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rua das gaivotas

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Água no Bico
Na Rua das Gaivotas, 8
Domingo de manhã foi dia de brunch.
Gostámos e em dia de sol ainda deve ser mais agradável.
Além da simpatia, da comida diferente e de que gostámos, ainda existiam pormenores deliciosos como a mistura de mosaicos hidráulicos que compunham a parede do balcão e o "espelho sol" que ambiciono encontrar um dia algures e trazer para casa. Isto para não falar do pátio e da parede esculpida cuja autoria julgo pertencer ao Vihls.

imperfeita

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Há uns tempos atrás a Monocle escolheu Lisboa para realizar a sua primeira conferência com o tema qualidade de vida. A seguir, ou durante (já não sei), o seu director veio dar uma entrevista onde dizia que uma das coisas que gostava na cidade e que o tinha atraído era o facto de ser "imperfeita".
Talvez também tenha sido este o motivo pelo qual, muito antes disso, Malkovitch tenha aparecido por cá e tenha ficado, contemplando o Tejo das varandas do Lux, e dizendo que era um dos melhores segredos da Europa esta cidade à beira mar. Se não me engano também ele dizia numa entrevista algo semelhante e parecido com a palavra "imperfeita".
No entretanto, como nunca antes visto, vagas de turistas invadem Lisboa, e parece que cada vez são mais os que cá vêm. Tiram fotografias, sobem e descem ruas, e ficam a olhar-nos.
Quem vem de fora deve ver a tal da "imperfeição".
Eu que nasci aqui e sempre cá vivi, alfacinha e lisboeta, só julgo saber do que falam porque já vi outras cidades das "arrumadinhas", das "monumentais", das "cosmopolistas", e não sei mais o quê.
Gostei de as visitar é certo, mas sempre gostei de voltar ao "lugar comum" que é a minha cidade.
Mais ou menos planeada, com edifícios em ruínas, campos de silvas entre prédios, arrumadores, lixo, e a calçada portuguesa, o rio e os bairros antigos, o castelo e as gaivotas, e a luz. Esta luz fantástica de Lisboa.
Não me canso de andar pelas ruas. Vou guardando imagens sem nexo que não sendo nada de especial são pequenos detalhes que colecciono desta cidade de que gosto tanto. Eu não lhe chamaria imperfeita.

uma ruazinha no Castelo

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Fomos buscar a Mariana que estava em casa de uma amiga que mora dentro das muralhas do Castelo.
No caminho de volta encontrámos ruas assim como esta. Ainda conseguimos ter estes luxos das ruas vazias, silenciosas, genuínas, com a roupa branca no estendal e com o fogareiro no sítio que lhe compete à espera da hora de acender a brasa para a sardinha ou para a febra na grelha. :)

hoje ainda é 3ª feira

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e por mim já podia ser fim-de-semana outra vez.
Isto anda mesmo agreste ... só me apetece não fazer nada e andar por aí.
No fim-de-semana passado andámos por Alfama.
Enquanto uns almoçavam nós procurávamos a "saída" por ruas que lembravam um labirinto.
De vez em quando avista-se o rio, e os barcos, e ouvem-se as gaivotas.
Ouve-se uma misturada de línguas estrangeiras ...
E alguns "alfacinhas" dos bem velhinhos que "são filhos do bairro porque nasceram aqui" e que nos dão indicações por onde ir.
Ai como eu gosto de me perder nestas ruas ... :)

pelo bairro

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Já tinha saudades de ficar em casa calmamente. Esquecer-me das coisas que tenho para arrumar e fazer muito pouca coisa que seja útil.
Basicamente, entrar e sair, dar meia volta e ir beber um café só porque sim, voltar a casa, e preguiçar.
Hoje andámos pelo bairro a aproveitar este tempo que já é de Primavera e que nos deixa mais bem dispostos. Visitámos a feirinha mensal da Praça de Londres. Parámos no novo quiosque no jardim da igreja. Entretive-me a observar pela milionésima vez estas estátuas que povoam o jardim desde que me lembro. E trouxe uma fotografia da minha favorita. Recorda-me todas as vezes que levei os meus filhos ao parque infantil para andarem no "escorrega" sempre a adiar a hora de voltarem para casa para almoçar e fazer a eterna sesta.

feira da buzina

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Este fim-de-semana fomos à feira da buzina.
Não fazia a mínima ideia que existia uma feira destas em Lisboa.
Trata-se de uma feira de velharias onde não há bancadas porque os vendedores estacionam o seu automóvel e põem à venda tudo o que levarem na bagageira.
O local de realização não é fixo e desta vez aconteceu no Jardim do Arco do Cego.
Eu gostei desta feira. Tem coisas que achei bem interessantes e a preços que me pareceram razoáveis. É muito do género da feira da Ladra mas só se vende velharias mesmo, sem a parte das meias e das cuecas à dúzia e a cassete pirata.
Embora a intenção inicial fosse só ver não consegui vir-me embora de mãos vazias.
Passei à frente de uma máquina de escrever (que me andam a tentar há algum tempo) e sendo a loucura mais que muita começando já a parecer doença não resisti a uma velha máquina de costura Husqvarna (penúltima fotografia) que estava super completa com uma caixa lindissima em madeira e com livro de instruções e acessórios em óptimas condições.
E um bocadinho mais à frente encontrei uma velha raquete de ténis Slazinger com esticador (última fotografia) para uma certa pessoa que está sempre a reclamar quando eu me ponho a comprar estas coisas mas que também não resiste.
Com o treino que trouxe das nossas últimas férias na India "regateei" um pouco e (embora possa estar enganada) vim-me embora contente e feliz convencida de ter conseguido bons preços. Não foi pechincha mas pelo menos tentei (isto sou eu a achar claro!).

