what's next?

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25 de Junho de 2019
Carpintarias de São Lázaro
Demo'2019
Desfile dos Alunos finalistas de Licenciatura e de Mestrado em Design de Moda da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa

Colecção
21.6 N

"O sol da meia-noite que acontece no solstício de Verão no norte da Europa serviu de inspiração para criarmos uma coleção baseada em diversas demonstrações do conceito de "oposto". Os cambiantes de claro-escuro. O algodão, uma fibra natural vs fibras artificiais. A sustentabilidade vs o uso de materiais sintéticos. E o estilo conjugando formas clássicas com peças informais.
Mas principalmente a luz. Que nos surge nas mais diversas formas quando se transforma através de sombras, de reflexos, e de cor, que quisemos captar na harmoniosa paleta de tons selecionada sobre uma imagem do pôr do sol ... nos reflexos de janelas que aparecem estampados em bolsos ... ou, na cor cuidadosamente aplicada em certos detalhes."

O ANTES


O DURANTE
E, O DEPOIS ...
DESDE O DIA 25 ATÉ HOJE ! :)

"the sweet shades of light"

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foi o tema escolhido para a colecção final.
o último trabalho.
quase a chegar ao fim ...
... de algo que quando começou não fazia a mínima ideia como iria acabar.
Ou se acabaria sequer.
Um simples esboço sem importância no meio de não sei quantas dezenas ou centenas de outros esboços que fiz. Pode não ser o melhor nem o mais bonito mas tem o privilégio daquele "lugar comum" de ser o último.
Escolhi ao acaso e quando olho para os traços no papel levo tempo a desviar o olhar. Não dá para descrever o que sinto, mas o que sinto é bom.


Como quase toda a gente que conheço fiz o percurso normal: liceu, faculdade, trabalho.
E jamais, em tempo algum, depois de acabar uma licenciatura pensei que alguma vez voltaria a passar pelo mesmo. Aulas, exames, grupos de trabalho ...
Para fazer um curso que ainda por cima não tem nada a ver com a minha formação inicial. Passar da matemática para o design (e ainda por cima) de moda aparentemente não tem nada a ver. Ou será que tem? :)
As primeiras reacções foram "a sério? que giro! o que é que te deu?".
Pois não sei bem!
Motivos que já não importam fizeram-me ficar completa e absolutamente cansada da rotina dos dias.
Comecei a sentir a necessidade de algo novo. E algo que de início serviu para afastar a frustração do dia-a-dia, na verdade veio a revelar-se um recomeço.
No meu íntimo acho que sabia que uma vez começado teria que o acabar. E na verdade, embora não o admitisse, sabia que muito provavelmente iria levar-me a uma ruptura com tudo o que fizera até aí.
A treta das universidades séniores nem me passou pela cabeça. A palavra sénior ainda me é estranha apesar de a ouvir cada vez mais. Quando me candidatei a minha filha mais velha estava a um ano de terminar o liceu.
Nesta parte da minha vida passei a ser uma carta fora do baralho: as minhas "colegas" tinham a idade dos meus filhos, alguns professores eram mais novos do que eu, e o pessoal auxiliar ficava na dúvida se eu seria uma professora recém chegada para o corpo docente da faculdade. :) :) :)
Foi divertido e muuuitissimo interessante sem dúvida.
Era tudo tão mas tão diferente dos meus tempos de faculdade! Coisas boas e outras menos boas! Mas sem dúvida extremamente enriquecedoras e que me deram uma "visão" da realidade diferente daquela a que estava habituada a ver.
No final de Junho mais ou menos entro de férias.
E vou descansar! Não vou fazer absolutamente nada! Até ver ...

Les modistes

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"Le modiste est un créateur de chapeaux, lesquels sont souvent vendus en tant que pièces uniques. La création de chapeaux tient compte de différents critères : personnalité, physique, circonstance, budget. Les clients sont les particuliers, les théâtres et le cinéma.
...
Ce métier était fort pratiqué par les femmes au début du xxe siècle, grande période de la mode du chapeau. Il était alors beaucoup moins « huppé », plus banalisé et plus répandu qu'il ne l'est aujourd'hui. Cependant, les modistes avaient le privilège de livrer leurs créations par le grand escalier et non par l'entrée des fournisseurs.
En France, Sainte Catherine est la patronne des modistes. Les jeunes femmes âgées de 25 ans non mariées qui travaillent dans l'industrie du vêtement sont surnommées « catherinettes ». Le 25 novembre, jour de la Sainte Catherine, elles se doivent de porter un chapeau souvent « farfelu », fabriqué par leurs amies. Cette tradition du xixe siècle subsiste encore dans le milieu de la mode."


Paul Signac

Arco Madrid

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À procura de umas fotografias para um trabalho encontrei estas que já nem me lembrava que tinha tirado há uns tempos atrás quando visitei a Arco em Madrid.
Houve várias obras que me chamaram a atenção. Estas são algumas das que não me importava de ter.
Sempre gostei destas instalações com estas luzes. Aqui ao pé de casa estão a fazer obras de remodelação num teatro que tem várias composições do género que ainda não percebi se vão deitar fora. Todos os dias passo lá à porta mas até agora não tive a sorte de encontrar alguém para perguntar se vão mesmo deitá-las fora.
Ideias para mais tarde. Nada como um casaco em cujo forro guardo recordações.


