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manual de engenharia têxtil

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Alguns dos livros recomendados na Faculdade já não estão à venda.
Um deles é o Manual de Engenharia Têxtil da Fundação Calouste Gulbenkian que pelo que me tenho vindo a aperceber é dado como referência em n sítios mas que só se encontra para consulta em bibliotecas ou então à venda em alfarrabistas.
Foi a "googlar" à procura deste livro que fui parar ao OLX e que encontrei o Manual do Fabricante de Tecidos sobre o qual escrevi ontem. E a coincidência é que um dos autores do Manual de Engenharia Têxtil também iniciou a sua profissão no mesmo local que José Maria de Campos Mello, ou seja na Covilhã. Neste caso, na Fábrica Campos Melo, Irmão, Lda. Não faço a mínima ideia se esta fábrica ainda existe. Mas a coincidência dos nomes Campos Melo e Covilhã faz com que sejam referências que merecem alguma pesquisa que ainda hei-de arranjar tempo para fazer.
Entretanto, este último Manual é de 1984 e parece-me quase a uma biblia no campo dos têxteis.
Algumas das páginas estão sublinhadas e com anotações de antigo(s) proprietário(s).
E inclusivé ainda tem pequenos papéis com anotações manuscritas.
Pode parecer um bocado esquisito mas eu gosto de bisbilhotar estas coisas e acho piada a estes achados.

manual do fabricante de tecidos

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"Na primeira edição dêste Manual, escrevemos: "a vulgarização dos processos e das operações que compõem uma indústria, parece-nos, tanto ou mais útil que conhecer a história política e social de um povo."
...
Repetimos porém o que já escrevemos na primeira edição, isto é, "não se deve pensar que só pelo livro se pode conhecer, em tôdas as suas minúcias, uma indústria tão variada e complexa, como é a dos têxteis, tornando-se indispensável completar o estudo teórico com uma aturada e orientada prática."
A não ser nas fábricas onde o operário e o patrão podem colher elementos para conhecer teóricamente as indústrias e depois as poderem praticar, em Portugal, faltam infelizmente escolas de fiação e tecelagem, como faltam também professores habilitados para ministrarem um ensino teórico prático da transformação dos têxteis, segundo os processos empregados pela sciência moderna.
... O ensino nas fábricas é sempre defeituoso, mas se não temos escolas-oficinas nem mestres que se possam dizer competentes, que remédio senão o ter-se de recorrer às oficinas?"
Quem escreve assim em inícios do século XX é José Maria de Campos Melo (Técnico Industrial, professor do Ensino Industrial,  antigo director da Escola Industrial de Lanifícios Campos Melo, Covilhã. Antigo director Técnico da Fábrica Velha, na Covilhã. Antigo deputado.)
E este texto é extraído do Prefácio do Manual do Fabricante de Tecidos da Biblioteca de Instrução Profissional, do qual é o autor.
Parece que o ensino profissional continua a ser um tema sempre actual, embora os problemas sejam velhos.
Descobri a existência deste livro através da Sara. E devo dizer que é um dos meus livros preferidos.
O ano passado encontrei uma versão que fez as minhas delícias não só pelo interesse do conteúdo como pela forma opinativa como estava escrito.
Há uns dias atrás, por acaso, encontrei este exemplar da 2ª edição à venda, que julgo ser mais antiga, e à qual não resisti. Não só por me parecer muito diferente do outro em algumas partes (tem 598 páginas em vez 258) mas também pela ortografia antiga (lan em vez de lã, sciência em vez de ciência, ...) em que está escrito e pela descrição de alguns dos processos que devem ser bem mais antigos onde aparecem ilustrações com senhoras (fiandeiras) usando saias compridas.
Esta colecção é absolutamente fantástica. Na minha lista de desejos segue-se o "Manual do Sapateiro" e o "Manual do Tipógrafo".

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