Uma toile é um protótipo de um novo molde que queiramos experimentar pela primeira vez para podermos fazer afinações e ajustes ao modelo inicial sem estragar o tecido final que escolhemos.
Para fazer estas provas experimentais deve-se escolher um tecido claro que permita ver bem as marcações, e o "toque" deve ser o mais parecido possível com o tecido final para que possamos avaliar melhor o resultado real.
Uma toile não tem necessariamente que reproduzir a peça completa e podem existir situações de design mais complicado em que é necessário fazer mais do que uma toile em etapas diferentes de execução da mesma peça de vestuário.
Nas minhas aulas de costura utilizamos normalmente pano cru que custa mais ou menos 3 euros o metro. Depois de provar e ter a certeza que está tudo ok, desmancha-se retirando os alinhavos, e fica-se com as diversas partes soltas com as marcações em giz ou em caneta.
Em seguida já podemos cortar o tecido final sobre a toile em vez de recorrer ao molde em papel vegetal.
Se quiser ficar com o molde correcto então terei que reproduzir os diversos ajustes no desenho original ficando assim com a peça exactamente à minha medida (pelo menos, enquanto mantiver o mesmo peso).
Uma trabalheira ... e por isso é sempre a custo que desmancho o pano cru.
Para não "sofrer" tanto quando estou em casa a fazer algo semelhante e para acalmar a ânsia de utilizar o tecido "à séria", sempre que possível, opto por utilizar tecidos baratos e de qualidade inferior em vez do pano cru. Se tiver a sorte de acertar à primeira aproveito melhor o meu tempo e ganho uma peça de roupa nova.
Embora a peça em causa, um caftã, não seja propriamente de uma grande dificuldade de execução resolvi ensaiar com um tecido cujo padrão me agradou bastante em vez de utilizar tecidos mais caros. Neste caso justificou-se pela quantidade de tecido necessário para fazer um caftã comprido - ou seja, cerca de 2,50m com 1,40m de largura.
Embora a qualidade da fotografia não seja a melhor foi o que consegui em final de tarde e este modelo retirei-o da Manequim de Novembro. Estarmos em estações de ano opostas em relação ao Brasil é uma vantagem e esta é uma das revistas que normalmente tem modelos simples que gosto de experimentar.
É "giro" para levar para a praia ...
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no entretanto
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e enquanto não me decido acabei mais um vestido maxi.
O tecido que usei parece de malha e tem bastante elasticidade. Para que a fita que liga as duas partes à volta do pescoço não deformasse resolvi aplicar-lhe entretela termocolante e fazê-la suficientemente "grossa" para não deslizar.
Este teve a aprovação da Marta! O que para mim é elogio suficiente!
Venha o próximo.
duas faces
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do mesmo saco.
Este fim-de-semana apeteceu-me fazer um saco novo.
E mesmo mesmo a acabar olho para o lado e vejo um tecido com umas rosas que me pareceram o ideal para quebrar a monotonia do padrão aos quadrados. Foi recortar e aplicar.
Aproveitamento de tecidos e sem planos, tal como eu gosto.
a pedido
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Não é uma novidade. A novidade é que se tratou de uma encomenda.
A pedido sofreu ligeiras alterações: o decote diminuiu de diâmetro, as mangas estão mais curtas e com abertura maior no final, e em baixo aumentei para não ficar justa na zona da anca.
Espero que seja do agrado da contemplada!
quando errar é o verbo que predomina
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Um fim-de-semana nisto ... Medi, alterei o molde para folgar mais em baixo, fiz e desfiz, acertei daqui e acertei dali, e não consegui que saísse como eu queria.
Já não consigo arranjar forma de disfarçar o quadrado que não ficou centrado na frente e a ideia agora é dar uma volta àquele decote que talvez à terceira acerte. Era para oferecer mas vai ficar para mim. Com boa vontade minha até consigo imaginá-la em conjunto com umas calças brancas justas e umas sandálias rasas giras.
É assim! Há dias em que por mais voltas que dê isto não me sai bem.
Já não consigo arranjar forma de disfarçar o quadrado que não ficou centrado na frente e a ideia agora é dar uma volta àquele decote que talvez à terceira acerte. Era para oferecer mas vai ficar para mim. Com boa vontade minha até consigo imaginá-la em conjunto com umas calças brancas justas e umas sandálias rasas giras.
É assim! Há dias em que por mais voltas que dê isto não me sai bem.
maxi dress
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O tecido estava guardado à espera de uma ideia.
Tendo em conta as cores parecia difícil de sair da prateleira.
A ideia foi da Marta (que detesta cor-de-rosa! Como seria se não detestasse ...). E o molde fui eu que fiz.