Experiências de um artista do qual infelizmente não guardei o nome mas que me explicou que para esta composição tipo patchwork utilizou técnicas de tingimento natural com indigo.

Parece uma daquelas obras à Marcel Duchamp.
Primeiro, alguém lembrar-se de utilizar camisas para criar uma obra de arte.
Segundo, conseguir dar-lhe forma e cor de um modo coerente que para mim se assemelha a uma flor.


Tramas e teias.
Algo que sempre me atrai. :)


"voltas"

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"A vida dá muitas voltas".
Esta é uma expressão que a minha mãe me diz de vez em quando.
Umas vezes à laia de conclusão sobre algo que lhe parecia que não ía dar bom resultado, mas que afinal acabava em bem. Outras vezes como sinal de esperança. Bendita sabedoria a sua! Resultado dos anos e de já ter visto muita coisa acontecer!
O tempo tem esta virtude. Às vezes é preciso esperar. 
Não quer dizer que esperar só por si seja suficiente. É preciso fazer algo. Acreditar que é possível. Fazer planos. Desejar. Sonhar até. 
Às vezes parece que não vamos a lugar nenhum. Apetece desistir.
Mas depois há aquele espírito de sobrevivência que nos mantém à tona.
Até que no meio da confusão encontramos peças do puzzle que começam a encaixar. Encontramos uma réstia de algo que começa a fazer sentido. Até ao momento em que surge uma ténue possibilidade de transformar uma oportunidade em coisas reais.
Reflectindo sobre o passado, à distância dos acontecimentos, parece que afinal só podia ser assim.
O futuro é sempre uma incógnita mas finalmente parece que algo poderá vir a acabar em bem.


bolsas

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... tenho várias, para guardar tudo e mais alguma coisa.
Esta foi uma das primeiras que fiz há uns anos atrás.
Com as mudanças vêm sempre as arrumações. Quando a encontrei achei que estava na altura de substituir a minha velha bolsa de tricot. Papéis e linhas soltas no lixo. E tudo o que andava espalhado foi para os respectivos saquinhos e caixas.
E também teve direito a um pin comprado na Retrosaria há uns meses atrás.
Agora só falta o Ravelry que está novamente a precisar de actualização, mas vai ficar para outro dia.



"Minimalism" e "The True Cost"

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Este fim-de-semana vi estes dois documentários.
O primeiro chamado "Minimalism" é mesmo o que o nome indica. Pensar sobre o que é essencial, no frenesim consumista em que se vive porque cada vez há mais motivos que se inventam e publicitam para nos levar a consumir recursos que cada vez são mais escassos.  "Black Friday", ... Dia dos Namorados, ... e outros do gênero?! ... isto é o quê exactamente?!
Um ciclo vicioso que de certeza não nos faz mais felizes.

O segundo chamado "The True Cost" sobre fast fashion é assustador. O que estamos cansados de saber, que sabemos pelos noticiários, mas que acontece lá bem longe. A vergonha do desperdício e do abuso indecente sobre os mais fracos.
É indispensável mudar alguma coisa. 
Ambos deviam ser apresentados em "horário nobre", vistos e revistos, discutidos.
Para reflectir. Para nosso bem é indispensável que algo mude.




borboletas

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Não sou eu que estou na fotografia!
Mas este estado de espírito é o meu!
Em breve algo vai mudar.
Para algo que pensava ser impossível de realizar.
Mas a vida dá tantas voltas ...
Que até o "impossível" às vezes acontece!




a BOA TESOURA

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Não tenho tido oportunidade de registar o que fui fazendo nos últimos meses.
Mas com a experiência que entretanto fui adquirindo sei agora melhor do que antes que para conseguir costurar uma peça de roupa bem feita há certos cuidados que devem ser tidos em conta para evitar frustrações, desistências, ou peças "mais ou menos" bem.
Os procedimentos habituais de lavar o tecido, engomar, acertar as ourelas, encontrar o "fio direito" ... e etc. ... até ter todos os componentes do molde correctamente cortados levam o seu tempo e devem ser cuidadosamente respeitados.
Fazendo uma pesquisa pelo Google facilmente se encontram diversos tutoriais como por exemplo aqui, ou aqui, por aqui, e para quem ainda tiver paciência, só mais este aqui que é um dos meus locais favoritos.
Mas além das instruções e da prática em segui-las a utilização de boas "ferramentas" ou acessórios é essencial. 
E o principal de todos eles é sem dúvida ter uma BOA TESOURA.
Parece assim uma coisa sem importância mas na verdade não é.
Para além da BOA TESOURA existem ainda outras peças que são igualmente úteis e necessárias.


