Mostrar mensagens com a etiqueta Tecidos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tecidos. Mostrar todas as mensagens

maputo, casa elefante, capulanas

translate to English
A capulana amarrada à cintura a fazer de saia é o que de mais comum se encontra em quase todas as mulheres que vi na rua. Não consegui e também não podia fotografar todos os padrões que encontrei, mas a variedade é enorme. E quanto mais colorido melhor.


Depois de ter estado no mercado municipal, de que tanto gostei e onde me arrependi de não ter comprado especiarias para as minhas experiências com os tingimentos de tecidos e lãs que andei a fazer há uns tempos atrás, atravesso a rua e mesmo em frente encontro a Casa Elefante.
Seguindo as indicações de quem normalmente está bem informada sobre onde procurar sítios assim  não podia ir a Maputo sem passar por aqui.
Digamos que o problema depois de lá entrar é sair de mãos vazias.

Obedeci ao nosso simpático guia e guardei a máquina fotográfica. Por isso a imagem anterior é o melhor que consegui e é uma pequena amostra do que se encontra dentro da loja: paredes cobertas de capulanas até ao tecto.
O processo de escolha é difícil por causa da variedade, mas os empregados são muito simpáticos e pacientes. Com a ajuda de um ponteiro comprido vamos apontando os padrões que queremos ver e eles vão retirando, abrem o pano e mostram, e apesar da desarrumação que fiz a boa vontade manteve-se igual até ao fim. 
De acordo com a informação de um dos donos as capulanas já não se fazem em Moçambique e estas são todas importadas da India.
Procurei escolher de vários tipos: as primeiras que são as mais baratas (cerca de 180 meticais) e que achei interessantes por serem muito parecidas com as "madras" indianas com o padrão axadrezado, as segundas que são as minhas favoritas com os padrões mais tradicionais e que eram as que tinham em menor variedade de escolha, as da terceira fotografia que correspondem a padrões mais modernos do tipo geométrico, e por fim na última fotografia as que existiam em maior variedade e de preço intermédio que quanto a mim são as menos interessantes mas que mesmo assim achei que valia a pena trazer.




Agora que revejo as fotografias não sei como é que me contive e não trouxe mais umas quantas ...
Muito difícil resistir garanto ...

a comprar tecidos em Goldhawk Road

translate to English







Este fim-de-semana estive em Londres.
Em pesquisas anteriores já tinha descoberto que valeria a pena uma visita a Goldhawk Road, mas por uma razão ou por outra nunca tinha tido oportunidade de lá ir.
Desta vez consegui. Não é que seja um sítio muito agradável de visitar a não ser que se goste de comprar tecidos. Trata-se de uma rua em Londres com várias lojas de tecidos seguidas, na sua grande maioria pertencentes a indianos, que normalmente são frequentadas pelos estudantes de moda (e não só) se se quiser comprar tecidos mais baratos. Não consegui tirar uma boa fotografia da rua mas garanto que as lojas existem porta sim porta sim de um lado e do outro. Para explorar bem a "coisa" valeria a pena gastar uma manhã ou uma tarde.
Depois de uma visita ao V&A, apanhando a linha rosa de "Hammersmith & City", é muito rápido chegar à estação de metro de Goldhawk Road. Assim que se sai da estação encontramos logo as lojas. Não há que enganar e é muito rápido diria eu.
Como não tinha tempo, estudei bem a lição em casa, e por isso fui muito objectiva. Visitei somente duas lojas que foram as que tinham mais comentários positivos nos diversos blogues que consultei.
A Classic Textiles cujo interior se vê nas primeiras fotografias e onde consegui comprar este tecido Liberty (como sou uma optimista escolhi-o a pensar num vestido ou numa túnica de Verão para a Mariana) a um preço mais "simpático" do que tinha visto no próprio Liberty (até tinham um catálogo de amostras com os padrões para facilitar a escolha). A desarrumação é mais que muita mas não é nada intimidatória e o atendimento é muito simpático.
A seguir entrei na A-One (último conjunto de fotografias) que é maior e tem mais variedade onde também não resisti a um tecido acetinado amarelo (of course!) para um top justo de manga à cava a pensar no Verão (como se vê pela cor sou corajosa e continuo optimista quanto à minha capacidade de concretização).
E vim-me embora com muita pena claro!
Percebi que dá para regatear, mas não o fiz, e para concluir este texto digo que vi muitos tecidos interessantísssssimos que mereciam o investimento.
Segundo li, apesar de todas as petições contra, parece que estas lojas vão deixar de existir porque planeiam construir um condomínio de luxo neste local (afinal não é só por cá que existe esta loucura desenfreada de substituir o dito comércio tradicional por hostels e hotéis).
Trata-se de uma zona com alguma tradição e há gente a protestar mas não sei se adiantará.
No entretanto, eu diria que definitivamente é um sítio onde vale a pena voltar (mas com mais tempo e sozinha ou só com a minha filha Marta que foi uma óptima companhia e também começa a querer dedicar-se a estas coisas "das costuras" :)).

