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o "depois" de uns cortinados

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É mais um "dois em um" do que propriamente dar continuidade ao que escrevi há poucos dias.
A primeira imagem é a de um dos últimos quadros que pintei nas minhas aulas de pintura da Sociedade Nacional de Belas Artes e que resolvi colocar no nosso quarto novo.
Ao mesmo tempo foi um dos elementos que ajudou para decidir o padrão e cor deste tecido "toile de Jouy" que escolhi para os cortinados que iriam servir de proteção à estrutura do roupeiro que comprámos no IKEA (na terceira fotografia dá para ver uma parte do dito cujo).
Até agora o varão de suporte está a portar-se lindamente :) e a aguentar estes cortinados que além do peso do tecido principal (digamos assim) ainda tem um forro e aquela espécie de faixa no topo que quis juntar porque o efeito franzido certinho que resultam das fitas de franzir me aborrece.
Uma das maiores dificuldades que tive foi manejar tanto tecido e confesso que se não tivesse uma máquina industrial não teria conseguido coser tantas camadas de tecido com uma gramagem que é superior à dos tecidos que normalmente se usam para fazer peças roupa ou outros projectos mais simples como almofadas ou quilting, por exemplo.
A cortina da janela que aparece na última fotografia também foi feita por mim. Mais uma vez, neste caso, a dificuldade foi encontrar as argolas de níquel de 15mm que cosi à mão e que não havia forma de encontrar em lado nenhum à venda (nem na Amazon onde normalmente recorro para estes materiais mais difíceis de encontrar). Quem me "salvou" foi a loja "Pra Kriar" em Campo d'Ourique. A fita de pompons que aparece nessa cortina também foi o último stock que encontrei há uns meses na retrosaria Adriano Coelho na Rua da Conceição.
Esta casa tem catorze janelas, todas elas com estas cortinas a "meia-haste", foram muitas horas a coser argolinhas, mas consegui que ficasse exactamente do modo que tinha planeado.
Este desafio para manter a "alma" desta casa antiga baseada na integridade e qualidade dos materiais de outras épocas tem sido uma odisseia. Depois de muito procurar (tanto em Lisboa como no Porto) invariavelmente ouço histórias de fábricas que fecham e "já não há quem faça isso, as pessoas agora já não querem ter esse trabalho e depois vão a (certas) lojas que vendem tudo muito barato e com pouca qualidade. Isto está muito difícil, e um dia fecha tudo ... "! 
Bom, ... estou muito contente com o resultado final, e agora vou passar ao próximo projecto!





a última fita de pompons

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Ou noutras palavras "a última coca-cola do deserto"!

Estamos a recuperar uma casa antiga de família e na enorme transformação que estamos a fazer tento manter a "alma" de uma casa que viu várias gerações da mesma família.

Mais tarde hei-de registar um "antes" e um "depois", mas para já vou dedicar-me à dificuldade que foi arranjar materiais têxteis (e não só) que nos permitissem manter a integridade e a qualidade do que nos propunhamos fazer.

Neste caso, tratou-se de fazer um roupeiro para o nosso quarto. Depois de vários orçamentos e pesquisas acabámos por escolher para a organização interior um modelo do IKEA. Imaginar um móvel do IKEA nesta casa era algo que não conseguia assumir e não tinha nada a ver com a dita "alma" de que falei logo no início. Mas após várias pesquisas acabei por me render (ao preço) quando tive a ideia de dispensar as portas e substituí-las por um cortinado. 

Utilizar chita foi uma das hipóteses, mas todos os padrões eram demasiado "fortes" e acabariam por se tornar cansativos, pelo menos para mim. Acabei por optar por um tecido "toile de jouy". Sorte a minha que havia alguns nas lojas de Campo d'Ourique. Escolhi aquele que me pareceu ter o padrão mais simples. Tratando-se de um tema campestre adaptava-se muito bem ao meio em que a casa está inserida. 

Para tornar a solução mais adequada quis juntar uma fita de pompons tão característica de uma certa época. Nunca imaginei que fosse tão difícil encontrar o que queria. Tudo o que encontrava era em poliéster e "made in china". São péssimas quando comparadas com as "verdadeiras" de outros tempos. Andei pela Baixa que cada vez mais se parece com um circo. Onde antes existiam 5 lojas que vendiam passamanaria (daquela produzida nas oficinas da Fundação Ricardo Espírito Santo e Silva) agora não existe nada. Falei com a D Custódia da Franjarte (que fechou há pouco tempo) e doía o coração só de ouvir a história de decadência em que estas lojas entraram. 