Estas são as que mais utilizo.
São muitas de facto, mas confesso que para chegar a um bom corte ainda faltam algumas peças como, réguas, "pesos" (super importantes os "pesos"), e mais uma ou duas. Incluí-las iria tornar este texto ainda mais longo e por isso optei por não as mostrar. Sobre as réguas então há todo um mundo a explorar garanto!
A chave de parafusos e o marcador de giz são outsiders mas como estão no mesmo estojo que os outros achei mal tirá-los da fotografia :). E também me são muito úteis mas isso seria outra história.
Voltando aos objectos cortantes. Pareceu-me boa ideia acrescentar uma legenda.
O que vou escrever a seguir é a minha opinião e existe de certeza quem ache o contrário ou conheça melhor, mas estas são as minhas escolhas e dou-me bem com elas.
Começando pela zoomórfica tesoura de bordados. Não poderia ser outra tendo em conta o facto de ter a forma de um pássaro. Foi das primeiras que comprei há imenso tempo na Retrosaria.
A tesoura de costura é a mais usada e este tamanho é o ideal, nem mais pequena nem maior.
A tesoura dos zigue-zagues é do Ikea e sobre ela não tenho nada a dizer.
As três tesouras de tecelão. Desde sempre tive a cor-de-laranja que achei sempre que não prestava até encontrar as outras duas que são fantásticas.
O abre casas ou descosedor, usei aqueles fininhos às cores muito baratinhos que há em quase todas as retrosarias até encontrar este que lhes dá dez a zero.
Os x-acto necessários para o patchwork e muito melhores de utilizar para certos materiais como o burel ou daqueles que tenham pelo. Só é pena que a lâmina do x-acto rotativo tenha que ser tantas vezes substituída. Gostava de saber se existirá alguma forma de reaproveitar estas lâminas.
A tesoura para cortar papel só serve para cortar papel e jamais em tempo algum qualquer uma das outras deve ser utilizada com este fim.
E a que deixei propositadamente para o fim, a tesoura de talhar de modista, ou melhor dizendo a BOA TESOURA. Esta é, para mim, a "estrela" principal. Faz toda a diferença. E só é possível avaliá-lo quando chegamos à fase de juntar as peças e tudo bate certo. Para quem já sofreu vezes suficientes a costurar peças com tecido que sobra ou "piques" que não batem certo, garanto que é absolutamente fantástico e compensador cortar tecidos com uma tesoura destas.
A primeira que tive foi uma cor-de-laranja da marca Fiskars que foi cara e que nunca achei muito boa. No dia em que experimentei esta que encontrei na Entretex da Rua do Crucifixo digamos que "descobri um novo mundo". Não tem nada a ver e faz toda a diferença.
Por acaso, há pouco tempo encontrei outra da marca Singer (que agora está bem escondida cá em casa) e que comprei numa loja da Rua Ferreira Borges em Campo d'Ourique (onde também encontrei as tesouras de tecelão). Só não a guardei num cofre porque não é muito prático :).
Claro que já não foi a revelação da anterior, que foi a primeira, mas digamos que se a outra estava no top esta passou-lhe à frente.


É bonita, sem dúvida! :)
Só para finalizar, existe ainda uma pequena loja antiga na Baixa, a loja Polycarpo na rua de São Nicolau, que também vale a pena visitar. Além de venderem, também amolam tesouras. Primeiro fazem orçamento e depois logo aconselham se vale a pena ou não reparar. Ainda não experimentei este serviço mas assim que voltar à Baixa tenho duas tesouras para lá deixar e ver como fica.

para 2019

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Esta é a minha agenda para 2019. Com andorinhas, claro!
E com coisas boas a acontecer (espero eu!).
Gostava de não ter estado tão ausente, mas esta é uma daquelas coisas que só resulta quando não se força. Vamos ver como corre este ano!

Ronda

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Sabe sempre bem relembrar por onde andámos estas férias. Não vá a memória falhar e sempre tenho as imagens para poder recordar um dia, mais tarde.
Infelizmente só depois da visita é que descobrimos que existem umas caminhadas que valem muito a pena fazer perto de Ronda.
No problem. Adorámos mesmo assim (apesar do calor)! E havemos de voltar.















gorro

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Este gorro foi um pedido de uma pessoa especial de quem gosto muito.
A Mariana foi a minha ajudante para o conseguir fotografar.




o meu xaile companheiro de viagens

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Aos poucos os vários projectos que por aqui andam vão avançando.
Nas férias fizemos várias viagens longas de carro. Este xaile acompanhou-me sempre e aos poucos foi ganhando forma. As instruções são simples, o que é óptimo quando se viaja porque não obriga a grande esforço de concentração.
A outra grande vantagem é que é leve e cabe numa pequena bolsa, e por isso dá para enfiar dentro do saco que levar comigo e está sempre "à mão".
Estou naquela fase em que cada "carreira" demora uma eternidade a concluir. Vou em 340 malhas de comprimento e tenho que chegar às 390.
Adoro esta cor amarela e é um prazer tricotar uma lã com uma cor assim.
Não está perfeito. Os solavancos do carro faziam com que de vez em quando alguma malha saltasse  e a recuperação nem sempre corria bem.
Não faz mal! Em compensação todos os momentos em que me entretive com ele foram perfeitos! :)



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