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não feirar e o jardim do Torel

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O mau tempo que já nos cansa teve este efeito de cancelar o mercado do CCB deste mês de Março.
Com os planos furados e sem nada para fazer numa manhã de domingo, completamente acordados e prontos para a acção :), era impossível ficar em casa. Lembrámos-nos de ir à procura do jardim do Torel (calhou! não sei porquê!). Este nome lembra-me sempre um dos filmes do António Silva e do Vasco Santana.
Isto para dizer que descobrimos mais uma vista fantástica do rio.
Descobrimos rostos muito simpáticos que não sabemos porque estão ali nem a quem pertencem.
Descobrimos um café com esplanada onde havemos de voltar num dia de sol.
E depois de sairmos do jardim descobrimos que do lado direito temos Lisboa no seu melhor com casas tão pequenas em ruas tão estreitas que se emaranham até ao Martim Moniz.
E do lado esquerdo temos um pedacinho de Lisboa que é exactamente o oposto.
Casas lindíssimas que nem imaginava que podiam existir aqui.
Quem serão os felizardos que têm o privilégio de viver? estudar? trabalhar? em sítios assim?!

OPLX 121

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Jardim botânico da rua da Escola Politécnica no Príncipe Real.
Há imenso tempo que não vínhamos aqui. Passávamos à porta e esquecíamos-nos de entrar.
Sem nada para fazer e a precisar de passar o tempo pagámos 2 euros e demos por nós num daqueles jardins que Lisboa tem e até parece que abandonou.
Descobrimos que até ao dia 26 de Outubro todos os sábados vai haver uma feira diferente.
Gentilmente deram-nos uma mapa à entrada. Acabámos por o ignorar e encontrámos cantos e recantos a precisar de reparação e manutenção. Pessoas que liam ao sol sentadas na escadaria. Pessoas que repousavam em bancos à sombra. Pessoas que observavam uma família de papagaios na copa de uma árvore. Pessoas que passeavam e fotografavam. Famílias com crianças que se ouviam e não se viam escondidas atrás de ramos e folhas enormes. E a luz do sol que se infiltrava e que mostrava quantas variações pode ter a cor verde.
Eu gosto de jardins. Jardins são locais muito especiais que nos proporcionam momentos únicos.
Por isso faz-me uma confusão enorme que se abandone um jardim assim no centro de Lisboa. Como é possível?
Quem realmente quiser ajudar não pode deixar de reparar em alguns cartazes espalhados pelo Príncipe Real sobre o "Projecto 121". O projecto 121 está inscrito no orçamento participativo 2013-2014 e tem como objectivo obter verbas da Câmara Municipal de Lisboa para a recuperação deste jardim. Para tal qualquer pessoa pode votar neste projecto enviando um sms (gratuito) para 4646 com a mensagem "OPLX 121".
De acordo com a menina que vende os bilhetes a candidatura do ano passado ficou a 200 pontos de conseguir a tão desejada verba.

Jardim Botânico

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Uma mudança de planos fez-nos ir até Belém num dia de muito sol e muito calor em que o objectivo inicial era sermos os primeiros a chegar à praia (ou quase).
Enquanto esperávamos andámos por ruas estreitas onde só as gaivotas e os pombos se deixaram ver.
Casas velhas e abandonadas a fazer-nos sombra.
Entrámos no Jardim Botânico e encontrámos a paz de um local que não se quer vazio mas que estava completamente disponível só para nós.
Andámos por ali, demos com as esculturas africanas insólitas de uma exposição temporária, e testemunhámos (com muita pena) o abandono em que está a Estufa Real.
Mais um daqueles sítios que Lisboa guarda e que parece que pararam no tempo.
Impossível não voltar lá um dia destes.  

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