Finalmente, consegui encontrar os últimos 6 metros na Nardo. Em toda a Baixa foi a única loja onde tive a sorte de encontrar exatamente a cor que queria, na quantidade que precisava, e sobretudo, com a qualidade e o diâmetro desejado! Mais sorte é impossível! É claro que o preço não tem nada a ver mas viver a olhar para uma fita de pompons de poliéster não seria possível.

É por isso que posso usar a expressão "encontrei a última coca-cola do deserto" com toda a propriedade!

Assim que pendurar os cortinados no próximo fim-de-semana (e se o varão não cair com o peso) hei-de fotografar e deixar registo da obra feita.

Última nota: como auto-didacta pesquisei o Pinterest para escolher o modelo e segui as instruções do "Grande Livro da Costura" das Selecções do Readers Digest.









a quatro mãos

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Um projecto a quatro mãos que tem ocupado uma grande parte do meu tempo nos últimos dois anos.
Pequenos manequins com algumas peças em miniatura do que temos feito para gente grande.



 

a BOA TESOURA

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Não tenho tido oportunidade de registar o que fui fazendo nos últimos meses.
Mas com a experiência que entretanto fui adquirindo sei agora melhor do que antes que para conseguir costurar uma peça de roupa bem feita há certos cuidados que devem ser tidos em conta para evitar frustrações, desistências, ou peças "mais ou menos" bem.
Os procedimentos habituais de lavar o tecido, engomar, acertar as ourelas, encontrar o "fio direito" ... e etc. ... até ter todos os componentes do molde correctamente cortados levam o seu tempo e devem ser cuidadosamente respeitados.
Fazendo uma pesquisa pelo Google facilmente se encontram diversos tutoriais como por exemplo aqui, ou aqui, por aqui, e para quem ainda tiver paciência, só mais este aqui que é um dos meus locais favoritos.
Mas além das instruções e da prática em segui-las a utilização de boas "ferramentas" ou acessórios é essencial. 
E o principal de todos eles é sem dúvida ter uma BOA TESOURA.
Parece assim uma coisa sem importância mas na verdade não é.
Para além da BOA TESOURA existem ainda outras peças que são igualmente úteis e necessárias.


Estas são as que mais utilizo.
São muitas de facto, mas confesso que para chegar a um bom corte ainda faltam algumas peças como, réguas, "pesos" (super importantes os "pesos"), e mais uma ou duas. Incluí-las iria tornar este texto ainda mais longo e por isso optei por não as mostrar. Sobre as réguas então há todo um mundo a explorar garanto!
A chave de parafusos e o marcador de giz são outsiders mas como estão no mesmo estojo que os outros achei mal tirá-los da fotografia :). E também me são muito úteis mas isso seria outra história.
Voltando aos objectos cortantes. Pareceu-me boa ideia acrescentar uma legenda.
O que vou escrever a seguir é a minha opinião e existe de certeza quem ache o contrário ou conheça melhor, mas estas são as minhas escolhas e dou-me bem com elas.
Começando pela zoomórfica tesoura de bordados. Não poderia ser outra tendo em conta o facto de ter a forma de um pássaro. Foi das primeiras que comprei há imenso tempo na Retrosaria.
A tesoura de costura é a mais usada e este tamanho é o ideal, nem mais pequena nem maior.
A tesoura dos zigue-zagues é do Ikea e sobre ela não tenho nada a dizer.
As três tesouras de tecelão. Desde sempre tive a cor-de-laranja que achei sempre que não prestava até encontrar as outras duas que são fantásticas.
O abre casas ou descosedor, usei aqueles fininhos às cores muito baratinhos que há em quase todas as retrosarias até encontrar este que lhes dá dez a zero.
Os x-acto necessários para o patchwork e muito melhores de utilizar para certos materiais como o burel ou daqueles que tenham pelo. Só é pena que a lâmina do x-acto rotativo tenha que ser tantas vezes substituída. Gostava de saber se existirá alguma forma de reaproveitar estas lâminas.
A tesoura para cortar papel só serve para cortar papel e jamais em tempo algum qualquer uma das outras deve ser utilizada com este fim.
E a que deixei propositadamente para o fim, a tesoura de talhar de modista, ou melhor dizendo a BOA TESOURA. Esta é, para mim, a "estrela" principal. Faz toda a diferença. E só é possível avaliá-lo quando chegamos à fase de juntar as peças e tudo bate certo. Para quem já sofreu vezes suficientes a costurar peças com tecido que sobra ou "piques" que não batem certo, garanto que é absolutamente fantástico e compensador cortar tecidos com uma tesoura destas.
A primeira que tive foi uma cor-de-laranja da marca Fiskars que foi cara e que nunca achei muito boa. No dia em que experimentei esta que encontrei na Entretex da Rua do Crucifixo digamos que "descobri um novo mundo". Não tem nada a ver e faz toda a diferença.
Por acaso, há pouco tempo encontrei outra da marca Singer (que agora está bem escondida cá em casa) e que comprei numa loja da Rua Ferreira Borges em Campo d'Ourique (onde também encontrei as tesouras de tecelão). Só não a guardei num cofre porque não é muito prático :).
Claro que já não foi a revelação da anterior, que foi a primeira, mas digamos que se a outra estava no top esta passou-lhe à frente.


