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inside Dover Street Market

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DSM.
Ou mais especificamente a Dover Street Market em Londres.
Conhecida entre os "entendidos" e dada como exemplo em artigos de referência.
Conhecida também por pertencer à designer japonesa Rei Kawakubo fundadora e responsável pela marca "Comme des Garçons".
Nas cidades onde existe tem a particularidade de ter sido aberta em locais que habitualmente não têm nada a ver com moda ou com as suas tendências e com pouco ou quase nenhum atractivo. 
No entanto, só pelo facto de passar a existir nesses locais conseguiu o efeito de transformar a área circundante numa zona de elevado interesse comercial pelas marcas de topo que a seguir se instalam.
Um "caso de estudo", portanto ... !
Tive a oportunidade de satisfazer a minha curiosidade.
Estranho é a palavra que me ocorre. 
A entrada principal está fechada com um gradeamento. Nas montras não existe nada a não ser grandes bolas brancas que ocupam todo o espaço disponível. E, na verdade, a entrada faz-se por uma porta mais pequena, que quase não se distingue, e que se encontra numa rua lateral. 
Eclético será a segunda palavra que me ocorre. Começando pela decoração, passando pela forma de apresentação das roupas em venda, pelas roupas em si, e finalmente pelos próprios clientes.  99,9% (exagerando, claro!, mas só para dar uma ideia aproximada) dos frequentadores parecem ser japoneses. 
Para registo meu, discretamente fotografei algumas peças com detalhes que me parecem originais, curiosos, e muito interessantes.
Luxo que não é facilmente perceptível e que se descobre ser muitíssimo diferente do tipo de luxo que  existe e se vê habitualmente em revistas e na televisão. Extremamente discreta e "aparentemente" simples em tudo: forma, conteúdo, e apresentação. Qualidade top+
De culto, diria eu!
Completamente "thinking out of the box"!
Num universo ao qual não me parece ser o dinheiro que dá o acesso. 



















Christian Dior "The Designer of dreams" (parte 2)

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Os designers da Casa Dior:

Yves Saint Laurent
Marc Bohan
Gianfranco Ferré
John Galliano
Raf Simmons
Maria Grazia Chiuri






Christian Dior "The Designer of dreams" (parte 1)

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Esta visita estava planeada há meses.
É, sem dúvida, uma das melhores exposições que vi na vida.
Estrutura. Proporção. Silhueta. Os princípios e elementos do Mestre!
Faz parte da História, e influenciou e fez sonhar uma Geração que após uma Grande Guerra desejava intensamente romper com o passado a que tinha conseguido sobreviver!

















"Minimalism" e "The True Cost"

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Este fim-de-semana vi estes dois documentários.
O primeiro chamado "Minimalism" é mesmo o que o nome indica. Pensar sobre o que é essencial, no frenesim consumista em que se vive porque cada vez há mais motivos que se inventam e publicitam para nos levar a consumir recursos que cada vez são mais escassos.  "Black Friday", ... Dia dos Namorados, ... e outros do gênero?! ... isto é o quê exactamente?!
Um ciclo vicioso que de certeza não nos faz mais felizes.

O segundo chamado "The True Cost" sobre fast fashion é assustador. O que estamos cansados de saber, que sabemos pelos noticiários, mas que acontece lá bem longe. A vergonha do desperdício e do abuso indecente sobre os mais fracos.
É indispensável mudar alguma coisa. 
Ambos deviam ser apresentados em "horário nobre", vistos e revistos, discutidos.
Para reflectir. Para nosso bem é indispensável que algo mude.




