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Christian Dior "The Designer of dreams" (parte 2)

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Os designers da Casa Dior:

Yves Saint Laurent
Marc Bohan
Gianfranco Ferré
John Galliano
Raf Simmons
Maria Grazia Chiuri






Christian Dior "The Designer of dreams" (parte 1)

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Esta visita estava planeada há meses.
É, sem dúvida, uma das melhores exposições que vi na vida.
Estrutura. Proporção. Silhueta. Os princípios e elementos do Mestre!
Faz parte da História, e influenciou e fez sonhar uma Geração que após uma Grande Guerra desejava intensamente romper com o passado a que tinha conseguido sobreviver!

















de um mail em férias, das coincidências, e da Tate

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Estávamos de férias num sítio maravilhoso. Num momento de verdadeira contemplação em frente ao mar eis que vem um "mailzinho" e informa-nos que seria necessário ir a Londres daí a uma semana. Bastava ir num dia e voltar no outro mas era necessário ir.
Foi assim que passei de uns agradáveis 36ºC em Faro para uns menos agradáveis 25ºC em Londres.

Este Verão um dos livros que li, que gostei bastante, e no qual aprendi imensa coisa foi escrito por Will Gompertz que foi um dos últimos directores da Tate Modern.
O tal do mail chegou exactamente na altura em que eu estava a terminar de ler este livro.
E o nosso hotel, descobri eu depois, ficava a dez minutos a pé da Tate.
Coincidências ... Sem sequer o ter planeado tive a oportunidade de o revisitar depois de ter lido as 490 páginas de um livro onde se explicava o porquê que justificava a escolha de muitas ou das principais obras que compõem a sua colecção.
Digamos que podia ter servido de guia se alguém me tivesse acompanhado.
Bastou-me atravessar a Millennium Bridge e dei logo com uma das principais entradas.

Da última vez que lá tinha estado ainda estavam a decorrer as obras no exterior e na recuperação de uma grande parte do edifício, e por isso não tinha esta noção da sua grandiosidade.
 Nem tinha tido a oportunidade de ver ao vivo uma das obras de Ai Weiwei.
Apesar de me ter ocupado uma manhã inteira ainda não foi desta que consegui completar a visita a toda a colecção. E sendo a visita da colecção permanente grátis resolvi que não valia a pena estar a gastar dinheiro nas exposições temporárias.
Houve imensas obras que ainda não conhecia ou de que não me lembrava.
Este quadro foi uma das pinturas que mais gostei. Ao vivo impressiona. Data de 1938 e também porque o vestido foi feito pela mãe da personagem do retrato a partir de um modelo da Vogue. E eu sou sensível a este tipo de descrições que envolvam palavras como "patterns" e "sewing" :)
E depois, como não podia deixar de ser, esta réplica da obra mais conhecida de Marcel Duchamp, um clássico que constitui um dos marcos de mudança da história da arte moderna e contemporânea.
Depois de ouvir falar tanto dela e a ter estudado não podia deixar de a procurar. Continuo a não entender muito bem como se pode pagar tanto por algo assim. E fico pasmada cada vez que a observo, mas desta vez já sei o porquê da sua existência e importância.
Além da visita à Tate, sobrou ainda algum tempo para vaguear.
Já com companhia fui até Lambs Conduit Street (segundo o The Guardian uma das que vale a pena visitar quando se procura comércio genuíno e original). Confirmo. A rua é muito pequena, mas muito "simpática", e todas ou quase todas as lojas são pequenas e engraçadas e vale a pena visitar.
Uma loja de alfaiate. Como eu gostava um dia de ter algo assim só um bocadinho parecido ou próximo disto ... (suspiro) ... (suspiro) ... (muitos suspiros) ...

Uma fotografia de uma das esquinas.
E saindo dessa rua, a caminho de Convent Garden (mais um clássico mil vezes revisitado), passámos por uma rua muito nossa conhecida onde existe um pequeno restaurante onde normalmente estão sempre muitos taxistas a almoçar ou a jantar. E onde também calha jantarmos de vez em quando, bem e barato (o que normalmente é difícil em Londres).
E depois foi andar sem destino capturando uma imagem ou outra de coisas que gosto ou que me chamaram a atenção.
As mangas da camisa.

Os alfinetes de peito.

A casa de bonecas.

As cores do conjunto de edifícios.

12 horas depois estava de volta ao calor e à praia mas soube-me mesmo bem esta escapadinha inesperada de um dia a Londres. 


"normal people scare me"

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Só tu para me dizeres estas coisas.
Mas curiosamente, e pensando bem, cada vez há mais dos ditos "normais" que a mim também me assustam minha querida.
Saudades. Bisoux. Maman

