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século XIX em São Brás de Alportel

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Num destes últimos fins-de-semana tivemos que voltar ao Algarve.
Demos um saltinho até São Brás de Alportel. Soube que havia uma exposição sobre o traje e costumes desta zona algarvia no século XIX e para fazer algo diferente a seguir à praia resolvemos ir à procura do museu do traje cuja existência desconhecia completamente.
A exposição em si era pequena e não tinha muitos elementos.
Valeu a pena a visita para ver a antiga casa senhorial que é muito bonita e o pequeno jardim que também é agradável. Tive pena de ver o tear quase destruído que estava no alpendre, mas a zona onde guardam as carruagens antigas também dedicada ao ciclo da cortiça é interessante de visitar.
Não havia luz suficiente para tirar boas fotografias por isso fica o que conseguimos registar melhor.


inside the world of Alexander McQueen

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"Clothes don't come from a notepad. It comes from Degas, Monet and my sister-in-law in Dagenham" - Alexander McQueen

Este fim-de-semana estive em Londres. E tive a sorte da minha estadia coincidir com o dia de inauguração da exposição "Savage Beauty" sobre Alexander McQueen no Victoria & Albert Museum.
Nasceu em 1969 e morreu com 40 anos em 2010. Suicidou-se no auge da sua carreira um dia antes do funeral da mãe. Trágico! Segundo consta sofria de depressão, ansiedade e insónias, e há histórias de outras tentativas de suicídio.
Mas esta é a parte triste, para quem tiver a sorte de visitar a exposição entende melhor a grandeza do que está exposto se conhecer um pouco mais da história da sua vida.
Aos 16 anos começou como aprendiz de um alfaiate em Savile Row. Aos 20 anos passou para um atelier de trajes de teatro. A seguir vai trabalhar como "pattern cutter" em dois atelier em Londres e em Milão. Entre 1990 e 1992 conclui o MA em Fashion Design na Central Saint Martins, uma das mais prestigiadas escolas em Moda (fazia parte do mesmo grupo de Stella McCartney e Galliano). A partir daí seguem-se quatro "Awarded British Designer of the Year" e mais uns do género.
Aos 27 anos é o chief designer da Givenchy.
Era um naturalista. Gostava dos opostos. Conseguia ver beleza onde o comum dos mortais via fealdade. E devia ser completamente "passado da cabeça". À sua história muito resumida falta-me juntar a origem humilde do East End de Londres onde "schooling wasn't at the top of the agenda, ..." como ele próprio referiu, e outras curiosidades como o facto de ser o mais novo de seis irmãos, de gostar de fazer os vestidos das suas três irmãs, e de visitar o Museu de História Natural todos os domingos durante a sua infância.
Não tenho palavras para descrever esta exposição. A Mariana que estava comigo ficou deslumbrada e quando lhe pergunto o que mais gostou deste fim-de-semana uma das coisas que refere é a "exposição da roupa" como ela lhe chama. A dada altura era ela que queria voltar atrás para ver melhor um vestido ou outro e prometeu-me que ia desenhar um deles para mim :)
Se esta morte não tivesse acontecido aonde nos teria levado o seu génio?
Ao ver esta exposição percebe-se o nível que atinge a Moda como forma de produzir autênticas obras de arte em espectáculos absolutamente fantásticos e surpreendentes como costumavam ser as suas "catwalk".
Com muita pena minha não era permitido tirar fotografias. Para juntar a este texto encontrei esta fotografia das borboletas que foi uma das peças da exposição que tanto eu como a Mariana gostámos imenso.