Com a mudança da hora o dia já se prolonga pelo final da tarde. Mas não chega, continuo a desejar que venham os dias de calor, o sol, as tardes mornas da Primavera e as noites boas para trocar as conversas de lareira pelas conversas de varanda.
É por causa desta falta de sintonia com este tempo que teima em desiludir-me que cá por casa se vai fazendo vestidos a lembrar o Verão. Se tudo correr bem e se este domingo o tempo deixar pode ser que seja desta que consigo ir ao mercado do CCB.
a costureira
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Em linho e em amarelo, bem largo para que sirva e não exponha algum ângulo menos favorável, e para usar no Verão quando estiver um bocadinho mais bronzeada. Ou então em breve na loja para alguém que também aprecie e decida comprar antes de eu o vir a usar. Talvez ofusque um bocadinho mas eu gosto.
Há uns tempos atrás ao ler a autobiografia da Agatha Christie sublinhei esta parte do texto:
"Ao lado da sala ficava a saleta, onde, invariavelmente, estava quase sempre instalada uma "costureira". Agora que penso nisso, as costureiras eram um elemento inevitável em todas as casas. Todas se pareciam um pouco entre si, no sentido em que eram geralmente muito refinadas, estavam em circunstâncias infelizes, eram tratadas com uma cortesia cautelosa pela dona da casa e pela família e sem qualquer cortesia pelos criados, recebiam as suas refeições em bandejas e - tanto quanto me lembro - nunca conseguiam produzir uma peça de roupa que servisse. Era tudo demasiado apertado ou demasiado largo. A resposta a qualquer queixa era sempre:
- Ah, sim, mas Miss James teve uma vida tão infeliz.
Assim, na saleta, Miss James sentava-se e cosia, rodeada de moldes, com uma máquina de costura à frente."
Neste momento esta última frase poderia bem descrever uma parte da sala aqui em casa. E eu até acrescentaria " ... rodeada de moldes, de tecidos, com uma máquina de costura à frente.".
Mas a parte sobre a infelicidade não encaixa. Esta ideia de aprender a costurar surgiu por acaso do gosto em querer saber fazer algo que não seja puramente intelectual ou da gestão.
Quis usar as mãos para produzir algo que não seja uma folha de excell, ou um power point, ou qualquer uma dessas coisas que a Microsoft tem p'raí e que é muito útil para sermos cada vez mais rápidos e super eficientes quando estamos a trabalhar.
Comecei por tricotar, crochetei, e finalmente costurei. E isto de costurar é altamente terapêutico, liberta a mente das preocupações, e normalmente cura-me as dores de cabeça quando as tenho. Quis fazer algo que fosse palpável e que desse prazer olhar, mexer, e dizer que fui eu que fiz.
O pronto-a-vestir dá jeito mas já me aborrece. Está na altura de algum revivalismo para quebrar esta tendência tipo Zara. Usar uma peça de roupa feita em casa tem "estilo" (nota-se muito que estou a vender a minha sardinha?). Falando a sério, usar roupa feita por mim dá-me gozo. E oferecer roupa feita em casa também. É como dar um bocadinho do tempo de quem fez e esse é um bem precioso.
Não vejo "a costureira" como a figura menos feliz da Agatha Christie, para mim até já tem jeito de artista. Sou uma romântica, eu sei ... :)
tecidos que lembram bibes
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Há tecidos que lembram a escola mas nem por isso deixam de ser interessantes para se fazer outro tipo de roupa que não seja bibes de criança.
Dois dos meus favoritos são o tartan de algodão em encarnado e o vichy preto e branco.
No modelo certo ficam bem com umas calças de ganga.
E o modelo que escolhi é exactamente o mesmo que usei aqui.
Dois dos meus favoritos são o tartan de algodão em encarnado e o vichy preto e branco.
No modelo certo ficam bem com umas calças de ganga.
E o modelo que escolhi é exactamente o mesmo que usei aqui.
feirar
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Às vezes as coisas boas vêm das pessoas de quem menos se espera.
Muitas vezes a vida é feita de coincidências. Ainda bem que essas pessoas generosas andam por aí e que eu tive a sorte de me cruzar com elas. Já agradeci e agradeço de novo esta oportunidade porque esta era uma das coisas que queria experimentar fazer este ano: feirar. Se tudo correr bem e não houver cancelamentos eu e os meus modelitos vamos estar este domingo no mercado do CCB.
Obrigada! :)
do castanho e da seda
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Fiz novamente o mesmo modelo mas em castanho e em tecido de seda.