à procura de tecidos no dubai

translate to English







Sempre que posso nestas viagens procuro lojas de tecidos.
Na recepção do hotel onde ficámos soube que não havia visitas guiadas à parte antiga que incluíssem o souk dos têxteis. Uma das recepcionistas disse-nos que não era um local muito procurado e que não era nestes lugares mais turísticos que os "locais" normalmente iam para comprar os seus tecidos.
Desistimos da visita guiada e resolvemos ir por nossa conta. Na parte antiga da cidade, Deira, depois de visitar os souks do ouro e das especiarias fizemos uma curta travessia bem agradável do rio Creek e chegámos ao Old Souk e ao mercado dos têxteis.
Depois de passar por todas as pashminas e respectivos vendedores comecei a encontrar as ditas das lojas de tecidos, mas de facto a grande maioria dessas lojas não vendia a retalho. Quase todas vendiam em grandes quantidades ou então vendiam peças em rolo com cerca de 12 metros cada. Mesmo assim ainda encontrei algumas que vendiam ao metro tecidos de seda ou tecidos especiais dos de renda com aplicações.
Por curiosidade perguntei o preço de uma renda. Pediram-me 120 dirahms o que corresponde a cerca de 30 eur mais ou menos. Com o regateio da praxe o preço era capaz de baixar mais. Por comparação com os preços que encontro em Lisboa de tecidos semelhantes pareceu-me que teria valido a pena o investimento se de facto estivesse interessada neste tipo de tecidos.
Começou a anoitecer e como não encontrei o que queria resolvemos fazer o caminho de volta. Pela primeira vez numa visita deste tipo vim-me embora de "mãos vazias". O que hoje me parece quase inacreditável como consegui resistir. Acho que estou a ficar mais sensata nestas coisas ...  :)
Mais tarde fiquei a saber que os ditos "locais" costumam ir a Satwa Road onde se pode encontrar diversos alfaiates e boas lojas como o Regal ou o Deepak.
Tive pena de já não ter tido oportunidade de fazer esta visita, mas pode ser que um destes dias lá volte. Nunca se sabe ...

sarees

translate to English
 
 
 
 
Registo de viagem, número três ...
Por onde andámos, pelas ruas de Panjim (capital de Goa), por Margão, ou nas diversas localidades que visitámos os sarees são o vestuário mais comum e utilizado pela grande maioria das mulheres.
Para quem gosta de cor como eu era um prazer observá-las e mentalmente fixar as combinações possíveis e que me pareciam resultar de uma forma fantástica. Quanto mais colorido melhor. Preto e branco não faz parte do vestuário feminino indiano.
O saree consiste num pano com cerca de 6 metros de comprimento por 1,3 metros de largura (mais ou menos) enrolado à volta do corpo de uma forma especial resultando basicamente numa saia longa drapeada em que a extremidade mais decorada (e que tem um nome especial que não percebi) é atirada por cima do ombro esquerdo. Em conjunto com este pano usa-se um top justo (que também tem um nome que desisti de decifrar) de algodão ou seda numa cor lisa de manga curta e de decote redondo que deixa a parte superior da barriga e das costas à mostra.
O preço dos sarees é muito variado e pode ir de 600 rupias ou menos (cerca de 8 euros) a alguns milhares de rupias consoante o tipo de tecido utilizado e as aplicações que fizerem na decoração da peça.
Na minha busca por tecidos indianos todas as indicações que obtive conduziram-me a um alfaiate que tinha disponíveis tecidos de algodão e uma imitação sintética de seda, e a algumas lojas que vendiam sarees.
Provavelmente em Mumbai (Bombaim) que não cheguei a visitar teria mais sorte ...
O inglês falado em Goa é muito díficil de entender, não sei se foi um problema de comunicação, mas ao fim de algum tempo acabei por achar que para as indianas que me ajudaram o pano utilizado no saree era o equivalente a "fabrics" ou "raw silk". Acabei por me conformar e comprei quatro panos de saree, os dois primeiros mais baratos pareceram-me óptimos para serem usados como toalhas de mesa. Os dois últimos, um estampado e o outro feito de fio tingido, são de melhor qualidade e ainda não decidi bem o que vou fazer com eles. O estampado é capaz de vir a dar para algum vestido ou calças para o Verão. Quanto ao útimo acho que o vou guardar.
Embora o saree seja de facto o mais comum também se encontram outras peças baseadas em túnicas e calças que são engraçadas. Ao visitar uma das lojas que me indicaram, a Fabindia, fiquei com uma boa referência sobre o tipo de peças possíveis e os nomes que lhes dão.
Confesso que esta história dos sarees vs tecidos baralhou-me e ainda me vai exigir mais alguma investigação.

