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fotografar e um novo olhar
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Mesmo no final do meu curso de iniciação à fotografia só posso dizer bem. Muito bem mesmo.
Ontem foi um dia muito intenso, fisicamente, e não só. Descobri o modo "manual" e percebi o que tenho perdido nestes últimos anos em modo "automático". A fotografia é uma forma fantástica de ver e sentir este mundo como algo extraordinariamente bonito. Alienante? Não. Altamente terapêutico diria eu. Não me lembro de ter dores de cabeça e só senti mesmo o cansaço quando cheguei a casa. Deitei-me e dormi de uma só vez, profundamente. Não me lembro de ter aguentado tanto frio durante tanto tempo e mesmo assim querer continuar. Experiências mais que muitas. Doze ou treze horas que pareceram 24. Descobri um novo mundo e agora não me apetecia nada parar.
Se pudesse amanhã partia para terras distantes e fazia click, click, click por aí.
Mas infelizmente a China, a India, o Japão, a Patagónia e outros sítios assim terão que ficar à minha espera até eu arranjar um tempinho que me liberte por aqui. Talvez um dia destes, quem sabe :)
Entretanto volto à realidade ... desço à terra, e encontro-os de novo no ritmo que já conheço. Obrigada Família e meu querido J por me terem deixado com este tempo só meu! :)
desejar
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Enquanto estive em Roma não me lembro de ter visto grandes edifícios de centros comerciais.
Reparei que existem imensas lojas de rua pequenas com um aspecto "delicioso", simples e de bom gosto como as coisas simples são normalmente, dedicadas a vários ofícios.
Desde ourives, a sapateiros, a pessoas dedicadas a fazer artigos para caça (que não sei como se chamam), gelatarias artesanais, os que fazem uma variedade enorme de massas para venda, e outras coisas mais, até aos que se dedicam a fazer roupa (deixei-os para o fim de propósito). Imensos. Lojas mínimas de 30, 40 ou 50m2 se tanto com roupas originais, bem feitas, e caras/baratas q.b.. Dada a quantidade presumo que por Roma valorizam estes trabalhos manuais dedicados à costura, e ao "bem fazer", e há mercado suficiente para os manter.
Mesmo ao lado do hotel onde ficámos hospedados havia uma loja de alfaiate que me apaixonou.
Não tive coragem para pedir que me deixassem fotografar o interior, mas todos os dias namorei a montra e registei em memória algo muito muito próximo mesmo do que gostaria de ter ou fazer um dia se possível fosse, mas na versão feminina. Se irei mudar de ideias não sei, mas neste momento é o que sinto.
As amostras de tecidos, os modelos alinhavados a aguardar prova, os balcões de madeira a cheirar a antigo, o escolher à medida à vontade do freguês, e fazer algo que considero útil que alguém queira ou necessite, use, aprecie, e por isso esteja disposto a pagar o justo valor ...
Um pouco fora do seu tempo, eu sei. Quem estará disposto a passar por todo este processo, e sobretudo, em tempos em que nos habituámos a ver e comprar, quem estará disposto a esperar que a "obra" fique pronta? Provavelmente poucos. Mas mesmo assim, quem sabe um dia? :)
dos outros
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Num de um dos meus muitos momentos de espera por uma coisa que não tem interesse nenhum entretive-me a folhear uma revista.
Atraiu-me a atenção o desenho que aparece na primeira fotografia. Porque tinha cores, flores e tecidos. Conseguiram conjugar três coisas de que gosto numa fotografia. Ao mesmo tempo parecia-me algo em patchwork juntamente com uma outra técnica que julgo só ter feito quando andei na escola - apliquée.
Foram motivos mais do que suficientes para ler o artigo todo e sou surpreendida com mais uma coisa que nunca me tinha ocorrido (mas quem sou eu! :)) e que é daquelas descobertas que quando faço levo ali um tempo a saborear e a pensar nela. Conseguiu inclusivé distrair-me o pensamento enquanto conduzia em modo automático a caminho de casa.
O que descobri foi algo parecido com a "desconstrução" que Picasso (por exemplo. Isto sem querer ofender o Picasso e se estiver a dizer alguma asneira alguém mais indignado que se acuse) fez na pintura em relação aos clássicos, mas aplicada aos tecidos e ao patchwork. É tão óbvio alguém lembrar-se disto que eu grande ignorante nunca tinha visto. Ou pelo menos andei distraída até aqui.
A segunda fotografia mostra a autora no seu atelier, em casa, e outro dos seus trabalhos feito a partir de tecidos antigos.
Eu gosto do patchwork certinho (que já fiz), meio certinho (que já fiz também), mas atrai-me muito mais esta liberdade de conjugar como quiser sem esquemas pré-definidos, sem réguas e esquadros, e no final ficar com uma "pintura" assim que posso pendurar na parede e ir admirando em tecidos antigos que me fascinam pela história que poderiam contar sobre quem os fez e quem os usou.
Além do mais a história desta Senhora é bem interessante para mim quanto mais não seja pelo egoísmo saudável de ter chegado a uma altura da vida, ter parado, e ter decidido que o que vai fazer é o que gosta e a apaixona. Há pessoas felizes!