Do castanho que é uma cor de que normalmente pouca gente gosta eu gosto de usar.
E da seda como esta que é tão difícil de costurar. Desliza por todos os lados. Os pontos "enrugam" e é preciso desfazer e coser de novo. Enfim, custou mas foi. Done.
Do castanho que é uma cor de que normalmente pouca gente gosta eu gosto de usar.
E da seda como esta que é tão difícil de costurar. Desliza por todos os lados. Os pontos "enrugam" e é preciso desfazer e coser de novo. Enfim, custou mas foi. Done.
em cor-de-rosa
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De uma das cores de ontem saiu esta túnica num modelo que já experimentei.
Reduzi ligeiramente o decote e o comprimento e ficou na medida certa.
Simples vai bem sem nada à mistura ou com um colar comprido.
Mas num dia especial, se apetecer, porque não usar com uma "flor".
Reduzi ligeiramente o decote e o comprimento e ficou na medida certa.
Simples vai bem sem nada à mistura ou com um colar comprido.
Mas num dia especial, se apetecer, porque não usar com uma "flor".
aprendendo
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Quando vi este tecido de algodão em malha a parecer crochet nem hesitei. Não sabia bem o que faria com ele mas gostei tanto que comprei na mesma. Só depois é que me ocorreu que podia utilizá-lo para fazer mais uma túnica igual ao modelo que usei na zig zag.
O que nunca pensei foi nas implicações de comprar um tecido assim.
A quantidade acrescida de trabalho por causa dos remates da gola, das mangas, e das bainhas que tiveram que ser todas debruadas com fita de viés (escolhi uma de cetim em vez de algodão) para não se desfazerem. Mas o trabalho que deu compensou e fiquei satisfeita com o resultado. Olhando para o decote ou para as aberturas das mangas quase não se percebe que têm uma bainha e não aparecem fios nenhuns.
Por outro lado também aprendi que pelo facto deste tecido ter maior elasticidade (tem 5% de elastano) cortado a partir exactamente do mesmo molde acabou por ficar cerca de 5cm mais comprido do que o modelo anterior.
É claro que a excelente ideia da fita de viés foi uma orientação da minha "mestra" das aulas de costura. De outra forma a minha sapiência não chegaria a tanto tendo em conta que tal problema nem me ocorreu a não ser quando chegou o momento de fazer as ditas bainhas.
Conclusão: primeiro, ter mesmo em consideração o tecido sugerido nas instruções dos moldes, e segundo, existem detalhes de execução que não vêm explicados em lado nenhum o que tem a vantagem de nos permitir uma grande dose de criatividade ou a desvantagem de nos dar uma grande dose de frustração.
continuando com os drapeados
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O tipo de tecido que escolhi ajuda imenso com os drapeados. Optei por fazer um viés do próprio tecido na zona do pescoço/colarinho e cosi à mão as bainhas com um ponto "invísivel". Estes detalhes acabam por fazer diferença no resultado final.
Esta também tem uns pormenores engraçados que me agradam: o feitio da manga, o facto de ser mais justa na zona da anca, e a possibilidade de combinar castanho com preto que normalmente é uma variante difícil.
Combinando com as calças certas julgo que tanto dará para usar durante a semana em trabalho como ao fim-de-semana para sair.
zig zag
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A que eu disse que era a next em curso foi feita com este tecido que tenho na loja e de que gosto imenso.Desta vez consegue-se perceber melhor o feitio da manga. Aberta a meio desde o ombro até à zona do punho faz um efeito giríssimo. Se me apetecer uso a parte de trás um pouco mais descaída e fica menos decotada. Super confortável e bem simples como eu gosto.
josefina
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Foi o nome que o meu filho Miguel deu ao manequim que recebi como presente de Natal. Na impossibilidade de encontrar um às antigas com as medidas certas digamos que este foi bem-vindo.
E já comecei a dar-lhe uso para experimentar algo que fiz com um tecido que me uma amiga minha me ofereceu (também este Natal, diga-se!).
O modelito feito por mim durante estas férias de Inverno (e já a pensar nas férias de praia) foi tirado de um livro de moldes que comprei na Retrosaria. Além dos livros japoneses (deliciosos) com modelos de fair isle, e que eu ainda não consegui decifrar, tenho vindo a descobrir os de costura que me parecem igualmente tentadores mas muito mais fáceis de entender (pelo menos para mim) que os de tricot.
