A culpa não é minha mas sim de quem me ensina.
De tantas vezes me chamarem a atenção para os detalhes da execução agora é quase impossível entrar numa loja de roupa e não reparar na qualidade dos tecidos e nos pormenores dos acabamentos.
Quando encontro alguma peça de que gosto e não me parece complicada dou por mim a anotar no meu bloco de apontamentos uma referência, a fazer um desenho tosco, ou a anotar uma ideia a que recorro mais tarde. Outras vezes anoto combinações de cores que encontro nos sítios mais variados. Normalmente são as que a própria Natureza conjuga que se revelam mais interessantes. Revelam-se tão óbvias e exuberantes numa conjugação que a mim nunca me ocorreria ou então não me atreveria a fazer.
Entre outras coisas isto tudo para dizer que a parede ao lado da mesa onde reside a máquina de costura continua a encher-se de papéis, amostras de tecidos, e também de moldes.
Moldes que vou coleccionando e que estão pendurados na parede, em fila, à espera que encontre o tecido certo. Além da colecção inteira desenhada à minha medida e que
aprendi a fazer, tenho mais
uns poucos que fui comprando ou copiando de
figurinos. Portanto matéria-prima não me falta. O que me falta como de costume é o tempo.
Para cada peça adoptei o sistema de guardar os moldes já copiados para papel vegetal numa capa de plástico transparente com uma fotocópia a identificar o modelo.
A situação começa a ser de alguma preocupação porque já estou nesta fase de encontrar modelos de organização e método ... isto não é feitio, é defeito de formação.
( ... como disse? ... louca, eu ?! Cá em casa ainda ninguém se pronunciou mas deve estar quase :) )