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dos planos e projectos destas férias

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Dos meus planos destas férias de Verão que ainda não terminaram:

1. Consegui chegar a meio da minha manta Battenberg da Sandra Cherry Heart iniciada em Setembro de 2024. Finalmente terminei os 410 granny squares coloridos e agora fica a faltar estudar a composição dos mesmos para depois iniciar as uniões com os 410 granny squares em branco (dos quais ainda só tenho 60). O fio é o Mondim da Rosa Pomar. Esta manta é o projecto que me acompanhava nas viagens de carro entre Lisboa e Porto.





 2. Consegui terminar este gorro com fio e modelo da Katia iniciado em Setembro de 2018 que era um presente surpresa para uma amiga mas dado o tempo que passou acho que vai ficar para a minha filha Mariana (peço desculpa pelas fotografias que são um pouco más mas dá para ver que se trata de um projecto bem simples que poderia perfeitamente ter terminado em poucos dias). 




3. Terceiro projecto projectado mas nunca iniciado. Fiz as amostras. Escolhi, comprei os fios, e finalmente consegui a calma suficiente para ler as instruções e iniciar. É uma camisola top-down da Veronika Lindberg ou Kutovakika. Fiz o cast-on pelo método tubular mas não trouxe as agulhas certas que precisava para lhe dar continuidade. Vai ficar em stand-by até chegar a Lisboa.





Ainda passei pela Casa Verde quando fomos a Faro para comprar as agulhas que precisava, mas não tive sorte.


4. Não podendo dedicar-me à camisola resolvi dedicar-me a mais um projecto há muito começado mas interrompido por falta de fio. É o xaile Bord de Mer com fios Olívia da Ovelha Negra. Estou na parte final e tenho um erro na parte rendada que tenho mesmo que corrigir. Já fiz e desfiz e não há forma de acertar. Não sei se vou conseguir resolver ... 



5. Resolvi esquecer o xaile (por uns tempos ...) e iniciei o kit de "Crewel embroidery" da Phillipa Turnbull da Crewel Work Company que comprei há pouco tempo. Estou mesmo a começar e espero que me compense depois do insucesso dos dois anteriores.





6. Em curso, planos de costura sobre este revista de moldes Fibre Mood que encomendei depois de ouvir um dos podcasts da Gemima London.



7. E, por fim, leituras ... terminei "Alvalade visto por dentro" do João Appleton que adorei. Ler este livro trouxe-me muitas memórias do bairro onde nasci e onde vivo e vivi quase toda a minha vida.


Num dos anos mais atribulados que me lembro de ter tido julgo que finalmente começo a ter alguma paz. Obrigada Agosto :)

destes últimos dias

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As férias continuam.
Depois do tempo com os amigos, dos filhos, das namoradas dos filhos, e dos amigos dos filhos, ficamos nós. Ficamos nós os três.
Aprecio esta paz e esta tranquilidade que é feita de coisas banais.
Fico com tempo para apreciar as pequenas coisas como o "toque quente e suave de uma mão mínima que se aconchega na minha ..."
A menininha está a crescer mas continua a andar de mão dada comigo. E eu aproveito enquanto posso, e guardo em memória o teu olhar e a doçura do teu sorriso.
Ainda tenho em casa o som de uma voz de menina.
Podem chamar-me piegas mas é tão bom que ainda seja assim minha querida! :)

Ronda

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Sabe sempre bem relembrar por onde andámos estas férias. Não vá a memória falhar e sempre tenho as imagens para poder recordar um dia, mais tarde.
Infelizmente só depois da visita é que descobrimos que existem umas caminhadas que valem muito a pena fazer perto de Ronda.
No problem. Adorámos mesmo assim (apesar do calor)! E havemos de voltar.















