Estas duas "alminhas" com um ar um pouco assustador que comprei o fim-de-semana passado em Tavira estão mesmo a pedir que lhes faça umas roupinhas para ficarem um bocadinho mais decentes :)
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da beleza das coisas simples
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Há uns tempos atrás estive no Porto.
Andámos por sítios que nunca tínhamos visitado.
Sem pressas, nem deveres ou obrigações, andámos ao acaso.
Não fixei os nomes das ruas. Ficou a memória do enorme prazer daqueles momentos e ficou algo bem menos efémero que não podia deixar de registar aqui.
Uma espécie de alegria parecida com a das crianças quando, sem saber como nem porquê, encontram um brinquedo de que gostam muito que não estavam minimamente à espera de ganhar.
Numa loja que mais parecia um bazar, de tanta tralha e tão variada, à procura de figurinos antigos dos anos 50 e 60 numa grande gaveta junto ao chão, bem lá no fundo onde a maior parte das pessoas já não se atreve a mexer por causa do pó, vislumbro uma palavra familiar.
Puxo com cuidado e aparece-me uma pasta bem velhinha, muito manchada, até maltratada, e à qual não consegui resistir.
Tem "título", tem o local, tem uma data, e tem o nome de alguém que não faço a mínima ideia quem tenha sido.
É um registo incrível de um trabalho muito cuidadoso e muito bem feito.
Tenho imensa pena que se abandonem coisas assim.
Não quis saber se seria possível restaurar. Trouxe-a comigo na mesma. Em último caso fica assim e arranjarei uma forma de a guardar para servir de exemplo a mim ou a mais alguém que tenha curiosidade em a ver.
Com cuidado fui virando as páginas e não faltava nenhuma. As fotografias seguintes são algumas das amostras. Não consegui fotografar só duas ou três.
Não sei qual foi a nota que a Amélia teve no final do ano lectivo, mas se fosse eu a dar a classificação ter-lhe-ia dado 20 valores ou um Muito Bom.
A simplicidade e a delicadeza de todo este trabalho incrível encantam-me.
E a última amostra da fotografia final ensina-me, mais uma vez, que a beleza das coisas simples é algo que não se explica.
Fica-me o privilégio de poder olhar para algo assim.
Andámos por sítios que nunca tínhamos visitado.
Sem pressas, nem deveres ou obrigações, andámos ao acaso.
Não fixei os nomes das ruas. Ficou a memória do enorme prazer daqueles momentos e ficou algo bem menos efémero que não podia deixar de registar aqui.
Uma espécie de alegria parecida com a das crianças quando, sem saber como nem porquê, encontram um brinquedo de que gostam muito que não estavam minimamente à espera de ganhar.
Numa loja que mais parecia um bazar, de tanta tralha e tão variada, à procura de figurinos antigos dos anos 50 e 60 numa grande gaveta junto ao chão, bem lá no fundo onde a maior parte das pessoas já não se atreve a mexer por causa do pó, vislumbro uma palavra familiar.
Puxo com cuidado e aparece-me uma pasta bem velhinha, muito manchada, até maltratada, e à qual não consegui resistir.
Tem "título", tem o local, tem uma data, e tem o nome de alguém que não faço a mínima ideia quem tenha sido.
É um registo incrível de um trabalho muito cuidadoso e muito bem feito.
Tenho imensa pena que se abandonem coisas assim.
Não quis saber se seria possível restaurar. Trouxe-a comigo na mesma. Em último caso fica assim e arranjarei uma forma de a guardar para servir de exemplo a mim ou a mais alguém que tenha curiosidade em a ver.
Com cuidado fui virando as páginas e não faltava nenhuma. As fotografias seguintes são algumas das amostras. Não consegui fotografar só duas ou três.
Não sei qual foi a nota que a Amélia teve no final do ano lectivo, mas se fosse eu a dar a classificação ter-lhe-ia dado 20 valores ou um Muito Bom.
A simplicidade e a delicadeza de todo este trabalho incrível encantam-me.
E a última amostra da fotografia final ensina-me, mais uma vez, que a beleza das coisas simples é algo que não se explica.
