim valem imenso porque sei que são as últimas.
A generosidade da infância, a doçura e a boa disposição constantes com um sorriso fantástico que acompanha uma vontade enorme sempre presente de querer ajudar. O "Eu ajudo mãe" soa-me a música e sabe-me pela vida numa altura em que muitas vezes sinto a falta dela.
O toque quente e suave de uma mão mínima que se aconchega na minha, o "posso sentar-me ao teu colo mãe", o som da tua voz, ou o olhar que sempre procuras em mim são tão próprios destes momentos que desejaria andar por aí por essas ruas sem parar se com isso pudesse adiar o fim desta infância.

conversas soltas viii

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A Mariana continua com as alergias características desta época. Por isso hoje resolvi ir buscá-la ao liceu e trazê-la para casa em vez de a deixar continuar com as actividades da tarde.
Quando vem sozinha comigo no carro temos desde longos silêncios até momentos em que a quantidade de palavras por minuto é algo que muitas vezes o meu cérebro não consegue processar.
Hoje foi dia de silêncios.
Parei num sinal vermelho. Espreitei pelo espelho retrovisor e achei que estava distraída a olhar lá para fora.
Mariana: "Sabes mãe tenho sempre tantas perguntas sem resposta!"
Abri mais os olhos e continuei virada para a frente, calada, à espera do que viria a seguir.
Mariana: "E há tantos porquês ...!"
Não lhe disse nada. Achei que não valia a pena dizer-lhe já que o que ela descobriu tão cedo nos acompanha pela vida fora.

destes dias

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O tempo passa.
Vejo-te crescer e tenho saudades de como era antes.
O que eu sonhei quando brincava às mães afinal eras tu minha querida.
Alma de artista, tão sensível, que se protege vivendo num mundo onde só de vez em quando somos autorizados a entrar.
Não interessa como foi ontem, nem interessa como será amanhã. Tréguas sem recriminações. Enquanto o que é bom durar e a porta estiver aberta eu aproveito e entro. Gravo em memória silêncios, sorrisos, abraços, conversas calmas sem discussões, gestos de paz, e olhares onde (confesso agora) encontro reflexos de mim, do que fui e já não sou tanto.
Seria tão bom que estes últimos tempos durassem assim como estão.
Que felizes seríamos todos se os nossos dias continuassem assim!

Frida Kahlo em Roma

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Depois de acordar às 7 da manhã (6 em Lisboa) e percorrer os museus do Vaticano o cansaço é mais que muito e só o deslumbramento que tenho por Frida Kahlo nos levaria a palmilhar mais não sei quantas ruas para chegar ao Quirinale e visitar esta exposição.
Nunca tinha visto um quadro dela ao "vivo e a cores" e por isso descobrir que esta exposição estava a decorrer em Roma foi uma agradável surpresa. Também foi uma agradável surpresa descobrir que a Marta e o Miguel conhecem melhor a vida e obra desta pintora do que eu (bendita escola!).
Isto para dizer que esta coincidência no tempo e no espaço permitiu-me visitar uma das melhores exposições que vi nos últimos tempos de uma das pintoras que mais gosto. Surrealismo e neo-realismo no seu melhor ao estilo mexicano de Frida Kahlo, Diego Rivera e mais uns quantos.
Terminámos o dia com mais um jantar da comida preferida dos meus filhos. E conversámos de uma forma que só nas férias é possível e que normalmente não acontece nesta agitação constante que é os nossos dias em Lisboa (as últimas fotografias são da Marta).
Sinto-me cansada, ... mas sinto-me bem! Haveria mais para contar mas não hoje :)

silêncio

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Entrar em casa e ouvir o silêncio.
Um bem raro que nos últimos anos deixei de saber como é.
A casa vazia e apreciar o final da tarde de uma sexta-feira.
Ficar a ver as sombras desaparecerem e regar as minhas orquídeas que começam a mostrar o que valem.
Um dia vou ter saudades do ruído da vida com os meus filhos assim como agora tenho saudades deste silêncio. A incongruência de querer e não querer ao mesmo tempo. Eu sei que não se pode ter tudo e neste momento basta-me o facto de saber que devo ter mais uma meia-hora assim ...
A "roda-viva" desta vida parece que está parada por um bocadinho ...
Não vou fazer nada nem adiantar jantar nem coisa nenhuma porque também sei que já já vou ter tempo para isso tudo :)
Que bom que é começar o fim-de-semana assim :)

para a Marta

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Aniversário da Marta.
Da minha filha. Sempre gostei de dizer "a minha filha" ou "o meu filho".
Tão certo como os meus pais, a única coisa que verdadeiramente será sempre assim.
A certeza absoluta que nunca deixarão de ser meus aconteça o que acontecer.
Através desta filha vejo um mundo numa perspectiva que de outra forma nunca procuraria. Emociona-me vê-la pintar, ouvi-la tocar, ou ao ler os seus textos quando me deixa ver o que escreve.
Alma de artista que não é fácil de compreender. Apesar de todas as dificuldades que esta adolescência nos trouxe e das mudanças que tinham que ser não há nada que possa mudar o que te liga a nós.
Muitos Parabéns minha querida! Que os teus sonhos se realizem nessa vida enorme que tens para viver!

conversas soltas VII

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Hoje, momentos antes da primeira prova de natação da Mariana:
Mariana: "Acho que nunca ganhei uma medalha de ouro na minha vida mãe!"
Eu: "Minha querida, medalhas de ouro só dão nos Jogos Olímpicos."
Mariana: "Então quer dizer que aquelas medalhas todas que o Miguel ganhou não são verdadeiras?!"
Eu: "São verdadeiras sim, só não são é de ouro."
Mariana: "Hummm, ... então afinal não há medalhas de ouro ..."

conversas soltas vi

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Esta semana foi uma semana cheia de momentos interessantes.
Começámos na segunda feira ao final do dia quando se lembrou do saco a tiracolo que me tinha pedido há semanas atrás e que era absolutamente necessário para levar o maillot da ginástica e um euro. Não sei como o fiz,  mas consegui desencantar um saco feito em tempo record! O resultado final aparentemente estava óptimo e ela ficou super contente. Na realidade subestimei a resistência do dito ...
Mariana: "Mãe, o saco que fizeste estragou-se. Pus lá dentro o lanche, o meu porta-moedas, as calças de ganga e a camisola e ele não aguentou. Rebentou, olha! Consegues arranjar?"
E continuámos pelo resto da semana que por acaso ainda não acabou e por isso este registo é bem capaz de ficar incompleto.

Mariana: "Sabes quais são as tables que sei melhor mãe? a table dos 0's e a table dos 1's."
---
Toco à campainha da porta de casa porque me esqueci da chave.
Oiço a voz da Mariana.
Mariana: "Quem é?"
Eu: "É a mãe querida, podes abrir".
Mariana (sem abrir a porta): "Prometes que és mesmo tu?"
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Mariana: "Sabes mãe, tenho a certeza absoluta que és minha mãe. Às vezes sinto que há uma ligação entre nós."

dos dias de férias

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Estes dias de férias dos meus filhos permitem-me este privilégio de tomar o pequeno-almoço com calma, da forma que gosto, dispensando o copo de leite bebido a correr para não ficar em jejum e aguentar a correria até chegar ao liceu.
Infelizmente está a acabar mas o fim-de-semana espera por mim e ainda são mais dois dias antes daquela rotina de horários diabólicos nos apanhar a todos de novo.
Venha o fim-de-semana! :)

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