maputo, mozambique

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África. Não era a minha opção mas admito (a quem sabe, se ler isto) que estava errada e que esta foi de facto uma grande escolha. 
Dos meus calmos serões de Inverno à lareira em Janeiro dei um pulo gigante até ao Verão de Moçambique e voltei.
Aterrar novamente em Lisboa este fim-de-semana foi extremamente difícil e voltar à rotina na 2ª feira foi ainda mais complicado. Tenho uma dor de cabeça tipo moinha que me acompanha desde que cheguei e apesar do fuso horário ter só uma diferença de duas horas a mudança de ambiente é tão mas tão radical e o contraste é tão grande que ainda estou com alguma dificuldade em perceber bem o que se passa aqui por casa.
Algumas coisas a registar:
- a simpatia "enoooooooorme" e o sorriso constante acompanhado de um olhar que parecia tão meigo de todos os moçambicanos que encontrámos;
- embora não fosse novidade continuo a ficar surpreendida quando oiço falar português tão longe de casa (a onze horas de vôo de distância),
- a cidade de Maputo. Que achei "bonita" depois de me habituar à imagem de destruição e degradação que sofreu por causa dos anos de guerra. Embora nunca lá tenha estado antes em alguns sítios tive uma estranha sensação de algo familiar como se estivesse em Lisboa,
- facto curioso, quase todas as recuperações dos antigos edifícios que vimos aconteceram a partir de 2012 ou 2013, 
- muitas obras em curso por empresas chinesas,
- as qualidades artísticas fantásticas desta gente, nos graffitis das paredes, nas esculturas de madeira, em n coisas que estão por todo o lado,
- o colorido da roupa e dos lenços que punham à cabeça,
- turismo é coisa que praticamente não existe e não é possível passar despercebido,
- apesar da simpatia, e apesar dos anos que já passaram o ressentimento em relação aos portugueses e ao colonialismo ainda me pareceu estar quase sempre presente, embora não o refiram directamente,
- a consciência crua e dura que qualquer moçambicano tem do que se passa no seu país e a amargura nas palavras por não conseguirem mudar o que sabem estar errado,
- e, por último, adorava poder lá voltar um dia.
As fotografias foram difíceis de conseguir porque andar pela rua de máquina na mão alegremente e despreocupadamente a tirar fotografias não é possível.
Tantos rostos que ficaram por registar, tantas imagens que gostava de ter guardado e não pude ...
Esta era a vista do quarto do hotel onde ficámos: a Catedral "como lhe chamavam os portugueses", e depois as ruínas de um prédio que está assim desde a independência porque "o português fugiu com as plantas" e agora ninguém sabe como acabar (!), o prédio com a fachada lindíssima de azulejos amarelos dos anos 60.



Uma tímida fotografia à distância, numa rua junto à estação, de uma criança a ser carregada às costas da mãe. São imagens deliciosas e todas transportam os filhos pequenos assim. Seria impossível usar um carrinho de bebê nestas ruas, e desta forma é muito mais agradável (e prático) de certeza.
Uma das fantásticas esculturas, que para mim são obras de arte dignas de museu (tipo "ready-made" diria eu que não percebo nada do assunto :)). Esta está na escola francesa e foi feita a partir de peças de motorizadas Kawasaki e outra marca cujo nome já não me lembro.
Restos das munições (de defesa dos portugueses suponho eu) que estão em exposição no interior do forte da cidade.
Imagens do mercado municipal. Elas e eles com ar de frete a olhar para nós do tipo "que é que estes andam aqui a fazer a tirar fotografias e a filmar".  Pela quantidade de fotografias de seguida sobre o mesmo dá para perceber que adoro visitar estes mercados. :)



A lindissima, lindissima, fachada da estação de caminho de ferro, lindissimamente recuperada. Lá dentro é um encanto.
Ainda a estação de caminho de ferro, cuja arcada exterior me lembrou um bocadinho de Lisboa.
Um exemplo da forma como pintam o exterior das casas para anunciar que tipo de serviço ou trabalho podem prestar a quem precise. Este é um exemplo entre muitos.
Fizemos um passeio, que hei-de registar depois, que nos obrigou a fazer cerca de quatro horas de carro (para percorrer mais ou menos 150Km) e estas são as imagens do que vemos à beira da estrada e que me parecem ser uma constante de vida da grande maioria dos moçambicanos.


Independentemente de tudo o resto crianças serão sempre crianças e cada vez aprecio mais a liberdade que lhes é inerente.
 Despedi-me de Maputo assim. Da mesma janela do mesmo hotel onde tinha chegado dias antes. Um céu com umas cores fantásticas do pôr-do-sol, a temperatura absolutamente perfeita, e a certeza absoluta de lá querer voltar (é verdade "meu querido"! quem diria, hã? afinal estavas absolutamente certo ... :).



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