Fica-me o privilégio de poder olhar para algo assim.
coisas dos outros
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Encontrada por acaso numa loja de velharias numa confusão de coisas dentro daqueles alguidares onde qualquer peça custa 50 cêntimos.
Mal eu sabia que ao chegar a casa ia descobrir um pequeno papel bem dobrado por baixo da almofadinha de espetar os alfinetes.
Uma mensagem de amizade velhinha e esborratada escrita por alguém.
Num momento muitíssimo difícil para uma das minhas melhores amigas esta mensagem não podia vir mais a propósito.
A melhor das sortes é o que te deseja esta tua amiga "que jamais te esquece".
Desenho do 2º Ciclo dos Liceus
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Embora não me importe de ler um livro digital, sempre dei preferência aos livros em papel.
Porque gosto mais. Gosto do cheiro do papel, de colocar papelinhos amarelos com apontamentos, de mexer. Gosto do cheiro a novo.
No caso dos livros antigos gosto de bisbilhotar os apontamentos de alguém que eu não conheço a maior parte das vezes. Ver a sua letra e ler o que foi tão relevante que o levou a tomar nota de algo que considerou importante.
E gosto de ver o modo de redacção do texto. Ver palavras antigas de "português" que não foi o que me ensinaram que por sua vez também já não é o que se ensina actualmente!
Mas o que me interessa dizer é que há uns dias, por acaso, encontrei este livro pelo qual paguei 3 euros.
Quanto a mim um valor insignificante para um livro seja ele qual for.
O Desenho foi uma das cadeiras que tive recentemente durante 4 semestres. Depois de anos sem tocar num lápis de cor sequer adivinhe-se a dificuldade que foi reaprender.
Tive vergonha de mostrar ao professor da cadeira os primeiros desenhos que fiz. :)
Mas aos poucos com muito trabalho (devo dizer) e muitas frustrações pelo caminho fui aprendendo e confesso que foi uma das melhores "coisas" a que me dediquei nos últimos tempos.
Neste livro, anterior aos anos 60, há vários aspectos que têm a ver com a época a que pertence mas que não deixo de achar interessantes ou curiosos (não sei qual será a melhor palavra):
o desenho da capa com um "ar" modernista,

o livro "único" numerado e autorizado pelo Ministério da Educação com o carimbo da escola a que pertencia,
a "simplicidade" da descrição do programa para os 3 anos,
a matéria e os exemplos para os exercícios propostos,
que de algum modo me levam a pensar se o que fiz nos tais 4 semestres não terá sido a grosso modo dar continuidade ao "programa".
Não tenho a certeza ... não sei bem ..., mas acho que foi mais ou menos isto com um grau de dificuldade maior e respeitando um contexto específico.
Interessante! (acho eu na minha humilde opinião, claro!).
a caminha da boneca
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Este fim-de-semana trouxe para casa esta cama de bonecas para a Mariana.
Passámos dois dias em Avis e no sábado de manhã demos um saltinho até à feira de antiguidades e velharias de Estremoz.
Andava por lá e (talvez influenciada por estas imagens inspiradoras que tenho visto ultimamente da Constança Cabral) quando vi esta caminha não resisti. O colchão não me parecia estar em muito boas condições mas achei-a tão encantadora que não consegui deixar de a trazer comigo!
Desde o Verão que ando a fazer umas bonecas para as minhas filhas que, para surpresa minha, apesar de maiorzinhas continuam a gostar destas coisas.
Primeiro com a Mariana que resolveu fazer uma de feltro para oferecer à Marta, e depois com a Marta que no outro dia a pretexto de ajudar a Mariana a arrumar o seu quarto andou a pentear as barbies da irmã.
A ideia de fazer estas bonecas não é por acaso. Além da experiência de as fazer pela primeira vez, já há uns meses atrás através das minhas aulas na faculdade tinha chegado à conclusão que é mais simples, rápido, e económico simular moldes e costurá-los com estes tamanhos mais reduzidos do que no real. Mas isso será tema para outro dia ...
Entretanto, o que interessa é que embora a pobre da boneca de trapos ainda não tenha roupa a cama já não lhe falta.
