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Florença e à procura de pigmentos para tingimento

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Uma escapadinha de fim-de-semana até Florença.
Decidida sem qualquer planeamento ou preparação.
Sair da confusão natalícia. 
Nunca tinha estado em Florença. Infelizmente não deu tempo para visitar os arredores que me dizem serem fantásticos. Mas o que vi foi suficiente para saber que é o meu tipo de cidade.
Mesmo nesta altura do ano em que o céu calha estar cinzento. O colorido dos edifícios nestas cores melancólicas, suaves, e "quentes". E o tagarelar da língua italiana que sempre gostei de ouvir.
O passeio ao longo do rio e a paisagem com a vista das pontes é lindíssima. Embora as fotografias possam dar uma ideia, ao "vivo e a cores" é mesmo absolutamente fantástico!






Visitar a residência de verão Medici na Piazza Pitti e ficar estupefacta com a riqueza em absurdo deste palácio. 
Voltar atrás e passar a Ponte Vecchio (demasiado turística para o meu gosto), e entrar na Piazzale degli Uffizi.
Visitar as Galerias Uffizi e ter o privilégio de ver a maior colecção do mundo com obras do Renascimento. Escusado será dizer que demorei mais do que devia, e em especial, das mil e uma fotografias que tirei escolhi um pedacinho do Bacchus do Caravaggio que não podia deixar passar.
Nas minhas aulas de pintura deste ano tive uma ou duas aulas dedicadas a pintar a transparência da água em recipientes de vidro.
Devo dizer que não é fácil e que obriga a um esforço de observação que permite aprender o claro-escuro numa perspectiva muito interessante. Digamos que se aprende a olhar para a luz nos objectos e a ver o que antes não sabíamos.
Foi por isso que apesar de tudo o resto (com o devido respeito pelo Leonardo da Vinci, pelo Botticelli, e todos os outros) só este canto com a garrafa de vinho era mais do que suficiente para considerar o meu dia como ganho. Coisas minhas ... que me desculpe quem ler isto ... :) 
Enfim, avançando ...


A seguir continuar o passeio até à Piazza della Signoria logo ao lado. 
Admirar o Palazzo Vecchio.
Sentar-me numa esplanada para beber um café e apreciar uma das representações da geometria de Leonardo da Vinci


Logo ao lado fica o Duomo cujas filas para entrar me fizeram desistir da visita.
O que não foi propriamente um problema, diga-se ...

Num sítio como Florença encontram-se algumas lojas bem antigas de perder a cabeça para quem gostar de pintura e afins.
O mesmo se poderá dizer a alguém como eu que ultimamente se entretém a experimentar o que puder e conseguir em tingimento têxtil.
Pesquisando um bocadinho encontrei três locais que vale bem a pena visitar. 
Infelizmente só tirei fotografias do último. Era o mais espetacular, quando se abre a porta ouve-se o som de uma campainha, e a seguir recua-se no tempo. Alquimista foi a palavra que me ocorreu. Mas quem apareceu foi o neto ou bisneto do fundador, já não sei bem ... Um italiano bem parecido com o qual me entendi às mil maravilhas a descobrir e comprar alguns pigmentos para as minhas experiências. :)
Absolutamente maravilhoso!!! :) :) :)
Em relação a esta e às outras duas aqui fica o registo e as indicações para consulta futura:
Dr Alessandro Bizzarri (imagens abaixo) e Zecchi que funciona lindamente on-line, no caso dos pigmentos. E Campolmi filati onde me vi rodeada de fios por todo o lado, e mais uma vez o neto do fundador (mais outro italiano simpático e bem parecido) foi quem me recebeu e ajudou a escolher fibras naturais de vários tipos para tingir.
Foi uma tarde nisto mas mesmo assim soube-me a pouco. :)








Camden Passage Market & Loop

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Camden Passage Market em Islington é sempre um dos locais que gosto de visitar.
É muitíssimo pequeno se comparado com o famoso Portobello Road Market, mas quanto a mim, ao contrário deste último, é bem mais atraente no que diz respeito à originalidade e ao interesse do que vendem.
Gosto sempre de passar pela banca dos carimbos e de dar uma voltinha pelas lojas de antiguidades e velharias.
Mas o meu sítio favorito, ou um dos favoritos em Londres, é a loja de lãs Loop.
Absolutamente encantadora e cheia de coisas que só dá vontade de trazer para casa.
Desta vez apaixonei-me por estes fios japoneses da Mondo Fil que quando tricotados juntamente com outro fio produzem este efeito gírissimo. As cores são fantásticas. No entanto, contive-me porque o preço é um tanto ou quanto proibitivo.