Victoria & Albert Museum

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O Victoria & Albert Museum é um dos maiores museus de arte e design que existe. A entrada é gratuita e somente algumas exposições é que são pagas. Assim que entrei encontrei uma das assistentes que me explicou impecavelmente a melhor forma de fazer a visita que tinha planeado.
Uma das áreas mais conhecidas e procuradas é a dedicada à história da moda. A exposição temporária e que ainda está em exibição é sobre vestidos de casamento.
Além destas duas exposições, ainda consegui visitar todo o andar térreo com várias salas sobre arte em várias regiões do mundo. Aos andares superiores terei que voltar noutro dia. À semelhança de outros grandes museus é impossível ver todas as obras e exposições num só dia. Almocei no restaurant que é muito agradável, passei quase uma hora na bookshop, ainda vi mais umas salas e por volta das 4 da tarde dei por concluída a minha visita e fui ter com o J que já estava despachado.
Na fashion exhibition (sala 40) (que se pode fotografar) encontra-se vestuário desde o século XVIII até ao século XXI. Este semestre tive uma cadeira de "História da Moda" e devo dizer que esta visita é o melhor complemento para qualquer estudante.
Na mesma zona está a wedding dresses exhibition que é óptima (mas que não se pode fotografar) e que documenta lindamente a evolução dos vestidos de noiva. Foi interessante saber que a ideia do vestido branco e feito para uma ocasião única era considerado um luxo. Antigamente as noivas escolhiam fazer vestidos com qualquer padrão ou cor que gostassem para os poderem utilizar noutras ocasiões futuras. Hoje em dia parece que o "normal" é o luxo de antigamente.
É claro que também exibem um filme dos casamentos reais ingleses desde 1920, que adorei ver na companhia de não sei quantas english ladies, e ao qual eu assisti do princípio ao fim. :)
As fotografias que ponho aqui são da exposição de moda. E só para terminar devo dizer sobre as restantes salas que visitei que houve peças que vi absolutamente fantásticas, e que talvez venha a fazer um post só para as poder arquivar aqui.
Este é sem dúvida um dos melhores museus de arte que alguma vez visitei (e eu só andei pelo andar térreo), embora no top até à data continue a estar, obviamente e sempre, o Louvre.
Tenho pena de não ter conseguido visitar o Museum of Childhood do Victoria & Albert onde tinham uma exposição de casas de bonecas que deveria ser adorável, mas há-de ficar também para outra ocasião (espero eu querido J :) ...).

KNITWEAR: Chanel to Westwood

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Saí de Islington e fui ver uma exposição que tinha planeado visitar no Fashion Textile Museum que estava mais ou menos perto (40min de autocarro). Infelizmente não deixavam tirar fotografias. O que foi uma pena porque a exposição era muito boa mesmo. Era permitido fotografar na sala de recepção onde estavam expostos somente quatro ou cinco modelos. Fotografei com o telemóvel o único que tinha luz suficiente (na terceira fotografia). Distraí-me e ainda tirei mais uma à camisola em fair isle que aparecia logo a seguir.
Não conhecia este museu e pelas instalações e pelo edifício acho que não vale muito a pena a visita. Mas pela exposição sim. É uma sorte quando se consegue ver ao vivo de uma forma bem estruturada e bem apresentada certas coisas que só conhecemos de livros.
A apresentação era feita por blocos correspondentes a épocas apresentadas por ordem cronológica. Mais um bocadinho de história da moda mas desta vez só dedicada ao capítulo de roupa em malha tricotada ... :)
Não sabia que os biquinis dos anos 30 eram tricotados em lã (o que não devia dar jeito nenhum quando tomavam banho de mar).
Durante a última grande guerra, anos 40, e por causa do rigor do "utility scheme" imposto, os trabalhos em tricot foram muito populares. As mães desmanchavam as camisolas que deixavam de servir às crianças, aproveitavam os fios, e tornavam a fazer novo sweater. Este é um dos motivos pelo qual os modelos que vemos dos anos 40 são tão coloridos. Era a forma de aproveitarem os restos das lãs. Como era de esperar  mending também era uma técnica popular. E foi engraçado de observar a imaginação à época que acabava por dar em peças bem originais e interessantes.
Nos anos 80 (uma época que nao gosto muito) foi interessante descobrir que a descontrução que acompanhou muita da arte contemporânea também surgiu aplicada à roupa em malha, pela mão de estilistas como a Vivienne Westwood (que acho interessante à época mas que hoje não aprecio especialmente).
Julgo que o resumo da exposição é elucidativo do motivo que me fez ir até um dos confins de Londres:
"Inspirational vintage fashion knitwear from the 20th century. Highlights include 1920s Chanel jersey, 1930s woollen swimwear, 1970s Bill Gibb and conceptual garments from 1980s and 90s designers Comme des Garçons, Vivienne Westwood and Julien MacDonald. An exciting combination of famous names and visually exciting pieces, the exhibition charts the influence of art movements Pop, Punk and Deconstruction alongside new knitwear technologies and design innovation."
Acabei a tarde no café do museu com um chá e um scone com manteiga e doce, of course! Tive a companhia de duas inglesas que se deliciavam igualmente com um chá e que teciam elogios rasgados a um wonderful cake que eu reconheci como sendo um pastel de nata :)
O problema foi voltar. Demora-se horas a atravessar a cidade para chegar ao centro, a qualquer hora. Às 16:30 já era de noite e por isso rendi-me ao luxo de apanhar um táxi para me levar de volta.

