Mostrar mensagens com a etiqueta handmade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta handmade. Mostrar todas as mensagens

gorro

translate to English
Este gorro foi um pedido de uma pessoa especial de quem gosto muito.
A Mariana foi a minha ajudante para o conseguir fotografar.




Spontaneous Shawl

translate to English
Terminei o Spontaneous Shawl da designer Hanna Maciejewska!
Não são as melhores fotografias que já tirei mas dá para ter uma ideia.







sacos com forro de capulana

translate to English
Encomendaram-me um saco para uma amiga.
Demorei um bocadinho, ou melhor dizendo um grande bocadinho mesmo, mas em vez de um saco entusiasmei-me e acabei por fazer estes quatro.
Estão disponíveis aqui.

Ref 064

Refª 065

Refª 066

Refª 067


aprendendo a ter ideias

translate to English
Conhecer "processos criativos" sempre atraiu a minha atenção.
Muitas vezes quando olho para alguma obra de que gosto em especial fico a pensar o que terá levado (e como) o autor a fazer algo assim. Como é que "aquilo" lhe surgiu no cérebro é a pergunta que me ocorre sempre. De onde lhes vêm as ideias?
Eu não sou uma artista. E tenho ideias como toda a gente. Gosto de idealizar "coisas"!
Mas sinto a maior parte das vezes que todas estas ideias soltas e gostos que andam por aqui não conseguem sair cá para fora de uma forma coerente para produzir algo que me faça sentido.
Este assunto daria pano p'ra mangas ...
Quando decidi voltar à faculdade uma das coisas que mais procurava estudar tinha a ver com a "criatividade". Procurar as técnicas (que existem de facto) para transformar essa coisa intangível que é a "imaginação" e o "mundo das nossas ideias" em algo palpável.
Há algum tempo atrás numa das cadeiras que fiz li um artigo muito interessante sobre este assunto que dava como exemplo algo do género: em diversos alunos excelentes com média de 20 a matemática qual será a diferença que fez surgir um dia uma pessoa como o Einstein? O que é que o tornou mais "criativo" do que os melhores alunos do seu tempo a ponto de criar a teoria da relatividade?
Poderão existir várias respostas possíveis. Uma delas segundo António Damásio, e na qual acredito, diz que sermos felizes é fundamental para a geração de ideias. Quando estamos felizes somos mais criativos.
Afinal a resposta é simples! :)
As imagens seguintes mostram uma parte do último trabalho que fiz no semestre passado e que foi um dos trabalhos que mais gostei de fazer desde que comecei esta aventura de voltar a estudar.
O trabalho foi feito por um grupo de quatro pessoas do qual eu fazia parte. E calhou-nos apresentar 10 blazers e 10 t'shirts.
As ilustrações não foram feitas por mim e por isso é importante que fique bem claro que eu não sou a autora dos desenhos. As ideias dos blazers e das t'shirts que deram origem aos desenhos é que são da minha autoria.
A seguir a cada ilustração/ideia vem uma segunda imagem com uma fotografia da amostra que fiz com pormenores dos modelos idealizados.
Desta parte também posso dizer que sou a autora. Todas as amostras apresentadas foram idealizadas e feitas por mim.
Finalmente, todo este bla bla bla para dizer que pode não ser de artista e que não sou nenhuma Einstein, mas eu gosto, estive feliz enquanto o fiz, e sinto que um bocadinho mais próximo daquilo que falei no início já devo estar! :)

Desenho 1 - Blazer em lã fria de fazenda preta com tule de seda preta nas mangas e nos bolsos. A amostra foi feita para o fechamento do casaco com laços. Acabámos por optar pela fita de gorgorão preta (o do meio) porque além de ser o que mais nos agradou era também o que servia melhor para este efeito.


Desenho 2 - Blazer em lã fria de fazenda branca com franja no escapulário e aplicação de outro tecido nos bolsos. A amostra foi feita para demonstrar a transformação realizada sobre o tecido aplicado na lã. No caso do escapulário foi quase completamente desfiado para obter uma franja. Para o bolso retiraram-se fios na horizontal (trama) e na vertical (teia) para obter o efeito de rede que depois foi aplicada sobre o bolso.





