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uma manta feita de camisas

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Como de costume rumámos a sul para terminarmos as nossas férias grandes de Verão.
Para uma casa onde temos sido sempre felizes à conta de estarmos juntos e de termos a sorte de desfrutar de um sítio fantástico onde a liberdade do tempo, do espaço, e do silêncio (se o desejarmos) nos deixam recarregar "baterias" devidamente e em paz.
As manhãs são de praia e as tardes são para o que se quiser. Há quem continue a dormir a sesta, há quem leia embalado na "rede", há os que ficam todos engelhados por não sairem da piscina, há os passeios de bicicleta e mais coisas ainda que se repetem ano após ano. E há eu (e agora com a companhia das minhas filhas) que gosto de passar as tardes nos meus trabalhos manuais. Aproveito para me desforrar do tempo que não tenho em Lisboa o resto do ano para fazer tudo o que gostaria e que vou compilando numa longa lista de "desejos".
Já não sinto nenhum embaraço em dizer que a máquina de costura me acompanha nesta migração para sul. 
E este ano levei comigo uma manta/colcha para a cama do Miguel que fazia parte dos pendentes e que tinha começado exactamente há um ano atrás.
aqui tinha falado da imensa pilha de camisas do J que vou acumulando. Desta vez recorri novamente a este monte e utilizei algumas para fazer esta manta.
Aproveitei ao máximo o tecido e por isso em alguns dos quadrados vêem-se costuras das próprias camisas que resolvi manter. Para ser um bocadinho mais rápido a unir decidi fazer quadrados de 25cmX25cm (depois demorei um ano a completá-la mas isso é um pormenor). A única preocupação consistiu em distribuir os padrões de modo a ter um ou no máximo dois por fila. Sendo o meu filho um sportinguista ferrenho lembrei-me de fazer o viés com 2,5cm de largura em verde liso e que combinava na perfeição com o único padrão que não era em azul - o das riscas verdes e brancas fininhas. Simplifiquei, e para o interior escolhi um tecido de algodão leve parecido com ganga.
A escolha do verde não foi só por causa do Sporting, na realidade o meu receio foi que o meu querido adolescente não quisesse que eu mudasse uma "vírgula" daquele antro que passa a ser o quarto de qualquer rapaz ou rapariga a partir de certa idade (leia-se adolescência).
E como à conta da dita da manta resolvi mudar a disposição dos móveis ainda era mais arriscado (é claro que os pôsteres que estão na parede não mudaram um milímetro que fosse).
Mas não foi o caso. Até correu muito bem e até já me pediu mais umas pequenas coisas das quais uma ainda hei-de registar aqui. 
Para acompanhar a manta fiz as fronhas de cinco almofadas pequenas. Para me dar menos trabalho, e não ter que escolher entre botões ou fechos éclair no acabamento, aproveitei a frente das camisas e foi só cortar e coser.
Ficou simples e o meu filho gostou :)
(falta-me dizer que estas fotografias também foram tiradas pela Mariana)

dos outros

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Num de um dos meus muitos momentos de espera por uma coisa que não tem interesse nenhum entretive-me a folhear uma revista.
Atraiu-me a atenção o desenho que aparece na primeira fotografia. Porque tinha cores, flores e tecidos. Conseguiram conjugar três coisas de que gosto numa fotografia. Ao mesmo tempo parecia-me algo em patchwork juntamente com uma outra técnica que julgo só ter feito quando andei na escola - apliquée.
Foram motivos mais do que suficientes para ler o artigo todo e sou surpreendida com mais uma coisa que nunca me tinha ocorrido (mas quem sou eu! :)) e que é daquelas descobertas que quando faço levo ali um tempo a saborear e a pensar nela. Conseguiu inclusivé distrair-me o pensamento enquanto conduzia em modo automático a caminho de casa.
O que descobri foi algo parecido com a "desconstrução" que Picasso (por exemplo. Isto sem querer ofender o Picasso e se estiver a dizer alguma asneira alguém mais indignado que se acuse) fez na pintura em relação aos clássicos, mas aplicada aos tecidos e ao patchwork. É tão óbvio alguém lembrar-se disto que eu grande ignorante nunca tinha visto. Ou pelo menos andei distraída até aqui.
A segunda fotografia mostra a autora no seu atelier, em casa, e outro dos seus trabalhos feito a partir de tecidos antigos.
Eu gosto do patchwork certinho (que já fiz), meio certinho (que já fiz também), mas atrai-me muito mais esta liberdade de conjugar como quiser sem esquemas pré-definidos, sem réguas e esquadros, e no final ficar com uma "pintura" assim que posso pendurar na parede e ir admirando em tecidos antigos que me fascinam pela história que poderiam contar sobre quem os fez e quem os usou.
Além do mais a história desta Senhora é bem interessante para mim quanto mais não seja pelo egoísmo saudável de ter chegado a uma altura da vida, ter parado, e ter decidido que o que vai fazer é o que gosta e a apaixona. Há pessoas felizes!
Os créditos pertencem a Mandy Pattullo que tem um blog que foi para a minha lista, um site sobre o seu trabalho, e uma loja que já é minha favorita.
É certo que já delirei o suficiente para um dia mas não podia deixar de escrever isto aqui para ficar em memória e um dia destes saber onde procurar e vir cá espreitar de novo.

