works not in progress e planos

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Esta semana chego ao fim de um ciclo. Na próxima 5f é o meu último dia na empresa onde trabalho há 28 anos (uma vida, e uma quantidade de anos que nunca pensei ser possível atingir, mas o tempo passa ... e a vida vai acontecendo ...).
Começa uma fase de transição entre a ocupação a tempo inteiro e, de repente, a liberdade pela qual esperei tanto tempo. 
Neste momento estou entre o "querer ir" e o "querer ficar". Sei que tenho que sair e deixar que outro mindset se instale. Ainda não os deixei e já tenho saudades das pessoas. Ainda estou a terminar as últimas tarefas e já tenho pena de perder algum "andamento" da ginástica cerebral que somos obrigados a fazer.
Mas ao mesmo tempo sei que este é o momento certo, é o momento de abrandar, e que se tiver saúde ainda vou ter tempo para realizar muitos dos meus desejos.
Voltar às aulas de pintura ... dedicar-me a restaurar as minhas velharias ... e a dar algum despacho a alguns dos projectos que aguardam vez há muito tempo (diria eu!), entre outros.
No imediato sinto que preciso de acordar sem o peso das listas de "to do's" ... sei lá eu ... sair e voltar à hora que calhar sem estar a contar com o tempo de almoço para tratar disto ou daquilo.
No entretanto também preciso urgentemente de um espaço para me instalar com os meus materiais, criar o ambiente certo. Fazê-lo aqui em casa seria uma desorganização permanente. A inquietude da imaginação e das ideias por cumprir tem que ficar fora de casa, se possível. Em casa é o sítio que quero resguardar para as minhas leituras e para a família, onde não esteja constantemente a ser confrontada (em stress) com os "works not in progress" dos quais os dois abaixo são uma pequena amostra (começo a sentir a angústia habitual ao escrever isto ...).
Estou a escrever sem estrutura, à medida do que vai na alma ...
Do "entre outros" de alguns parágrafos está o que é verdadeiramente muito mais importante. Esta contradição de usar a palavra "outros" para o mais importante e a deixar para o fim o que considero mais relevante para os tempos que se aproximam, se calhar não é por acaso. Mesmo chegando a esta conclusão não me vou dar ao trabalho de reescrever para lhe dar a ordem certa. 
Recuperar a soma de todos os momentos que deixei para trás dos meus filhos porque se impunha cumprir um horário e receber um salário é de facto o que importa de imediato e nos tempos que se seguem!
Agora sou eu, é verdade, mas do meu "eu" faz parte esta minha família e o amor incondicional que sinto por ela.

Xaile "Dreaming of Kansas" à espera de acontecer:



 E o "Trip Around the World Quilt" com os tutoriais parte 1 e parte 2 e parte 3 da "Last Homely House" que ansiosamente espero fazer com estes "Jelly rolls" do Kaffe Fassett:



um "depois" e um "antes"

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Um antes e um depois, clássico! Ou na verdade, um "depois" e um "antes" :)

Continuamos na fase de recuperação da nossa casa a Oeste. Com a quantidade de mobília antiga que temos uma amiga desafiou-me para fazer um workshop de restauro. 

Já não é propriamente uma novidade porque há alguns anos atrás já tinha frequentado as aulas de restauro no Artlier em Campo d'Ourique.

Inscrevemo-nos no workshop de Julho com a simpática e dinâmica Susana a orientar-nos! :)

Levei um pequeno móvel antigo dos anos 50 que não estava muito mal mas também não estava bem o suficiente para ter bom aspecto.

Passou de branco manchado a um "verde jade" (é o nome desta cor das tintas Titanlux da Leroy Merlin). É óptima porque cobre bem e seca muito rapidamente. O único senão é a variedade de cores. Tem uma selecção razoável, mas gostaria que tivesse um pouco mais.

Não era bem esta a cor que tinha pensado, mas foi o que pude escolher no tempo que tive disponível. E gosto do resultado final.

Começo pela foto do "depois":


O durante:

         
 
E o "antes":

E desejosa de chegar ao fim-de-semana para o colocar no sítio certo! :)

no meu bairro

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Depois de visitar a minha mãe, quase em final de tarde, voltei a pé para casa.
Ao contrário do que é habitual, para escapar ao sol quente e intenso deste Verão, escolhi o atalho pela sombra de uma das ruas laterais da Av.!
Nesse final de tarde foi um atalho, há muitos anos atrás em plena adolescência era uma das ruas por onde passava para ir do liceu para casa.
Nos últimos tempos o dia-a-dia é uma mistura do presente com memórias que surgem. 
Deixo-me ir numa ausência para aquele tempo em que construí estas mesmas memórias.
Não são saudades. É outra coisa que não sei explicar. Mas não tendo palavras para definir melhor fica somente o registo de ser algo bom  ... :)








 

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