É bonita, sem dúvida! :)
Só para finalizar, existe ainda uma pequena loja antiga na Baixa, a loja Polycarpo na rua de São Nicolau, que também vale a pena visitar. Além de venderem, também amolam tesouras. Primeiro fazem orçamento e depois logo aconselham se vale a pena ou não reparar. Ainda não experimentei este serviço mas assim que voltar à Baixa tenho duas tesouras para lá deixar e ver como fica.

da ausência e das ideias que não faltam

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Mariana: "Mãe, este casaco já não me serve. Era de quando não deixavas os teus projectos a meio. Lembras-te? Queres guardá-lo ou é para darmos?"
Esta frase é recente. Se tivesse sido dita há meses atrás provavelmente não lhe teria ligado. Mas dita agora fez-me pensar.
Os últimos meses têm sido tempos diferentes.
A ausência foi mesmo uma ausência de quase tudo no verdadeiro sentido da palavra.
Após um período completamente vazio de ideias ou de coisas feitas tenho agora a impressão que deve ter sido mais ou menos no final do último Verão que algo começou a mudar.
Aos poucos voltou a vontade de ir fazendo coisas, coisas de que sempre gostei e que tinham deixado de me apetecer. Voltar a desenhar de novo, ler, tricotar, ..., enfim ... fazer. Apetecia-me recomeçar com algo embora não soubesse bem o quê.
Em meados de Setembro uma amiga telefonou a propor-me um "desafio". Precisava de um vestido para um jantar e queria saber se eu estaria disposta a fazê-lo. Disse-lhe que sim. O que fez com que pela primeira vez tenha uma peça imaginada e concluída por mim, a começar no desenho e a acabar na peça feita propriamente dita. Infelizmente não fiquei com fotografias do resultado final, mas ainda tenho os rascunhos com os desenhos que lhe enviei para escolher o que mais gostava. O do último desenho foi o eleito.


Estes desenhos só surgiram em meados de Outubro. Até lá nada me ocorria. Até que, começar a sentir a urgência de cumprir um "deadline" ( às antigas :) ) teve o efeito esperado.
A "incumbência" deste vestido, digamos assim, ocupou-me até ao final de Novembro.
("olhando" para trás) foi como um "click" (acho eu agora) para voltar "ao activo".
Ainda a tempo do Natal, e feito um bocadinho à pressa, a Mariana ganhou um novo top, muito simples, mas mesmo à medida do que me tinha pedido e que ela tinha imaginado usar na noite de dia 24. Com o "balanço" cortei mais um igual que está na "calha" à espera de paciência para que acerte de vez com a "corta e cose".

Uma gola para a Mariana parada há meses levou um grande avanço e no final de Dezembro ficou a faltar somente a união dos lados para a terminar. Fi-la com a lã Cobertor da Retrosaria. O modelo veio do livro "O tricot da Luisa" da Luisa Ló.


Chegou Janeiro.
Veio a vontade de escrever por aqui de novo.
Terminei os sacos que há 1 ano esperavam ao lado da máquina de costura.