Desenho 3 - Blazer em lã fria de fazenda branca com diversos tipos de aplicações inspirado na Frida Kahlo. A amostra foi feita para demostrar os pormenores de três elementos: as abas do casaco, fechamento, e bolsos. O perfil da Frida Kahlo é desenhado e bordado sobre as abas. O fechamento do casaco é feito com fita de colchetes em preto. E o bolso é feito com flores feitas à mão em tule de seda de diversas cores e cosidas sobre tule preto que depois é aplicado sobre o bolso. 






Desenho 4 - T'shirt de algodão preto com aplicação de flores em crochet em tule preto que depois é aplicado sobre o algodão. A amostra serviu para demonstrar as flores em crochet. 




Desenho 5 - T'shirt em algodão branco e algodão preto com aplicações em bordado. A amostra serviu para demonstração dos bordados. 





dos serões de Inverno

translate to English







Este mês de Janeiro a maior parte dos nossos serões de Inverno têm sido passados junto à lareira. A ver "House of Cards". E eu a crochetar estas flores do livro "100 Flowers to Knit and Crochet" que já tinha comprado há uns anos mas do qual nunca tinha tentado fazer nada antes.
Por causa de um trabalho que tive que entregar no último semestre tive que fazer uma amostra que utilizava flores em crochet aplicadas sobre tule de seda (salvo erro é este o nome que se dá a este tule mais fininho e mais macio). 
Peguei-lhe o gosto e tenho-me entretido e deliciado no meio deste colorido. Por enquanto estou a guardá-las nesta caixa que já vai quase a meio. Mas o objectivo será utilizá-las para uma ideia que tive e que não sei bem ainda se irá resultar.
Devo confessar que esta coisa da série de televisão mais o crochet está a ser um bocadinho viciante, mas está a saber-me muito bem este "mood so cosy" como diria provavelmente a minha filha Marta.  

recomeçar e da tecelagem em tear

translate to English




As aulas já começaram há uma semana.
Embora já tenhamos começado com as rotinas do costume ainda não sinto completamente o "peso" do fim das férias. A verdade é que já estamos em Lisboa há um mês e isso permitiu-nos fazer um "soft landing"; lentamente fomos adaptando o nosso ritmo e, com calma e um bom planeamento, conseguimos preparar-nos para começar Setembro sem muito stress (pelo menos até agora).
Este bom tempo com muito calor e bastante sol também tem ajudado muito para não pensarmos no Outono que se aproxima e nas rotinas quase "militares" que caracterizam o "ano lectivo".
Até começarem as aulas andei entretida a fazer algumas mudanças nos quartos dos meus filhos (que, não sei porquê, é algo que sempre me apetece fazer quando volto das férias). Sem pressas mudei mobília de sítio, pendurei quadros, e dei-lhes um novo "ar" a aproveitar o pretexto de ter que fazer umas arrumações. Quando finalmente me vi livre das arrumações dos quartos passei ao meu quarto "das costuras" que estava uma confusão enorme.
Antes de começar as férias em Julho a vontade de arrumar fosse o que fosse era nula. O que me apetecia era sair de casa e andar a passear. "Despejei" literalmente todos os livros, desenhos, materiais que fui espalhando pela casa durante as minhas aulas e fechei a porta até ao final de Agosto fazendo de conta que não existia um sítio assim em minha casa (que vergonha! :)).
Este fim-de-semana resolvi que já não dava para adiar mais, consegui torná-lo habitável de novo, e com dedicação, paciência, e também por necessidade (confesso) lá consegui desimpedir o caminho até à máquina de costura para fazer uns "arranjos" que fui adiando até não poder mais (é verdade que de vez em quando tem que ser, embora toda a gente que me conhece já esteja avisada que não faço "arranjos" :)).
No meio das minhas arrumações estava esta mini peça de tapeçaria feita por mim que aparece nas fotografias. Não estava esquecida mas, como tantas outras coisas, estava algures no meio do caos à espera de vez para ser arrumada ou, neste caso, pendurada.
No início de Julho estive num workshop na Retrosaria onde conheci a Vânia Oliveira da "TWO Hands Textile Studio" e adorei fazer este workshop com ela. Foram 4h que passaram a correr.
É claro que não saí da Retrosaria sem trazer um tear. A minha intenção era fazer alguma coisa nas férias mas esqueci-me das lãs em Lisboa e portanto não deu.
Por coincidência, por essa altura também, numa das minhas idas à Livraria Barata ao sábado de manhã encontrei esta revista da "Mollie Makes", a nº 67 de Maio, que trazia além das bonecas de feltro da Shelly Down da Gingermelon um tutorial sobre como fazer estas pequenas peças de iniciação à tapeçaria.
Digamos que agora não tenho desculpa para não estrear o meu tear, até porque a Mariana também já se mostrou interessada.
Entretanto, assim que puder devo voltar à Retrosaria para o workshop 2 de Tecelagem em Tear.