sonia delaunay

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Gostei da exposição "Círculo Delaunay" sobre Robert e Sonia Delaunany que visitámos este fim-de-semana no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian. na qual a primeira obra que podemos ver é este enorme quadro sobre um mercado minhoto no início do século XX.
Nessa época houve alguns artistas que se dedicaram a criar roupa e Sónia Delaunay interessa-me não só pela sua pintura mas também pelo facto de ter sido uma das pessoas que quis passar para a Moda o.seu estilo único.
Sonia Delaunay nasceu na Ucrânia e casou-se com o pintor francês Robert Delaunay. Viveu em várias cidades da Europa mas principalmente em Paris. Durante a guerra refugiaram-se durante quase um ano e meio em Vila do Conde onde criaram um circulo do qual fazia parte Amadeo de Souza Cardoso e José de Almada Negreiros. Ao voltar para Paris, talvez por necessidade segundo dizem, mas certamente também por gosto, abriu uma pequena loja/atelier onde criava e vendia as suas peças de roupa. A originalidade destas peças baseava-se no novo movimento artístico - simultaneísmo - que desenvolveu em conjunto com o seu marido e que basicamente e sem grandes definições consistia no contraste simultâneo de cores.
Teve sucesso entre o seu círculo de amigos e outros grupos considerados elitistas, mas o seu desconhecimento do gosto comum não permitiu que tivesse grande continuidade.
Infelizmente este tema não devia fazer parte dos trabalhos e conversas interessantes em que participaram tantas vezes no "círculo" privilegiado de que faziam parte com Souza-Cardoso, Almada Negreiros, e outros, e como tal a exposição do CAM não inclui qualquer referência a esta parte da sua vida.
Além dos padrões de tecidos (primera imagem abaixo) para os seus vestidos que se fartou de desenhar e que acho o máximo e dos quais escolhi ao acaso os dois da primeira imagem.
Existem pelo menos outras duas peças que acho particularmente interessantes:
O "simultaneous dress" de 1913 (magem do meio abaixo) que me parece um vestido feito de retalhos a lembrar o patchwork "livre" de fórmulas, cálculos, e geometria (como costumo dizer) e que tanto aprecio;
E os fatos de banho de 1928 (última imagem abaixo) feitos em malha que já tive a sorte e oportunidade de ver noutras exposições. Não deviam ser nada cómodos principalmente logo a seguir a sair da água, mas tendo em conta a época estavam seguramente à frente do seu tempo e esta modernidade é algo que me fascina sempre.
(Nota: Lamento não ter conseguido identificar e incluir os locais/museus que actualmente possuem estas peças.)

 



street art, the collector's eye, e um setembro muito especial

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O título é extenso, é estranho, e é uma misturada que resume o que me apetece escrever hoje.
No fim-de-semana passado ainda apanhámos o último dia da exposição temporária "The collector's eye" de algumas obras do Berardo no CCB.
Mesmo antes de entrar não resisti a fotografar um grande "bocadinho" de pura street art que (ignorância minha) não sei quem é o autor mas que achei o máximo.
As duas fotografias seguintes são escolha da Mariana numa exposição que gostámos muito de visitar. Só não consegui filmar o quadro do Chagall qie ela adorou porque eu nao acertava com a função na máquina mas teria valido a pena.
Despachadas as duas primeiras partes do título vamos então ao mais importante e que não tem nada a ver com o que escrevi anteriormente.
Setembro e a últma fotogafia tirada no dia 6 de Setembro de 2015 às 12h30m.
Além de ser o mês do meu aniversário e da Mariana e além da azáfama que todos conhecemos por causa do início do ano lectivo e das suas rotinas importa registar algo que é muitissimo mais importante e que é de excepção excepcional nesta vida que é a nossa.
A Marta entrou para a Faculdade de Belas Artes na sua primeira opção de escolha. Últimos três anos tão dificies. Tantas dúvidas e tanto trabalho (e angústias também) que tiveram um final que nos fez tão mas tão  felizes :)
Existirá maior motivo para nos deixar neste estado de felicidade que faz com que esse dia seja um dos mais felizes das nossas vidas?
Conseguiste minha querida! Muitos Parabéns! Temos um orgulho imenso! Agora faz as tuas escolhas com calma! Os medos e as inseguranças que sentes fazem parte. Uma outra fase da tua vida começa agora e as possibilidades são imensas e todas as que podias desejar! Escolhe o que te fizer mais feliz! Foi por isto que batalhámos e que tantas vezes falámos - a liberdade fundamental de poder escolher.
Como sempre não te esqueças que estamos e estaremos aqui por ti!
Tenho muitas outras emoções que gostaria de reflectir e escrever para ti, mas seria demais, e tenho receio que na emoção que sinto ultrapasse o limite que imponho neste escritos que faço aqui.
Já é tarde, estou cansada, e o barulho do vento e da chuva que oiço lá fora convida-me a terminar.
Até amanhã! Dos teus pais que te adoram ...




nova ala do MNAC

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 Da colecção na parte nova na Rua Capelo.





Da  exposição temporária no antigo edifício da Rua Serpa Pinto.

Há dias atrás visitei a recém-inaugurada ala/exposição do Museu Nacional de Arte Contemporânea.
Depois de tanta polémica e tanta demissão e manifestação fiquei com curiosidade.
Ocupa uma parte do edifício onde estava instalado o Governo Civil de Lisboa antigamente.
Apanhei uma desilusão. O espaço é mínimo, e a colecção não consegue sequer ocupar o espaço livre (além de outros critérios discutíveis para se poder dizer que se trata de uma colecção, se por acaso existe algum critério sobre o número mínimo de obras dúvido que o tenham aplicado aqui). Não tenho a certeza se gosto do modo como fizeram o restauro. E não tem qualquer ligação às antigas instalações o que é uma estupidez.
Lá saí do edifício, fui até à Rua Serpa Pinto, e a desilusão ainda foi maior quando tentei de novo visitar a exposição permanente e descubro que afinal já não existe!
Como boa cidadã, e lisboeta, dei-me ao trabalho de preencher o questionário electrónico. Fiz questão de deixar registado que estava profundamente desiludida por terem retirado a exposição permanente, e deixei o meu contacto telefónico como pediam. Se for mesmo verdade gostava mesmo muito de receber o telefonemazinho destes senhores. Que raio de gente esta com a mania das modernices e que vai de mudar as coisas mesmo quando elas estão bem e se recomendam!

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