Descobri os drapeados da designer Hisako Sato, e este modelo está entre os meus favoritos. Os modelos que tenho visto desta designer apresentam-se com tecidos lisos (provavelmente em tecido de malha) e com cores sóbrias, por isso apostei no oposto, ou seja, tecido de algodão estampado em encarnado :)
Quanto à execução tem pormenores engraçados, principalmente nas mangas que não consegui fotografar em condições, e a estrutura geométrica do molde é tão simples que quando se olha à primeira nem se percebe como é possível sair dali um vestido. Acertar os padrões na frente deu uma trabalheira e obrigou-me a desperdiçar algum tecido. É um pormenor importante que faz toda a diferença para quem liga a estas coisas. Embora tenha ficado bem (modéstia à parte) tal como suspeitava este tecido não é o que melhor se ajusta a este modelo. Os tecidos africanos por serem de algodão e pesados não tem um "cair" (é assim que se diz?) bom para estes drapeados, e o padrão apesar de ser repetitivo dificilmente é simétrico.
Enfim, a segunda experiência já está em curso com outro tipo de tecido ... Next!
E já comecei a dar-lhe uso para experimentar algo que fiz com um tecido que me uma amiga minha me ofereceu (também este Natal, diga-se!).
O modelito feito por mim durante estas férias de Inverno (e já a pensar nas férias de praia) foi tirado de um livro de moldes que comprei na Retrosaria. Além dos livros japoneses (deliciosos) com modelos de fair isle, e que eu ainda não consegui decifrar, tenho vindo a descobrir os de costura que me parecem igualmente tentadores mas muito mais fáceis de entender (pelo menos para mim) que os de tricot.
Descobri os drapeados da designer Hisako Sato, e este modelo está entre os meus favoritos. Os modelos que tenho visto desta designer apresentam-se com tecidos lisos (provavelmente em tecido de malha) e com cores sóbrias, por isso apostei no oposto, ou seja, tecido de algodão estampado em encarnado :)
Quanto à execução tem pormenores engraçados, principalmente nas mangas que não consegui fotografar em condições, e a estrutura geométrica do molde é tão simples que quando se olha à primeira nem se percebe como é possível sair dali um vestido. Acertar os padrões na frente deu uma trabalheira e obrigou-me a desperdiçar algum tecido. É um pormenor importante que faz toda a diferença para quem liga a estas coisas. Embora tenha ficado bem (modéstia à parte) tal como suspeitava este tecido não é o que melhor se ajusta a este modelo. Os tecidos africanos por serem de algodão e pesados não tem um "cair" (é assim que se diz?) bom para estes drapeados, e o padrão apesar de ser repetitivo dificilmente é simétrico.
Enfim, a segunda experiência já está em curso com outro tipo de tecido ... Next!
a pedido
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de duas famílias e a pensar em alguns presentes de Natal andei entretida a fazer chinelos de quarto.
Entretanto mudei de ideias e os presentes de Natal vão ser outra coisa.
Estes saíram em encarnado e às riscas porque quando fui comprar mais feltro foi-me impossível resistir ao apelo da cor.
em ensaios
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Passar dos chinelos da Mariana a chinelos de adulto exigiu adaptar os moldes que vinham no livro.
Primeiro ensaiei o novo molde em papel vegetal e não deu certo.
À segunda acertei e saíram estes para eu usar e experimentar se são confortáveis.
Agora, finalmente, é avançar com os que estão prometidos.
Primeiro ensaiei o novo molde em papel vegetal e não deu certo.
À segunda acertei e saíram estes para eu usar e experimentar se são confortáveis.
Agora, finalmente, é avançar com os que estão prometidos.
primeiras meias
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Afinal o fim-de-semana foi dedicado ao tricot para terminar as minhas primeiras meias começadas na Retrosaria com a Rosa Pomar e a Zélia Évora a ensinar, claro!
Parecem-me um bocadinho estranhas de aspecto, mas ficam bem justinhas no pé e são super confortáveis.
Mais uma vez, muito obrigada! Este mistério de fazer meias deixou de o ser :)
Parecem-me um bocadinho estranhas de aspecto, mas ficam bem justinhas no pé e são super confortáveis.
Mais uma vez, muito obrigada! Este mistério de fazer meias deixou de o ser :)
algo útil para variar
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A necessidade surgiu do facto da Mariana ter perdido os seus chinelos de quarto (permanece um mistério como é que ela os perdeu).
A ideia surgiu do livro que ultimamente me acompanha.
E ficou mais ou menos parecido. No final acrescentei uma mariquice ao fazer mais um saquinho com restos de tecido para os guardar (só em caso de viagem, claro!).
A Marta já me informou que não quer nenhuns parecidos sequer.
Ao Miguel acho que não vale a pena perguntar.
Não tenho mais "vítimas" a quem recorrer infelizmente.
Mas foi giro de fazer!
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