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Do monte de retalhos saídos das calças de ganga que vão deixando de servir às três crianças que moram cá em casa talvez saia a próxima manta de retalhos.
Mais uma vez o prazer de ir juntando sem ter que pensar muito num esquema ou desenho final.
Por enquanto estamos assim. E desta vez é para o Miguel.

hexágonos

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Projectos que esperam por mim ...
Um monte de restos de tecido que ando a juntar
+ um carimbo especial comprado na Retrosaria
= uma manta de retalhos de hexágonos (desejo dos mais antigos).
As ideias são mais que muitas e o tempo passa depressa demais.

manta

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Houve alguém que se divertiu imenso enquanto eu tentava fotografar a última manta de retalhos que fiz.

à procura de tecidos

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(fotos minhas do livro "Simple Shapes Spectacular Quilts" de Kaffe Fasset)

Quando se começa à procura de um tecido para se fazer algo é como se se entrasse num “novo mundo”!
Tendo em conta que um determinado tipo de tecido depende da matéria-prima, do tipo de tecelagm e do aspecto, a variedade de tecidos que existe é incrível.
Para quilting/patchwork a matéria-prima mais comum é o algodão (a fibra têxtil que é mais utilizada no mundo inteiro). E aqui a minha escolha vai para os tecidos 100% algodão, sem qualquer mistura. Normalmente são tecidos mais caros mas o resultado final é muito melhor do que o que se obtém quando se utiliza um tecido que tenha uma mistura de algodão com outra fibra sintética.
A maior parte dos tecidos que tenho visto, e que gosto, são ingleses ou americanos.
Kaffe Fasset é um dos designers mais conhecidos por quem se dedica a estes trabalhos e tem quilts e tecidos absolutamente fantásticos. Alguns dos meus favoritos, como não podia deixar de ser, estão neste livro que apresenta alguns trabalhos inspirados nos desenhos geométricos da calçada portuguesa.
Embora tenha chegado à conclusão (como “iniciada” nestas matérias) que estou a gostar mais de fazer mantas sem padrão não posso deixar de admirar estas mantas tão sofisticadas que, quanto a mim, só poderiam ser vistas como peças de arte.
Mais modesta nas realizações tenho procurado tecidos de produção portuguesa para utilizar nas mantas que quero fazer cá em casa mas está difícil de encontrar!
Como é que um país com tanta tradição nos têxteis tem tão pouco para oferecer neste campo?! Será a minha ignorância que não me deixa procurar no sítio certo ou será mesmo falta deles?
Alguém me sabe responder?

quilting

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Chego à conclusão que prefiro a mistura por si só em vez de padrões certinhos e bem definidos.
Dei voltas e mais voltas a tentar encontrar um padrão.
Por fim desisti e acabei por juntar os pedaços de tecido ao acaso.
Acho que acabou por ficar muito melhor assim.

quilt kit

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No ano passado quando me interessei pela primeira vez por mantas de retalhos achei que uma boa forma de começar seria comprar um kit e tentar seguir as instruções.
Foi o que fiz e comprei este "loxely quilt kit" da Constança.
Mas entretanto, tive a surpresa de receber como prenda de Natal um vale da Retrosaria que apliquei num workshop de mantas de retalhos, e por isso acabei por o guardar.
Ontem enquanto tentava decidir que trabalho iniciar, ao ler um dos últimos posts do "Saídos da Concha" lembrei-me que ainda tinha este quilt na minha lista de pendentes (que cada vez está mais longa).
Não será muito apropriado para a estação que está a chegar porque o enchimento é de algodão, mas de certeza que a Mariana lhe dará uso.