Os créditos pertencem a Mandy Pattullo que tem um blog que foi para a minha lista, um site sobre o seu trabalho, e uma loja que já é minha favorita.
É certo que já delirei o suficiente para um dia mas não podia deixar de escrever isto aqui para ficar em memória e um dia destes saber onde procurar e vir cá espreitar de novo.
eu e a "outra" aka a-andorinha ou será ao contrário
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Isto de ter várias "vidas" tem que se lhe diga, profissão "séria", família, fazer mais do que me apetece e gosto, e outras coisas mais :) Reunir tudo numa pessoa só nem sempre foi fácil ...
No tempo em que trabalhei em marketing descobri a TrendAlert.
Gostei do estilo, era um dos sítios que costumava visitar, e continuo a gostar de lá passar.
Há uns dias atrás descobri que agora foram eles que se lembraram de mim!
No meio disto tudo há tanta coisa que ainda gostava de aprender e fazer.
Sonhar é bom e quem sabe se um dia alguns sonhos se concretizam? Pelo caminho vamos tentando ...
Muito obrigada Vanessa da Trindade e sua equipa!
No tempo em que trabalhei em marketing descobri a TrendAlert.
Gostei do estilo, era um dos sítios que costumava visitar, e continuo a gostar de lá passar.
Há uns dias atrás descobri que agora foram eles que se lembraram de mim!
No meio disto tudo há tanta coisa que ainda gostava de aprender e fazer.
Sonhar é bom e quem sabe se um dia alguns sonhos se concretizam? Pelo caminho vamos tentando ...
Muito obrigada Vanessa da Trindade e sua equipa!
sobre as férias e os planos por cumprir
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O meu quadro vai-se enchendo de papelinhos amarelos.
À medida que vou encontrando novos modelos vou marcando e acrescento mais um papelinho à lista.
Planos para fazer algo novo já andam há algum tempo a encher a minha cabeça de ideias.
Como de costume o que me falta é tempo para as realizar. E vou adiando com um pensamento super reconfortante e que tranquiliza a minha consciência pesada: "nas férias recupero".
Por isso mais uma vez irei de férias com uma mala maior do que o tempo que terei disponível para estas coisas. Mas não interessa. Férias é isto mesmo, a liberdade de planear e, se não me apetecer, pura e simplesmente não fazer nada do que planeei!
Estamos precisamente na fase de fazer as listas de coisas a não esquecer (isto é um vício!) e dos preparativos de última hora. É tão bom ir de férias! Está mesmo quase ...
À medida que vou encontrando novos modelos vou marcando e acrescento mais um papelinho à lista.
Planos para fazer algo novo já andam há algum tempo a encher a minha cabeça de ideias.
Como de costume o que me falta é tempo para as realizar. E vou adiando com um pensamento super reconfortante e que tranquiliza a minha consciência pesada: "nas férias recupero".
Por isso mais uma vez irei de férias com uma mala maior do que o tempo que terei disponível para estas coisas. Mas não interessa. Férias é isto mesmo, a liberdade de planear e, se não me apetecer, pura e simplesmente não fazer nada do que planeei!
Estamos precisamente na fase de fazer as listas de coisas a não esquecer (isto é um vício!) e dos preparativos de última hora. É tão bom ir de férias! Está mesmo quase ...
ainda a propósito do "pão-de-forma" ...
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Com a confusão total instalada "lá fora" com políticos que não se entendem para dar um rumo a este país a vontade de desaparecer torna-se ainda maior.
Até a revista "Marie Claire" deste mês veio de encontro aos meus desejos.
Olhar para estas fotografias preenche completamente a imagem por trás do último post.
Bem sei que a guitarra e cantar à volta da fogueira nunca foi muito a minha "onda", e que neste momento seria difícil conciliar três crianças (em que dois deles são adolescentes) num espírito tão descontraído e romântico, mas qualquer coisa perto disto seria fantástico (mesmo com as três crianças dentro da "combi van" :)).
Sonhar continua a ser condição necessária e suficiente para conseguir um bem-estar maior.
Portanto, sonhemos! :).
eu quero um pão-de-forma
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Não é "um", é "uma".
E eu sei que me estou a repetir porque tenho falado disto nos últimos anos.
Mas chega este tempo e dá-me vontade de entrar numa destas, carregá-la com a tralha necessária e ir por aí estrada fora, sem destino marcado, e sem planos de dias ou horas, ou locais por onde ficar.
Pode ser que uma certa pessoa que de vez em quando passa por aqui perceba que eu gostava mesmo de ter uma assim.
É uma destas que eu quero, anos 60 seria o ideal, mas anos 70 também dá :)
aprendizes
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Nos meus passeios até à Livraria Barata além das revistas do costume, ocasionalmente, escolho uma revista diferente.
Desta vez ao folhear a Monocle de Abril encontro um artigo que dá início a uma nova rubrica chamada "Master and Apprentice" que conta histórias sobre a passagem de conhecimento, no "saber fazer" pela prática e pela experiência, entre um mestre numa determinada profissão e um aprendiz.