sonia delaunay

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Gostei da exposição "Círculo Delaunay" sobre Robert e Sonia Delaunany que visitámos este fim-de-semana no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian. na qual a primeira obra que podemos ver é este enorme quadro sobre um mercado minhoto no início do século XX.
Nessa época houve alguns artistas que se dedicaram a criar roupa e Sónia Delaunay interessa-me não só pela sua pintura mas também pelo facto de ter sido uma das pessoas que quis passar para a Moda o.seu estilo único.
Sonia Delaunay nasceu na Ucrânia e casou-se com o pintor francês Robert Delaunay. Viveu em várias cidades da Europa mas principalmente em Paris. Durante a guerra refugiaram-se durante quase um ano e meio em Vila do Conde onde criaram um circulo do qual fazia parte Amadeo de Souza Cardoso e José de Almada Negreiros. Ao voltar para Paris, talvez por necessidade segundo dizem, mas certamente também por gosto, abriu uma pequena loja/atelier onde criava e vendia as suas peças de roupa. A originalidade destas peças baseava-se no novo movimento artístico - simultaneísmo - que desenvolveu em conjunto com o seu marido e que basicamente e sem grandes definições consistia no contraste simultâneo de cores.
Teve sucesso entre o seu círculo de amigos e outros grupos considerados elitistas, mas o seu desconhecimento do gosto comum não permitiu que tivesse grande continuidade.
Infelizmente este tema não devia fazer parte dos trabalhos e conversas interessantes em que participaram tantas vezes no "círculo" privilegiado de que faziam parte com Souza-Cardoso, Almada Negreiros, e outros, e como tal a exposição do CAM não inclui qualquer referência a esta parte da sua vida.
Além dos padrões de tecidos (primera imagem abaixo) para os seus vestidos que se fartou de desenhar e que acho o máximo e dos quais escolhi ao acaso os dois da primeira imagem.
Existem pelo menos outras duas peças que acho particularmente interessantes:
O "simultaneous dress" de 1913 (magem do meio abaixo) que me parece um vestido feito de retalhos a lembrar o patchwork "livre" de fórmulas, cálculos, e geometria (como costumo dizer) e que tanto aprecio;
E os fatos de banho de 1928 (última imagem abaixo) feitos em malha que já tive a sorte e oportunidade de ver noutras exposições. Não deviam ser nada cómodos principalmente logo a seguir a sair da água, mas tendo em conta a época estavam seguramente à frente do seu tempo e esta modernidade é algo que me fascina sempre.
(Nota: Lamento não ter conseguido identificar e incluir os locais/museus que actualmente possuem estas peças.)

 



eu e o wrap dress da Diane von Furstenberg

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O "wrap dress", mais conhecido entre nós como vestido "envelope" ou vestido traçado (não sei se existirão outras designações), é um dos meus modelos favoritos.
Este modelo foi desenhado por Diane von Furstenberg em 1975 (salvo erro) incentivada pela directora da Vogue à época que adorava o seu estilo e o considerava inovador.
Com este modelo que se tornou famoso, e que continua a vender em quantidades que segundo parece já atingiu algo na ordem do milhão (será?!), Diane von Furstenberg tornou-se uma das pessoas no mundo da moda que criou uma peça "icónica" e que de algum modo contribuiu para influenciar a forma de vestir das gerações seguintes.
A Newsweek, uma das mais conhecidas revistas norte-americana, fez dela capa num dos seus números acompanhada de um artigo onde a considerou “the most marketable woman since Coco Chanel.”.
Bom, deixemos a Diane e o seu vestido, e voltemos ao "planeta Terra" para falar do que se passa por aqui.
Acabei o meu primeiro wrap dress e voltando à dura realidade devo dizer que não gosto do resultado final.
Depois de ter desesperado e cosido e descosido não sei bem quantas vezes em vários sítios finalmente terminei o dito cujo. Além de ter cumprido com o programa do Atelier a única parte boa é mesmo o facto de não ter desistido (que consolo! :)) embora várias vezes me tenha passado pela cabeça.
O que correu mal foi a minha escolha do tecido. Originalmente este vestido foi feito em jersey de malha que é um tecido maleável e que se ajusta à forma do corpo (devendo dispensar o forro suponho eu).
Eu escolhi um tecido de imitação de um tipo de seda com um padrão que gostei muito, mas super "escorregadio" que me fugia por todos os lados, que se desfiava facilmente assim que se cortava, e que é super fininho. Apesar da persistência e dos bons conselhos que tive, o resultado foi este: algumas das costuras estão franzidas, as bainhas estão o que se vê, e não assenta como eu gostaria. Foi uma desilusão e chega a um ponto em que o mais inteligente a fazer é mesmo passar à frente.
Fica a experiência ... e o facto de já estar livre para começar algo novo e que não seja um wrap dress (pelo menos por uns tempos).

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