a toile e o caftã

translate to English
Uma toile é um protótipo de um novo molde que queiramos experimentar pela primeira vez para podermos fazer afinações e ajustes ao modelo inicial sem estragar o tecido final que escolhemos.
Para fazer estas provas experimentais deve-se escolher um tecido claro que permita ver bem as marcações, e o "toque" deve ser o mais parecido possível com o tecido final para que possamos avaliar melhor o resultado real.
Uma toile não tem necessariamente que reproduzir a peça completa e podem existir situações de design mais complicado em que é necessário fazer mais do que uma toile em etapas diferentes de execução da mesma peça de vestuário.
Nas minhas aulas de costura utilizamos normalmente pano cru que custa mais ou menos 3 euros o metro. Depois de provar e ter a certeza que está tudo ok, desmancha-se retirando os alinhavos, e fica-se com as diversas partes soltas com as marcações em giz ou em caneta.
Em seguida já podemos cortar o tecido final sobre a toile em vez de recorrer ao molde em papel vegetal.
Se quiser ficar com o molde correcto então terei que reproduzir os diversos ajustes no desenho original ficando assim com a peça exactamente à minha medida (pelo menos, enquanto mantiver o mesmo peso).
Uma trabalheira ... e por isso é sempre a custo que desmancho o pano cru.
Para não "sofrer" tanto quando estou em casa a fazer algo semelhante e para acalmar a ânsia de utilizar o tecido "à séria", sempre que possível, opto por utilizar tecidos baratos e de qualidade inferior em vez do pano cru. Se tiver a sorte de acertar à primeira aproveito melhor o meu tempo e ganho uma peça de roupa nova.
Embora a peça em causa, um caftã, não seja propriamente de uma grande dificuldade de execução resolvi ensaiar com um tecido cujo padrão me agradou bastante em vez de utilizar tecidos mais caros. Neste caso justificou-se pela quantidade de tecido necessário para fazer um caftã comprido - ou seja, cerca de 2,50m com 1,40m de largura.
Embora a qualidade da fotografia não seja a melhor foi o que consegui em final de tarde e este modelo retirei-o da Manequim de Novembro. Estarmos em estações de ano opostas em relação ao Brasil é uma vantagem e esta é uma das revistas que normalmente tem modelos simples que gosto de experimentar.
É "giro" para levar para a praia ...

tessuti

translate to English



Visitar uma cidade nova sem procurar lojas de venda de tecidos, ou lãs, ou retrosarias, não é visita. Não poderia deixar de falar de Roma sem registar a minha busca pelas ditas. A pesquisa que fiz antes de ir confirmou o que encontrei. Ou melhor dizendo, dificilmente encontrei, apesar de ter andado por muito sítio.
Digna de registo fica a Fratelli Basseti Tessuti no Corso Vittorio Emanuele II nº73.
Não daria nada pela entrada até chegar ao 1º andar de um prédio antigo e com um aspecto mais ou menos duvidoso. Salas e salinhas que se iam sucedendo e descobrindo cobertas de rolos de tecido do chão até ao tecto.
Os "scampoli" (retalhos a preços mais baratos) não me tentaram. Admirei a variedade, a quantidade e a qualidade. Quanto ao preço e comparando com o que vejo em Lisboa é mais barato apesar de na grande maioria se tratarem de tecidos que normalmente são caros. O sector dos tecidos para camisas (na segunda fotografia) e o sector das sedas eram de perder a cabeça.
Tive a companhia do meu filho Miguel que não gosta de me deixar sozinha.
E como tive muito pouco tempo para explorar devidamente a coisa (também por consideração para com ele) acabei por não comprar nada mas valeu a pena a visita.