a BOA TESOURA

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Não tenho tido oportunidade de registar o que fui fazendo nos últimos meses.
Mas com a experiência que entretanto fui adquirindo sei agora melhor do que antes que para conseguir costurar uma peça de roupa bem feita há certos cuidados que devem ser tidos em conta para evitar frustrações, desistências, ou peças "mais ou menos" bem.
Os procedimentos habituais de lavar o tecido, engomar, acertar as ourelas, encontrar o "fio direito" ... e etc. ... até ter todos os componentes do molde correctamente cortados levam o seu tempo e devem ser cuidadosamente respeitados.
Fazendo uma pesquisa pelo Google facilmente se encontram diversos tutoriais como por exemplo aqui, ou aqui, por aqui, e para quem ainda tiver paciência, só mais este aqui que é um dos meus locais favoritos.
Mas além das instruções e da prática em segui-las a utilização de boas "ferramentas" ou acessórios é essencial. 
E o principal de todos eles é sem dúvida ter uma BOA TESOURA.
Parece assim uma coisa sem importância mas na verdade não é.
Para além da BOA TESOURA existem ainda outras peças que são igualmente úteis e necessárias.


Estas são as que mais utilizo.
São muitas de facto, mas confesso que para chegar a um bom corte ainda faltam algumas peças como, réguas, "pesos" (super importantes os "pesos"), e mais uma ou duas. Incluí-las iria tornar este texto ainda mais longo e por isso optei por não as mostrar. Sobre as réguas então há todo um mundo a explorar garanto!
A chave de parafusos e o marcador de giz são outsiders mas como estão no mesmo estojo que os outros achei mal tirá-los da fotografia :). E também me são muito úteis mas isso seria outra história.
Voltando aos objectos cortantes. Pareceu-me boa ideia acrescentar uma legenda.
O que vou escrever a seguir é a minha opinião e existe de certeza quem ache o contrário ou conheça melhor, mas estas são as minhas escolhas e dou-me bem com elas.
Começando pela zoomórfica tesoura de bordados. Não poderia ser outra tendo em conta o facto de ter a forma de um pássaro. Foi das primeiras que comprei há imenso tempo na Retrosaria.
A tesoura de costura é a mais usada e este tamanho é o ideal, nem mais pequena nem maior.
A tesoura dos zigue-zagues é do Ikea e sobre ela não tenho nada a dizer.
As três tesouras de tecelão. Desde sempre tive a cor-de-laranja que achei sempre que não prestava até encontrar as outras duas que são fantásticas.
O abre casas ou descosedor, usei aqueles fininhos às cores muito baratinhos que há em quase todas as retrosarias até encontrar este que lhes dá dez a zero.
Os x-acto necessários para o patchwork e muito melhores de utilizar para certos materiais como o burel ou daqueles que tenham pelo. Só é pena que a lâmina do x-acto rotativo tenha que ser tantas vezes substituída. Gostava de saber se existirá alguma forma de reaproveitar estas lâminas.
A tesoura para cortar papel só serve para cortar papel e jamais em tempo algum qualquer uma das outras deve ser utilizada com este fim.
E a que deixei propositadamente para o fim, a tesoura de talhar de modista, ou melhor dizendo a BOA TESOURA. Esta é, para mim, a "estrela" principal. Faz toda a diferença. E só é possível avaliá-lo quando chegamos à fase de juntar as peças e tudo bate certo. Para quem já sofreu vezes suficientes a costurar peças com tecido que sobra ou "piques" que não batem certo, garanto que é absolutamente fantástico e compensador cortar tecidos com uma tesoura destas.
A primeira que tive foi uma cor-de-laranja da marca Fiskars que foi cara e que nunca achei muito boa. No dia em que experimentei esta que encontrei na Entretex da Rua do Crucifixo digamos que "descobri um novo mundo". Não tem nada a ver e faz toda a diferença.
Por acaso, há pouco tempo encontrei outra da marca Singer (que agora está bem escondida cá em casa) e que comprei numa loja da Rua Ferreira Borges em Campo d'Ourique (onde também encontrei as tesouras de tecelão). Só não a guardei num cofre porque não é muito prático :).
Claro que já não foi a revelação da anterior, que foi a primeira, mas digamos que se a outra estava no top esta passou-lhe à frente.


