Destes nossos passeios pela cidade há-de ficar-me sempre em memória a companhia doce desta infância, a última que ainda temos cá por casa.
Infelizmente, com muita pena minha, ou porque é mesmo assim, nem sempre os meus filhos adolescentes nos querem acompanhar. E como prefiro mil vezes uma vez que seja com boa vontade do que cem vezes de má vontade aceito que seja assim.
No entanto, de cada vez que não estão comigo penso sempre nos momentos óptimos que todos estamos a perder.
Mas só em parte, porque em contrapartida fico em exclusivo com outras coisas que de outro modo não são possíveis quando temos que dar atenção a três filhos.
São pequenas coisas que para mim valem imenso porque sei que são as últimas.
A generosidade da infância, a doçura e a boa disposição constantes com um sorriso fantástico que acompanha uma vontade enorme sempre presente de querer ajudar. O "
Eu ajudo mãe" soa-me a música e sabe-me pela vida numa altura em que muitas vezes sinto a falta dela.
O toque quente e suave de uma mão mínima que se aconchega na minha, o "
posso sentar-me ao teu colo mãe", o som da tua voz, ou o olhar que sempre procuras em mim são tão próprios destes momentos que desejaria andar por aí por essas ruas sem parar se com isso pudesse adiar o fim desta infância.