novos tecidos velhos

translate to English



Nestes últimos dias tenho andado ocupada a publicar os últimos tecidos que fui encontrando em lojas antigas na minha loja on-line.
Alguns (a grande maioria) lembram-me tecidos antigos que vi em casa de tias e avós.
Apesar de estarem já há muito tempo em prateleiras de velhas lojas à espera de quem os comprasse comprei-os eu como novos em óptimas condições.
Acabei esta tareja (hercúlea) de os publicar no Etsy. Agora é esperar que alguém os veja, os "namore" (como eu fiz durante uns tempos), os deseje e decida comprar.
Enquanto isso não acontece as ideias que tive para os utilizar continuam presentes e anotadas na minha lista de pendentes. Se houver tempo provavelmente acabarei por ser eu cliente de mim própria :) 



do tempo e da falta dele

translate to English


Um tecido que comprei em saldos e que será o próximo da lista.
Mais uns retalhos que comprei à espera que escolha o modelo certo para os utilizar.
Os últimos moldes que cortei, finalmente organizados no quadro dos pendentes.
Esta foi uma semana que não se previa complicada mas que acabou por ser assim.
Os poucos momentos que consegui para estas coisas foram estes.
Continuo a fazer planos e o tempo passa a uma velocidade que não consigo acompanhar.
Espero que o fim-de-semana ajude a resolver um pouco desta falta de tempo que começa a ser crónica.

"preciosidades"

translate to English




Estou a chegar à conclusão que tenho umas preciosidades nos últimos tecidos que comprei.
Tenho reparado nas etiquetas que acompanham as peças e em comum têm o facto de quase todas, se não forem todas mesmo, pertencerem a fábricas ou revendedores que estavam localizados a norte do país.
A grande maioria faz referência ao Porto. Uma delas, a Bernardino Leite de Faria & Ca. que se dedicava ao comércio de têxteis por grosso, estava situada na Sé e tinha como morada a Rua Mousinho da Silveira 230.
Estando no Porto há uns dias atrás era muito difícil não satisfazer a curiosidade de procurar esta morada e descobrir o que tinha acontecido a estes senhores. Será que ainda tinham loja aberta? Será que iria encontrar mais um daqueles lugares que pararam no tempo com coisas de antigamente à espera de serem redescobertas? Algures descobri que pelo menos um deles com o mesmo nome, em 1903, era o sócio efectivo nº 116 da Associação Comercial do Porto com morada no mesmo local.
Mas tive azar. O que descobri foi um edifício branco de portadas verdes, bem bonito, fechado, à espera de ser arrendado. E não faço a mínima ideia se esta história acabou aqui ou se teve continuação em algum lugar que eu desconheço. Ficámos um bocadinho por ali a olhar para ele a assimilar a nossa decepção.
Provavelmente quase todas as referências que tenho encontrado nestas etiquetas de tecidos antigos tiveram o mesmo destino, mas enquanto não tenho a certeza vou pesquisando (como amadora, claro!) com esperança de encontrar alguma que ainda funcione e talvez ainda tenha mais algumas "preciosidades" à minha espera. Gostava de saber um pouco mais sobre estes tecidos fabricados por cá noutros tempos. Onde iam buscar os padrões? Quem os desenhava? Quais as matérias primas que utilizavam? ...
Entretanto, a própria Rua Mousinho da Silveira é uma "preciosidade" de lojas antigas fechadas. Tive a satisfação de fotografar as montras e a frustração de não poder entrar para descobrir o que vai dentro destes sítios parados no tempo à espera de alguém que os recupere.

novos tecidos velhos

translate to English





Enquanto uns compram os presentes de Natal eu ofereço a mim própria tecidos antigos a lembrar as nossas avós que já andava a namorar há uns tempos.
Como não posso ficar com todos em breve uma parte também estará na loja à venda.
Os dois últimos estão entre os meus preferidos. Vai sobrar trabalho para o fim-de-semana ... no meio de coisas de que gosto :)

botões de partilha