É bonita, sem dúvida! :)
Só para finalizar, existe ainda uma pequena loja antiga na Baixa, a loja Polycarpo na rua de São Nicolau, que também vale a pena visitar. Além de venderem, também amolam tesouras. Primeiro fazem orçamento e depois logo aconselham se vale a pena ou não reparar. Ainda não experimentei este serviço mas assim que voltar à Baixa tenho duas tesouras para lá deixar e ver como fica.

da ausência e das ideias que não faltam

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Mariana: "Mãe, este casaco já não me serve. Era de quando não deixavas os teus projectos a meio. Lembras-te? Queres guardá-lo ou é para darmos?"
Esta frase é recente. Se tivesse sido dita há meses atrás provavelmente não lhe teria ligado. Mas dita agora fez-me pensar.
Os últimos meses têm sido tempos diferentes.
A ausência foi mesmo uma ausência de quase tudo no verdadeiro sentido da palavra.
Após um período completamente vazio de ideias ou de coisas feitas tenho agora a impressão que deve ter sido mais ou menos no final do último Verão que algo começou a mudar.
Aos poucos voltou a vontade de ir fazendo coisas, coisas de que sempre gostei e que tinham deixado de me apetecer. Voltar a desenhar de novo, ler, tricotar, ..., enfim ... fazer. Apetecia-me recomeçar com algo embora não soubesse bem o quê.
Em meados de Setembro uma amiga telefonou a propor-me um "desafio". Precisava de um vestido para um jantar e queria saber se eu estaria disposta a fazê-lo. Disse-lhe que sim. O que fez com que pela primeira vez tenha uma peça imaginada e concluída por mim, a começar no desenho e a acabar na peça feita propriamente dita. Infelizmente não fiquei com fotografias do resultado final, mas ainda tenho os rascunhos com os desenhos que lhe enviei para escolher o que mais gostava. O do último desenho foi o eleito.


Estes desenhos só surgiram em meados de Outubro. Até lá nada me ocorria. Até que, começar a sentir a urgência de cumprir um "deadline" ( às antigas :) ) teve o efeito esperado.
A "incumbência" deste vestido, digamos assim, ocupou-me até ao final de Novembro.
("olhando" para trás) foi como um "click" (acho eu agora) para voltar "ao activo".
Ainda a tempo do Natal, e feito um bocadinho à pressa, a Mariana ganhou um novo top, muito simples, mas mesmo à medida do que me tinha pedido e que ela tinha imaginado usar na noite de dia 24. Com o "balanço" cortei mais um igual que está na "calha" à espera de paciência para que acerte de vez com a "corta e cose".

Uma gola para a Mariana parada há meses levou um grande avanço e no final de Dezembro ficou a faltar somente a união dos lados para a terminar. Fi-la com a lã Cobertor da Retrosaria. O modelo veio do livro "O tricot da Luisa" da Luisa Ló.


Chegou Janeiro.
Veio a vontade de escrever por aqui de novo.
Terminei os sacos que há 1 ano esperavam ao lado da máquina de costura.


Fiz o meu primeiro xaile.
Resolvi recomeçar outro xaile cuja primeira tentativa tinha sido em 2013 (inacreditável como o tempo passa).
Numa visita ao Porto em meados de Março passei pela loja da Ovelha Negra e encantei-me com as lãs que lá encontrei. Trouxe alguns novelos de Olívia para um terceiro xaile que já comecei entretanto (esta coisa de fazer xailes está a tornar-se um vício).




Além dos diversos sacos de projectos que alinhei na minha sala de costura à espera que lhes dê despacho, cada qual com lãs que fui comprando em sítios que visitei (sítios encantadores como este aqui por exemplo) , ...


... ainda tenho o desejo de fazer um tapete para pendurar numa parede.
Este gostava mesmo de o conseguir fazer.
Foi difícil encontrar a esmirna que usava nos trabalhos manuais da escola preparatória mas uma ida à Rua da Conceição resolveu o problema. Já tenho umas ideias sobre o desenho e agora ando na escolha das lãs. Para já estou a usar Larada e tenho um mostruário de Beiroa onde ando entretida a escolher a paleta de cores. Já o comecei e está "on going" ...







Mas ainda não cheguei ao fim ...
E será que existe um fim?!
Há duas semanas atrás estive em Londres a visitar a Marta.
Fui a um sítio que gosto sempre de visitar, o Liberty.
Resisti a quase tudo excepto a estes dois livros que não consegui deixar de trazer comigo.


Em relação ao primeiro, em especial, fiquei completamente rendida e não resisto à ideia de o incluir o quanto antes na lista dos wip's. Nunca tinha visto nada do género e acho a ideia completamente genial, original, e irresistível. Nas fotografias dá para ver um pouco. Mas eu pude vê-lo na loja ao vivo e a cores e garanto que é o "máximo"!!!!! É ou não é!? :) :)



Do segundo livro há vários projectos interessantes mas este gato foi o primeiro que me apeteceu escolher para incluir na minha lista dos desejos.


Resumindo, e concluindo para mim própria e para os meus "botões", parece-me que algo mudou de facto. Já me sinto mais "eu" de novo. Digamos que passei do 8 ao 80.
Neste momento ideias não faltam e a vontade de lhes dar forma é mais que muita.
O que me falta na verdade são mais horas nos meus dias. :)

maputo, casa elefante, capulanas

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A capulana amarrada à cintura a fazer de saia é o que de mais comum se encontra em quase todas as mulheres que vi na rua. Não consegui e também não podia fotografar todos os padrões que encontrei, mas a variedade é enorme. E quanto mais colorido melhor.