a caminha da boneca

translate to English





Este fim-de-semana trouxe para casa esta cama de bonecas para a Mariana.
Passámos dois dias em Avis e no sábado de manhã demos um saltinho até à feira de antiguidades e velharias de Estremoz.
Andava por lá e (talvez influenciada por estas imagens inspiradoras que tenho visto ultimamente da Constança Cabral) quando vi esta caminha não resisti. O colchão não me parecia estar em muito boas condições mas achei-a tão encantadora que não consegui deixar de a trazer comigo!
Desde o Verão que ando a fazer umas bonecas para as minhas filhas que, para surpresa minha, apesar de maiorzinhas continuam a gostar destas coisas.
Primeiro com a Mariana que resolveu fazer uma de feltro para oferecer à Marta, e depois com a Marta que no outro dia a pretexto de ajudar a Mariana a arrumar o seu quarto andou a pentear as barbies da irmã.
A ideia de fazer estas bonecas não é por acaso. Além da experiência de as fazer pela primeira vez, já há uns meses atrás através das minhas aulas na faculdade tinha chegado à conclusão que é mais simples, rápido, e económico simular moldes e costurá-los com estes tamanhos mais reduzidos do que no real. Mas isso será tema para outro dia ...
Entretanto, o que interessa é que embora a pobre da boneca de trapos ainda não tenha roupa a cama já não lhe falta.


uma manta feita de camisas

translate to English


Como de costume rumámos a sul para terminarmos as nossas férias grandes de Verão.
Para uma casa onde temos sido sempre felizes à conta de estarmos juntos e de termos a sorte de desfrutar de um sítio fantástico onde a liberdade do tempo, do espaço, e do silêncio (se o desejarmos) nos deixam recarregar "baterias" devidamente e em paz.
As manhãs são de praia e as tardes são para o que se quiser. Há quem continue a dormir a sesta, há quem leia embalado na "rede", há os que ficam todos engelhados por não sairem da piscina, há os passeios de bicicleta e mais coisas ainda que se repetem ano após ano. E há eu (e agora com a companhia das minhas filhas) que gosto de passar as tardes nos meus trabalhos manuais. Aproveito para me desforrar do tempo que não tenho em Lisboa o resto do ano para fazer tudo o que gostaria e que vou compilando numa longa lista de "desejos".
Já não sinto nenhum embaraço em dizer que a máquina de costura me acompanha nesta migração para sul. 
E este ano levei comigo uma manta/colcha para a cama do Miguel que fazia parte dos pendentes e que tinha começado exactamente há um ano atrás.
aqui tinha falado da imensa pilha de camisas do J que vou acumulando. Desta vez recorri novamente a este monte e utilizei algumas para fazer esta manta.
Aproveitei ao máximo o tecido e por isso em alguns dos quadrados vêem-se costuras das próprias camisas que resolvi manter. Para ser um bocadinho mais rápido a unir decidi fazer quadrados de 25cmX25cm (depois demorei um ano a completá-la mas isso é um pormenor). A única preocupação consistiu em distribuir os padrões de modo a ter um ou no máximo dois por fila. Sendo o meu filho um sportinguista ferrenho lembrei-me de fazer o viés com 2,5cm de largura em verde liso e que combinava na perfeição com o único padrão que não era em azul - o das riscas verdes e brancas fininhas. Simplifiquei, e para o interior escolhi um tecido de algodão leve parecido com ganga.
A escolha do verde não foi só por causa do Sporting, na realidade o meu receio foi que o meu querido adolescente não quisesse que eu mudasse uma "vírgula" daquele antro que passa a ser o quarto de qualquer rapaz ou rapariga a partir de certa idade (leia-se adolescência).
E como à conta da dita da manta resolvi mudar a disposição dos móveis ainda era mais arriscado (é claro que os pôsteres que estão na parede não mudaram um milímetro que fosse).
Mas não foi o caso. Até correu muito bem e até já me pediu mais umas pequenas coisas das quais uma ainda hei-de registar aqui. 
Para acompanhar a manta fiz as fronhas de cinco almofadas pequenas. Para me dar menos trabalho, e não ter que escolher entre botões ou fechos éclair no acabamento, aproveitei a frente das camisas e foi só cortar e coser.
Ficou simples e o meu filho gostou :)
(falta-me dizer que estas fotografias também foram tiradas pela Mariana)