Fiz o meu primeiro xaile.
Resolvi recomeçar outro xaile cuja primeira tentativa tinha sido em 2013 (inacreditável como o tempo passa).
Numa visita ao Porto em meados de Março passei pela loja da Ovelha Negra e encantei-me com as lãs que lá encontrei. Trouxe alguns novelos de Olívia para um terceiro xaile que já comecei entretanto (esta coisa de fazer xailes está a tornar-se um vício).




Além dos diversos sacos de projectos que alinhei na minha sala de costura à espera que lhes dê despacho, cada qual com lãs que fui comprando em sítios que visitei (sítios encantadores como este aqui por exemplo) , ...


... ainda tenho o desejo de fazer um tapete para pendurar numa parede.
Este gostava mesmo de o conseguir fazer.
Foi difícil encontrar a esmirna que usava nos trabalhos manuais da escola preparatória mas uma ida à Rua da Conceição resolveu o problema. Já tenho umas ideias sobre o desenho e agora ando na escolha das lãs. Para já estou a usar Larada e tenho um mostruário de Beiroa onde ando entretida a escolher a paleta de cores. Já o comecei e está "on going" ...







Mas ainda não cheguei ao fim ...
E será que existe um fim?!
Há duas semanas atrás estive em Londres a visitar a Marta.
Fui a um sítio que gosto sempre de visitar, o Liberty.
Resisti a quase tudo excepto a estes dois livros que não consegui deixar de trazer comigo.


Em relação ao primeiro, em especial, fiquei completamente rendida e não resisto à ideia de o incluir o quanto antes na lista dos wip's. Nunca tinha visto nada do género e acho a ideia completamente genial, original, e irresistível. Nas fotografias dá para ver um pouco. Mas eu pude vê-lo na loja ao vivo e a cores e garanto que é o "máximo"!!!!! É ou não é!? :) :)



Do segundo livro há vários projectos interessantes mas este gato foi o primeiro que me apeteceu escolher para incluir na minha lista dos desejos.


Resumindo, e concluindo para mim própria e para os meus "botões", parece-me que algo mudou de facto. Já me sinto mais "eu" de novo. Digamos que passei do 8 ao 80.
Neste momento ideias não faltam e a vontade de lhes dar forma é mais que muita.
O que me falta na verdade são mais horas nos meus dias. :)

sacos com forro de capulana

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Encomendaram-me um saco para uma amiga.
Demorei um bocadinho, ou melhor dizendo um grande bocadinho mesmo, mas em vez de um saco entusiasmei-me e acabei por fazer estes quatro.
Estão disponíveis aqui.

Ref 064

Refª 065

Refª 066

Refª 067


da beleza das coisas simples

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Há uns tempos atrás estive no Porto.
Andámos por sítios que nunca tínhamos visitado.
Sem pressas, nem deveres ou obrigações, andámos ao acaso.
Não fixei os nomes das ruas. Ficou a memória do enorme prazer daqueles momentos e ficou algo bem menos efémero que não podia deixar de registar aqui.
Uma espécie de alegria parecida com a das crianças quando, sem saber como nem porquê, encontram um brinquedo de que gostam muito que não estavam minimamente à espera de ganhar.
Numa loja que mais parecia um bazar, de tanta tralha e tão variada, à procura de figurinos antigos dos anos 50 e 60 numa grande gaveta junto ao chão, bem lá no fundo onde a maior parte das pessoas já não se atreve a mexer por causa do pó, vislumbro uma palavra familiar.

Puxo com cuidado e aparece-me uma pasta bem velhinha, muito manchada, até maltratada, e à qual não consegui resistir.
Tem "título", tem o local, tem uma data, e tem o nome de alguém que não faço a mínima ideia quem tenha sido.
É um registo incrível de um trabalho muito cuidadoso e muito bem feito.
Tenho imensa pena que se abandonem coisas assim.


Não quis saber se seria possível restaurar. Trouxe-a comigo na mesma. Em último caso fica assim e arranjarei uma forma de a guardar para servir de exemplo a mim ou a mais alguém que tenha curiosidade em a ver.
Com cuidado fui virando as páginas e não faltava nenhuma.  As fotografias seguintes são algumas das amostras. Não consegui fotografar só duas ou três.
Não sei qual foi a nota que a Amélia teve no final do ano lectivo, mas se fosse eu a dar a classificação ter-lhe-ia dado 20 valores ou um Muito Bom.
A simplicidade e a delicadeza de todo este trabalho incrível encantam-me.
E a última amostra da fotografia final ensina-me, mais uma vez, que a beleza das coisas simples é algo que não se explica.
Fica-me o privilégio de poder olhar para algo assim.