Boro

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Há uns dias atrás estivemos no Mude a visitar esta exposição temporária sobre o Japão.
Reaproveitar retalhos de roupa velha transformando-a em novas peças.
É uma técnica muito interessante utilizada pela população mais pobre parecido com o patchwork cosido à mão como remendos.
Adorei a mistura de retalhos da segunda e terceira fotografias.
Trazia para casa o colete da fotografia seguinte.
Pendurava numa parede que tenho cá em casa o painel da quinta fotografia.
Adorei as cores das duas seguintes.
E fiquei fã dos sacos das duas ultimas (o primeiro que vi assim foi este feito pela Joana há uns tempos atrás).
Tenho uma colecção enorme de calças de ganga velhas que já não servem à espera de solução e esta visita foi uma enorme inspiração. O painel de parede ficou-me em memória (fica em post-it para projectos futiros, se houver tempo, quem sabe um dia ...).

capulanas e "alfaiates" no Museu do Traje

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Uma das exposições temporárias que estava no Museu do Traje este fim-de-semana era sobre os trabalhos finais de um conjunto de alunos que participaram num curso para alfaiates utilizando tecidos africanos.
Como gosto de observar estes processos de moda e o que diz respeito a alfaiataria também me interessa tive curiosidade em visitar. O título continha a palavra "alfaiate" mas o que encontrei afinal foram vestidos! Tratava-se de uma exposição com quatro ou cinco peças e embora sendo pequena era interessante porque mostrava algumas das fases de execução. Tenho pena que não tivessem incluído também fotografias, por exemplo, com mais informação sobre as outras fases, do desenho de concepção, das medidas, do corte, costura, prova ... O porquê destes modelos mais ocidentais (será?) e porque não os dos seus países também teria gostado de saber.
Fotografei o que estava disponível.
E registei os modelos que me pareceram mais interessantes.
Existe roupa girissima feita com as capulanas. Uma das pessoas com estilo e que gosto sempre de ver e que usa e abusa é a Solange Knowles. E basta ver algumas das imagens do Mozambique Fashion Week para se ficar com uma boa ideia do que se tem feito.
Por coincidência o meu primeiro vestido feito a sério, há uns meses atrás, foi com uma capulana. Confesso que não gostei muito do resultado final desta minha primeira vez mas isso não importa muito agora. Para terminar e voltando ao tema da exposição devo dizer que estes três modelos merecem aplausos pela qualidade da execução que me pareceu muito boa.

diário gráfico

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Ando às voltas com o meu diário sobre as roupas que visto.
A "incumbência" é desenhar em cada dia o que escolho para vestir, e assim, além do estudo sobre o desenho a ideia é descobrir também a minha tendência pessoal. Um desafio sem dúvida!
Principalmente tendo em conta o quão longe me sinto da "perfeição" artística.
Por isso foi uma surpresa quando descobri por acaso que no Museu do Traje estava uma exposição temporária sobre diários gráficos.
O objectivo principal da visita não era este e por isso foi uma sorte a coincidência de encontrar este tema precisamente quando eu ando às voltas com algo semelhante.
Não sei se será assim com todas as pessoas mas tenho uma curiosidade enorme em comparar os meus desenhos com os desenhos de "outros". Aproveitei a sorte e foi com um interesse enorme que analisei o estilo de cada um destes professores.
Já há muitos anos que não visitava o Museu do Traje e devo confessar que vale bem a pena a visita. Vou ter que voltar com mais tempo, e sozinha, porque a minha companhia não teve paciência para esperar que eu tratasse do que ia lá fazer.
A visita de hoje e o que vi nas outras exposições que também tinham temas muito interessantes serão registo de "postagens" futuras.
Por agora ficam as fotografias de alguns dos desenhos que gostaria de ter sido eu a ter a habilidade para os fazer. Entretanto vou fazendo o melhor que consigo e pode ser que algum dia faça algo um bocadinho parecido. Tenho dúvidas, mas enquanto houver esperança eu vou rabiscando. Um destes dias mostro ... :)

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