Na primeira história a profissão em causa é a de alfaiate e conta o caso de um rapaz que vivia em Seoul onde se licenciou como engenheiro na área do IT, e depois resolveu mudar de vida. Inscreveu-se num curso de "pattern design" em Milão e após o concluir, depois de várias tentativas, lá conseguiu ser admitido como aprendiz num alfaiate antigo na mesma cidade. E até parece que é feliz.
Este artigo chamou-me a atenção porque falava de costura (of course!), e também pelo facto de mencionar o dito curso de "pattern design".
Dizer que existe alguma semelhança será abusivo da minha parte, mas eu que estudei matemática e trabalhei quase toda a minha vida na área do IT, recentemente (nos últimos 6 meses) dei por mim a fazer um curso de moldes (ou seja, "pattern design") ao fim-de-semana. Porque sempre gostei de desenhos técnicos e porque achei piada à possibilidade de desenharmos ou adaptarmos a nossa própria roupa.
Não estou como aprendiz num alfaiate (e até não me importaria de estar), mas estou a aprender a costurar.
É engraçado e curioso encontrar estas histórias. Cada vez dou mais valor ao "saber fazer" e é engraçado constatar que há mais quem pense assim.
É óbvio que a ideia do rapaz de Seoul é outra, bem mais séria, e inteligentemente pensada por quem cedo parece saber o que quer da vida.
Para mim, a ideia (mais modesta) tem a ver com a capacidade de aprender um ofício e ser capaz de produzir peças originais com as nossas mãos, o mais perfeito possível, apesar das imperfeições do trabalho manual que as tornam únicas. É algo que cada vez me seduz mais.
Há tempos atrás ouvi alguém dizer que estudar e ter um curso superior é importante, mas também é igualmente importante, nos tempos actuais, aprender um ofício seja ele qual for.
Para quem como eu sempre trabalhou no dito sector da economia dedicado aos "serviços" posso declarar que contrariamente ao que acontece na prestação de serviços, neste caso, o exercício em si nos liberta o "espírito", e no fim, ao olhar para o produto final deixa-nos uma sensação de realização que é altamente reconfortante e recompensadora.
Gostaria, um dia, de me considerar uma "aprendiz" :)
on-line at etsy
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Ano novo, vida nova ...
Algures em 2011 vi uns tecidos que gostei e resolvi gastar dinheiro em algo que não sabia bem para quê (… o dia não me tinha corrido bem).
Tendo os tecidos justificava-se fazer um workshop para aprender a costurar.
Para justificar o gasto, e acalmar a consciência pesada, dias depois gastei mais dinheiro e comprei uma máquina de costura.
Enfim, … a história continuou com o percurso habitual de várias histórias que já li na bloguelândia.
Uma coisinha para mim, outra para a Marta, várias para a Mariana, para uma amiga da Marta, para oferecer a … , and so on.
Nunca tive objectivo determinado quanto a isto. Deixei seguir até ver quando me fartaria ou até onde iria dar.
Não achei que as minhas produções caseiras fossem dignas disso.
E as actividades paralelas de mãe de três crianças e um trabalho a tempo inteiro não permitiam outro tipo de dedicação.
Por isso fui-me divertindo. Fui entretendo o “espírito” (como costumo dizer).
Como é óbvio (pelo menos, agora parece-me óbvio) com a costura o gosto pelos tecidos (e em comprar tecidos) acentuou-se.
Pelas texturas, pelas combinações possíveis, e principalmente pela cor que é algo que me enche sempre a alma.
Na tentativa de encontrar tecidos de boa qualidade e diferentes “bati de frente” com algo que se não tentasse me arrependeria mais tarde (alguns dias a pensar no assunto levaram-me a essa conclusão). Dei de caras com o stock de uma loja de tecidos antiga que fechou de vez. Muito cedo aprendi que vale mais fazer (mesmo que resulte em asneira) do que arrepender-me de não ter feito. Esta é a luz que me orientou nalgumas asneiras de que reza a minha história, mas continuando …
O que eu sei é que neste momento dou por mim proprietária de uma colecção (modesta) de tecidos (uma boa parte, mais ou menos) antigos.
Depois de pensar e perguntar, como não sou muito “facebookiana” (gosto mais de “blogar”, pelo menos, por enquanto) escolhi uma forma mais difícil (isto também é uma característica minha muito referida por uma certa pessoa que vive comigo cá em casa), mas que é mais do meu agrado, de juntar o útil ao agradável.
Embora não exponha a colecção toda, caso alguma das pessoas que gentilmente me visita esteja interessada convido-a a ver e a divulgar: aAndorinha.
Se não, desejem-me boa sorte (e muitas costuras)!
Tudo tem uma história, e a minha história é esta! :)
peace and love ...
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Um dia gostava de ter uma destas.
Tenho a certeza (quase) absoluta que esta minha actividade de levar e trazer os meus filhos passaria a ser mais animada. Se hoje em dia há sempre lugar para mais um o que seria com mais 3 lugares disponíveis :)
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