Depois de ter estado no mercado municipal, de que tanto gostei e onde me arrependi de não ter comprado especiarias para as minhas experiências com os tingimentos de tecidos e lãs que andei a fazer há uns tempos atrás, atravesso a rua e mesmo em frente encontro a Casa Elefante.
Seguindo as indicações de quem normalmente está bem informada sobre onde procurar sítios assim  não podia ir a Maputo sem passar por aqui.
Digamos que o problema depois de lá entrar é sair de mãos vazias.

Obedeci ao nosso simpático guia e guardei a máquina fotográfica. Por isso a imagem anterior é o melhor que consegui e é uma pequena amostra do que se encontra dentro da loja: paredes cobertas de capulanas até ao tecto.
O processo de escolha é difícil por causa da variedade, mas os empregados são muito simpáticos e pacientes. Com a ajuda de um ponteiro comprido vamos apontando os padrões que queremos ver e eles vão retirando, abrem o pano e mostram, e apesar da desarrumação que fiz a boa vontade manteve-se igual até ao fim. 
De acordo com a informação de um dos donos as capulanas já não se fazem em Moçambique e estas são todas importadas da India.
Procurei escolher de vários tipos: as primeiras que são as mais baratas (cerca de 180 meticais) e que achei interessantes por serem muito parecidas com as "madras" indianas com o padrão axadrezado, as segundas que são as minhas favoritas com os padrões mais tradicionais e que eram as que tinham em menor variedade de escolha, as da terceira fotografia que correspondem a padrões mais modernos do tipo geométrico, e por fim na última fotografia as que existiam em maior variedade e de preço intermédio que quanto a mim são as menos interessantes mas que mesmo assim achei que valia a pena trazer.




Agora que revejo as fotografias não sei como é que me contive e não trouxe mais umas quantas ...
Muito difícil resistir garanto ...

a comprar tecidos em Goldhawk Road

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Este fim-de-semana estive em Londres.
Em pesquisas anteriores já tinha descoberto que valeria a pena uma visita a Goldhawk Road, mas por uma razão ou por outra nunca tinha tido oportunidade de lá ir.
Desta vez consegui. Não é que seja um sítio muito agradável de visitar a não ser que se goste de comprar tecidos. Trata-se de uma rua em Londres com várias lojas de tecidos seguidas, na sua grande maioria pertencentes a indianos, que normalmente são frequentadas pelos estudantes de moda (e não só) se se quiser comprar tecidos mais baratos. Não consegui tirar uma boa fotografia da rua mas garanto que as lojas existem porta sim porta sim de um lado e do outro. Para explorar bem a "coisa" valeria a pena gastar uma manhã ou uma tarde.
Depois de uma visita ao V&A, apanhando a linha rosa de "Hammersmith & City", é muito rápido chegar à estação de metro de Goldhawk Road. Assim que se sai da estação encontramos logo as lojas. Não há que enganar e é muito rápido diria eu.
Como não tinha tempo, estudei bem a lição em casa, e por isso fui muito objectiva. Visitei somente duas lojas que foram as que tinham mais comentários positivos nos diversos blogues que consultei.
A Classic Textiles cujo interior se vê nas primeiras fotografias e onde consegui comprar este tecido Liberty (como sou uma optimista escolhi-o a pensar num vestido ou numa túnica de Verão para a Mariana) a um preço mais "simpático" do que tinha visto no próprio Liberty (até tinham um catálogo de amostras com os padrões para facilitar a escolha). A desarrumação é mais que muita mas não é nada intimidatória e o atendimento é muito simpático.
A seguir entrei na A-One (último conjunto de fotografias) que é maior e tem mais variedade onde também não resisti a um tecido acetinado amarelo (of course!) para um top justo de manga à cava a pensar no Verão (como se vê pela cor sou corajosa e continuo optimista quanto à minha capacidade de concretização).
E vim-me embora com muita pena claro!
Percebi que dá para regatear, mas não o fiz, e para concluir este texto digo que vi muitos tecidos interessantísssssimos que mereciam o investimento.
Segundo li, apesar de todas as petições contra, parece que estas lojas vão deixar de existir porque planeiam construir um condomínio de luxo neste local (afinal não é só por cá que existe esta loucura desenfreada de substituir o dito comércio tradicional por hostels e hotéis).
Trata-se de uma zona com alguma tradição e há gente a protestar mas não sei se adiantará.
No entretanto, eu diria que definitivamente é um sítio onde vale a pena voltar (mas com mais tempo e sozinha ou só com a minha filha Marta que foi uma óptima companhia e também começa a querer dedicar-se a estas coisas "das costuras" :)).

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