aprendendo a ter ideias

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Conhecer "processos criativos" sempre atraiu a minha atenção.
Muitas vezes quando olho para alguma obra de que gosto em especial fico a pensar o que terá levado (e como) o autor a fazer algo assim. Como é que "aquilo" lhe surgiu no cérebro é a pergunta que me ocorre sempre. De onde lhes vêm as ideias?
Eu não sou uma artista. E tenho ideias como toda a gente. Gosto de idealizar "coisas"!
Mas sinto a maior parte das vezes que todas estas ideias soltas e gostos que andam por aqui não conseguem sair cá para fora de uma forma coerente para produzir algo que me faça sentido.
Este assunto daria pano p'ra mangas ...
Quando decidi voltar à faculdade uma das coisas que mais procurava estudar tinha a ver com a "criatividade". Procurar as técnicas (que existem de facto) para transformar essa coisa intangível que é a "imaginação" e o "mundo das nossas ideias" em algo palpável.
Há algum tempo atrás numa das cadeiras que fiz li um artigo muito interessante sobre este assunto que dava como exemplo algo do género: em diversos alunos excelentes com média de 20 a matemática qual será a diferença que fez surgir um dia uma pessoa como o Einstein? O que é que o tornou mais "criativo" do que os melhores alunos do seu tempo a ponto de criar a teoria da relatividade?
Poderão existir várias respostas possíveis. Uma delas segundo António Damásio, e na qual acredito, diz que sermos felizes é fundamental para a geração de ideias. Quando estamos felizes somos mais criativos.
Afinal a resposta é simples! :)
As imagens seguintes mostram uma parte do último trabalho que fiz no semestre passado e que foi um dos trabalhos que mais gostei de fazer desde que comecei esta aventura de voltar a estudar.
O trabalho foi feito por um grupo de quatro pessoas do qual eu fazia parte. E calhou-nos apresentar 10 blazers e 10 t'shirts.
As ilustrações não foram feitas por mim e por isso é importante que fique bem claro que eu não sou a autora dos desenhos. As ideias dos blazers e das t'shirts que deram origem aos desenhos é que são da minha autoria.
A seguir a cada ilustração/ideia vem uma segunda imagem com uma fotografia da amostra que fiz com pormenores dos modelos idealizados.
Desta parte também posso dizer que sou a autora. Todas as amostras apresentadas foram idealizadas e feitas por mim.
Finalmente, todo este bla bla bla para dizer que pode não ser de artista e que não sou nenhuma Einstein, mas eu gosto, estive feliz enquanto o fiz, e sinto que um bocadinho mais próximo daquilo que falei no início já devo estar! :)

Desenho 1 - Blazer em lã fria de fazenda preta com tule de seda preta nas mangas e nos bolsos. A amostra foi feita para o fechamento do casaco com laços. Acabámos por optar pela fita de gorgorão preta (o do meio) porque além de ser o que mais nos agradou era também o que servia melhor para este efeito.


Desenho 2 - Blazer em lã fria de fazenda branca com franja no escapulário e aplicação de outro tecido nos bolsos. A amostra foi feita para demonstrar a transformação realizada sobre o tecido aplicado na lã. No caso do escapulário foi quase completamente desfiado para obter uma franja. Para o bolso retiraram-se fios na horizontal (trama) e na vertical (teia) para obter o efeito de rede que depois foi aplicada sobre o bolso.





Desenho 3 - Blazer em lã fria de fazenda branca com diversos tipos de aplicações inspirado na Frida Kahlo. A amostra foi feita para demostrar os pormenores de três elementos: as abas do casaco, fechamento, e bolsos. O perfil da Frida Kahlo é desenhado e bordado sobre as abas. O fechamento do casaco é feito com fita de colchetes em preto. E o bolso é feito com flores feitas à mão em tule de seda de diversas cores e cosidas sobre tule preto que depois é aplicado sobre o bolso. 






Desenho 4 - T'shirt de algodão preto com aplicação de flores em crochet em tule preto que depois é aplicado sobre o algodão. A amostra serviu para demonstrar as flores em crochet. 




Desenho 5 - T'shirt em algodão branco e algodão preto com aplicações em bordado. A amostra serviu para demonstração dos bordados. 





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