memórias do tempo de aprender de novo

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Hoje estive no mercado do Príncipe Real.
Começou bem, mas à medida que as horas passavam o tempo começou a piorar. Passei uma boa parte da manhã a agarrar o chapéu, a cadeira, o charriot e tudo o mais que estivesse solto.
Como era de prever o desastre aconteceu e uma rajada de vento das fortes atirou ao chão tudo o que era possível.
Aprendi que nestas coisas existe um espírito de entre-ajuda que raramente encontro fora de casa.
Quando dei por mim foi num instante que não sei quantas mãos levantaram tudo, ajudaram a pôr no sítio, e ainda me emprestaram (ainda sou uma novata nestas coisas) cordas e cabos que ajudassem a fixar tudo a uma das árvores. Muito obrigada!
Por volta das 2 da tarde, e tal como o cinzento do céu prometia, começou a chover fortemente.
Foi só o tempo de conseguir enfiar tudo o mais rapidamente possível dentro do carro e acabou o mercado.
Foi pena!
O almoço tarde na tasquinha ao lado do jardim (a mesma onde íamos há não sei quantos anos atrás ainda no tempo da faculdade) soube-me muito bem em vez das sandes que estavam programadas para esse dia.
Independentemente do sucesso ou insucesso de hoje, o que aconteceu acrescentou mais um bocadinho ao que vou aprendendo nestes dias de mercado a que tenho ido. Tirei as minhas conclusões e tenho mais umas certezas, embora as dúvidas sobre o caminho a seguir ainda sejam muitas.
No entretanto, fomos dar as nossas voltas, e por causa das aguarelas que tive que ir comprar para as minhas aulas de desenho acabámos num dos sítios do costume.
Final de tarde óptimo, café mais um éclair na Bénard na companhia do meu querido J, sentir o "espírito" que torna certos locais únicos e que o Chiado tem, o azul carregado do céu, as luzes dos candeeiros, o cheiro das castanhas assadas, entrar na Igreja dos Italianos e a seguir dizer adeus ao Largo Camões.

LisboaOpenHouse2014

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Este fim-de-semana não nos falhou o Lisboa Open House 2014.
Casas girissimas com visita guiada contada por quem sabe.
Adorei (adorámos) e queria mais. Fosse o fim-de-semana mais longo e não nos teria escapado nenhuma.

pelo Chiado

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Do fim-de-semana.
Domingo de manhã.
Estacionámos no novo parque no Largo da Boa Hora.
Fomos subindo, e como a Benard não estava aberta bebemos o café do costume na Brasileira.
Continuámos a andar até chegar à Rua da Anchieta quando a Mariana se lembrou que tinha fome. Almoçámos no Kaffeehaus.
Mais umas voltas e voltinhas e descemos novamente até ao Chiado a aproveitar o tempo óptimo deste Setembro que eu gosto tanto.

mercado de Arroios

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Hoje era dia de compras e de ir à praça.
Ao levar a Marta a uma das suas aulas calhou passar pelo mercado de Arroios e lembrei-me de experimentar fazer as compras por aqui para variar.
Segundo consta data de 1940 ainda escrito em numeração romana MCMXL.
A forma circular como este mercado está construído torna-o muito harmonioso. É muito interessante o modo como foi pensado e como foi feita a distribuição do espaço (quanto a mim muito funcional para o objectivo a que se propunha).
Tem dois pisos com as bancadas no centro e na parte exterior estão as lojas, todas com uma excelente visão do exterior. Estas lojas estão quase todas vazias mas têm uma "exposição" tão agradável em relação ao exterior e à luz do dia que eu até me imaginava a instalar algum negócio meu num sítio assim.
O piso inferior também é constituído por lojas mais pequenas e está quase tudo fechado.
Ainda no piso principal existe uma parte mais central que antigamente devia pertencer às floristas e que está muito suja e quase abandonada.
Conseguir lugar de estacionamento nas proximidades do mercado é tarefa impossível e infelizmente está num estado muito degradado e a precisar de muitas obras para poder recuperar alguma da beleza que deve ter tido outrora.
Não tenho grande memória deste mercado mas sei que a imagem que tinha guardada correspondia a um sítio com muito melhor aspecto e mais acolhedor.
Acabámos por desistir e viemos embora.
Seria bom se alguém tivesse uma boa ideia para a recuperação deste mercado e se candidatasse com algum projecto para o próximo orçamento participativo de Lisboa e que este fosse um dos projectos vencedores. É urgente que tal aconteça ou parece-me que dentro em breve teremos mais um "abandonado".    

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