retour à la normale

translate to English


Tal como tinha prometido a mim própria voltei às minhas rotinas.
Depois de chegar a casa, antes de começarmos a jantar, à luz do sol de final de tarde que invade a cozinha, dedico-me aos pendentes que andavam por aí há imenso tempo.
A história deste casaco de lã começou em 2011 numa visita a Madrid enquanto passeava sozinha à espera que o J terminasse mais uma das suas muitas reuniões.
Como de costume, entre outras coisas visitei lojas de lãs e o resultado final acabou assim quase cinco anos depois :). Já o experimentei e ficou exactamente como desejava, justo, curto, e sem parecer um saco de batatas depois de o vestir.
A Mariana tem sido a minha "doce" companhia de final de tarde nestes últimos dias entretida a fazer uma coisa especial que também hei-de registar aqui assim que estiver terminada.

thinking out of the box

translate to English

A minha família respira de alívio. E eu também.
Entreguei hoje o último trabalho na faculdade para este ano lectivo.
Além de passar a estar por aqui mais frequentemente volto hoje às outras coisas que deixei a meio, uma manta para a cama do meu filho, um xaile que a simpática e talentosa Vera me ensinou a fazer na Retrosaria, e mais uma ou outra coisa.
Durante este tempo que passou foram muitas mais as vezes que peguei nos lápis e nos pincéis do que as que me sentei a costurar.
Mas no final do semestre o projecto final deixou-me matar a saudade pelo gosto em fazer estas coisas.
O exercício baseava-se nos "ready-made" do Marcel Duchamp uma forma de arte que desconhecia e que me custa a compreender mas devo confessar que o exercício foi um desafio bem interessante.
Basicamente teria que escolher uma entre algumas peças que nos definiram, pensar nela como uma tela em branco, e mudar-lhe a função. Ah, é verdade, e já agora a questão da sustentabilidade também era importante.
Lembrei-me logo do monte de camisas de homem que vou "coleccionando" por força das circunstâncias.
Depois de voltas e mais voltas com as camisas sobre um manequim cheguei finalmente a uma "solução" que me dizia algo e surgiu esta ideia de transformar (cinco) camisas de homem num vestido e neste alfinete de peito avantajado.
Talvez me tenha desviado um bocadito de nada do dito do conceito puro e duro dos "ready-made" (não sei ...) mas modéstia à parte gostei do resultado final. E devo dizer que como método para a geração de ideias me parece óptimo. E estou a falar a sério :)
Na verdade foram mais do que cinco camisas porque até conseguir acertar com a manga raglan que decidi aplicar para poder manter a estrutura dos colarinhos houve mais algumas que foram destruídas.
A simplicidade tem muitas vezes um preço alto e neste caso a simplicidade aparente do resultado final esconde várias horas a testar a adaptação de um molde convencional (a da manga raglan) sobre duas camisas em vez do tecido plano sem cortes.
Mas valeu a pena! Era precisamente este "thinking out of the box" que procurava e não me posso queixar porque o tive em dose considerável.
Alô família! Ainda estão aí? Estou de volta e obrigada meus queridos pela vossa ajuda para esta tresloucura e pela vossa paciência que às vezes me parece infinita :)
E agora quase férias .... :)

ao som do charleston

translate to English



Este Carnaval teve esta parte boa.
A ideia foi dela e as escolhas dos materiais também.
Até deu direito a um desenho para ilustrar bem o pretendido. :) 
Fiz um vestido inspirado nos anos 20 para a Mariana levar para o liceu hoje.
Foi feito um pouco à pressa mas serviu o objectivo.
Dançar até não poder mais (um bom Charleston, se possível fosse)  :)

botões de partilha