missão cumprida

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Comecei a falar desta manta aqui e aqui.
E finalmente terminei, antes de ir de férias tal como tinha planeado.
Estas fotografias foram difíceis de tirar porque a manta tem 2m por 1,64m.
Devido a uma técnica diferente que me foi ensinada pela Luisa Silva "saltei" a parte do alinhavar que me permitiu poupar bastante tempo.
Ainda assim demorou cerca de 2 meses. É um trabalho imenso que vale a pena.
Esta é da Mariana. Espero que dure bastante tempo para que possa ficar como recordação.
Vou começar a planear a próxima.

a manta

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Como se trata da adaptação de um esquema que encontrei num livro, e queria que ficasse um pouco maior que o esquema original, resolvi recorrer ao papel quadriculado e aos lápis de cor.
Cada fila horizontal demora cerca de 20 min a montar.
No total são 26 filas.
Fora o tempo que levou a lavar, engomar, cortar e montar todos os pedaços de tecido antes de começar a coser.
E fora o tempo que ainda vai levar a alinhavar e a coser o batting.
Só depois da experiência de fazer uma manta destas é que verdadeiramente se percebe o valor que têm.

nova manta de retalhos

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Tecidos novos comprados na Retrosaria.
Para iniciar a primeira manta de retalhos "a solo".
A ideia inicial baseava-se mais no verde, mas não sei como acabei por sair de lá com uma colecção de tecidos em tons de rosa (talvez influência da Mariana que foi comigo).
Dois dos tecidos que escolhi já foram substituidos.
Este esquema foi feito a partir de um livro que já tinha comprado há algum tempo.
Ainda vou experimentar mais umas combinações ...

manta de retalhos II

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Começou assim com um workshop na Retrosaria com a Rosa Pomar.
Confesso que os tecidos e as cores foram uma escolha um bocadinho ao acaso. Escolhi-os pelo gosto sem ter nenhum esquema ou objectivo em mente.
E o resultado final acabou por ser este.
Primeiro pensei em oferecê-la a alguém especial, mas depois achei que ficava melhor e seria mais últil para nos aquecer quando resolvemos vir à conversa para a varanda.
Além de ser a minha primeira manta de retalhos trouxe-me outras coisas boas:
1. a companhia dos meus filhos e do meu "excelentíssimo" pelo prazer de estarem comigo enquanto fazia os "trabalhos de casa";
2. ter mais uma vez a oportunidade de aprender com a Rosa;
3. a boa companhia de três outras pessoas que conheci e que fizeram o mesmo "workshop";
4. e por fim, provar os bolos fantásticos muito bem feitos pela Tânia.
Obrigada!

o Grande Livro dos Lavores

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O Grande Livro dos Lavores das Selecções do Reader's Digest.
Dito por quem sabe do assunto que é sem dúvida um dos melhores livros (senão o melhor) que existe sobre estes temas.
Para o encontrar só mesmo num alfarrabista ou então em casa de alguém de família que já não o queira.
Este tem uma história engraçada que talvez um dia valha a pena contar.
Mas o que interessa mesmo é que tem 2 capítulos inteiros sobre "patchwork" e "acolchoados" aos quais me vou dedicar a ler.
Na última fotografia está o meu esquema favorito composto por hexágonos.
Já vi pelo menos dois exemplos (aqui e aqui) que gostei bastante.
Espero algum dia conseguir fazer algo semelhante.

manta de retalhos I

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Voltei ao sítio do costume para começar um novo workshop e aprender a fazer mantas de retalhos.
Há meses que aguardava por um cujas datas fossem possíveis para mim.
Como sempre aconteceu das outras vezes a experiência foi a melhor possível.
Escolher tecidos, combinar cores, encontrar padrões, tentar contrastes ... .
No entanto, encontrar a melhor conjugação de tudo isto é bem mais difícil do que parece.
As experiências estão à vista.
Por enquanto, a 4ª e a 5ª são as minhas favoritas.
Mas ainda tenho mais uns dias para novas tentativas.
O interessante nisto é que sem eu pedir nada a ninguém, um a um, foram aparecendo e quiseram dar a sua opinião.
Acho que vou pô-los a votar.

padrões

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O mesmo padrão.
O primeiro encontrei-o numa colcha antiga feita de retalhos de tecido.
O segundo no chão do Museu da Electricidade em Lisboa.

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