Estremoz
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Mesmo nas últimas descobrimos que podíamos ir passar o fim-de-semana fora de Lisboa. Sem preocupações logísticas porque os meus "queridos" filhos estavam todos fora fomos à procura de lugar para ficar e de preferência perto da praia. A costa vicentina pareceu-nos boa ideia. Tentámos Vale do Gaio, Herdade do Reguenguinho (ainda não foi desta), Quinta da Teima, etc. e tal, e outros tantos do género, mas estava tudo esgotado. Parece que a famosa da "crise" estava de férias neste último fim-de-semana de Agosto porque tudo ou quase tudo o que fosse alojamento perto da praia estava sem lugar.Resolvemos ir para o interior. Quisemos experimentar a Herdade da Cortesia mas os deuses estavam contra nós. Já com reserva feita e a caminho do hotel telefonam-nos a dizer que infelizmente tinham que cancelar. Acabámos por ficar num sítio que desconhecia completamente e que nunca tinha ouvido falar.
O Pateo do Solares em Estremoz revelou-se um sítio bem agradável. Pequeno, acolhedor, com boa comida, e bom serviço (excepto a recepção de dia que não primava muito pela simpatia, mas o senhor podia estar num dia mau). Apesar dos nossos planos terem falhado em quase tudo passámos dois dias óptimos. Sábado de manhã andámos pela feira de velharias de Estremoz que recomendo fortemente a quem não conheça e goste desta coisas. Por mim teria trazido o carro um bocadinho mais cheio mas uma certa pessoa travou os meus impulsos como de costume. Almoçámos muito bem na Adega do Isaías que já nos tinha sido recomendado. Visitámos as Irmãs Flores onde comprei mais um dos meus bonecos de Estremoz (porque infelizmente a D Maria Luisa da Conceição onde comprei os primeiros bonecos faleceu este ano). A temperatura rondava mais ou menos os 38ºC por isso tirando o tempo que passámos junto da piscina passeámos de carro e raramente nos atrevemos a sair porque o calor sufocava. Mas mesmo assim valeu a pena porque estradas desertas e a paisagem de Agosto do Alentejo a perder de vista também faz o nosso género. Numa das paragens deste passeio sem destino encontrámos o Convento de São Paulo no Redondo que também deve valer a pena experimentar um destes dias.
Só para terminar, as duas corujas (mais uma das minhas pancadas a juntar às outras) com olhar "assustador" :) que aparecem na última fotografia foram a nossa aquisição da praxe na feira de velharias. Estas figurinhas anos 70 podem ser um bocadinho kitsh (vá!) mas eu que já tenho cinco do género cá em casa não podia deixar estas para trás. Fraquezas, eu sei, mas é assim!
E por hoje é tudo!
feira da buzina
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Este fim-de-semana fomos à feira da buzina.
Não fazia a mínima ideia que existia uma feira destas em Lisboa.
Trata-se de uma feira de velharias onde não há bancadas porque os vendedores estacionam o seu automóvel e põem à venda tudo o que levarem na bagageira.
O local de realização não é fixo e desta vez aconteceu no Jardim do Arco do Cego.
Eu gostei desta feira. Tem coisas que achei bem interessantes e a preços que me pareceram razoáveis. É muito do género da feira da Ladra mas só se vende velharias mesmo, sem a parte das meias e das cuecas à dúzia e a cassete pirata.
Embora a intenção inicial fosse só ver não consegui vir-me embora de mãos vazias.
Passei à frente de uma máquina de escrever (que me andam a tentar há algum tempo) e sendo a loucura mais que muita começando já a parecer doença não resisti a uma velha máquina de costura Husqvarna (penúltima fotografia) que estava super completa com uma caixa lindissima em madeira e com livro de instruções e acessórios em óptimas condições.
E um bocadinho mais à frente encontrei uma velha raquete de ténis Slazinger com esticador (última fotografia) para uma certa pessoa que está sempre a reclamar quando eu me ponho a comprar estas coisas mas que também não resiste.
Com o treino que trouxe das nossas últimas férias na India "regateei" um pouco e (embora possa estar enganada) vim-me embora contente e feliz convencida de ter conseguido bons preços. Não foi pechincha mas pelo menos tentei (isto sou eu a achar claro!).
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