estilo

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é o que esta senhora tem e eu gosto.
Andei a arrumar e deitar para o lixo os papéis, revistas, e cartas, que toda a gente aqui por casa gosta de deixar espalhado a acumular até eu me fartar de os ver. Nunca há um culpado, os papéis aparecem, mas nunca foi ninguém que os lá deixou.
No meio da papelada encontro esta folha que até fui eu :) que trouxe (às escondidas, claro!) de uma revista com que me entretive enquanto estava na sala de espera do pediatra aqui há umas semanas atrás.
Isto para dizer que gosto mesmo das roupinhas que a Solange Knowles escolhe. O estilo é "extravagante e ousado" como diz o autor do artigo, mas o que mais me agrada são os padrões dos tecidos que são fantásticos.

os meus jacintos novos

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Todos os anos guardo os bolbos dos jacintos embrulhadinhos para o ano seguinte.
E todos os anos deixo passar a época certa e esqueço-me de os ir buscar, ou quando me lembro, não os encontro. Por isso todos os anos compro jacintos novos. O que até nem me incomoda muito.
Comprei estes a semana passada e hoje encontrei-os assim.
Pequenos prazeres desta época do ano em que espero desesperadamente por dias de sol e com outras cores que não seja o cinzento. Tenho o fim-de-semana que está quase a começar para me animar.
Venha ele!

aprendendo

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Quando vi este tecido de algodão em malha a parecer crochet nem hesitei. Não sabia bem o que faria com ele mas gostei tanto que comprei na mesma. Só depois é que me ocorreu que podia utilizá-lo para fazer mais uma túnica igual ao modelo que usei na zig zag.
O que nunca pensei foi nas implicações de comprar um tecido assim.
A quantidade acrescida de trabalho por causa dos remates da gola, das mangas, e das bainhas que tiveram que ser todas debruadas com fita de viés (escolhi uma de cetim em vez de algodão) para não se desfazerem. Mas o trabalho que deu compensou e fiquei satisfeita com o resultado. Olhando para o decote ou para as aberturas das mangas quase não se percebe que têm uma bainha e não aparecem fios nenhuns.
Por outro lado também aprendi que pelo facto deste tecido ter maior elasticidade (tem 5% de elastano) cortado a partir exactamente do mesmo molde acabou por ficar cerca de 5cm mais comprido do que o modelo anterior.
É claro que a excelente ideia da fita de viés foi uma orientação da minha "mestra" das aulas de costura. De outra forma a minha sapiência não chegaria a tanto tendo em conta que tal problema nem me ocorreu a não ser quando chegou o momento de fazer as ditas bainhas.
Conclusão: primeiro, ter mesmo em consideração o tecido sugerido nas instruções dos moldes, e segundo, existem detalhes de execução que não vêm explicados em lado nenhum o que tem a vantagem de nos permitir uma grande dose de criatividade ou a desvantagem de nos dar uma grande dose de frustração.

cinema Londres

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Antigamente era assim. Havia um cinema que se chamava cinema Londres e que ficava na Av de Roma relativamente perto de outro cinema que era o cinema Roma.
O cinema Londres tinha umas cadeiras cor-de-laranja que desciam quando nos sentávamos.
Lá em baixo, do lado direito de quem descia, também havia um sítio, cujo nome já não me lembro, todo branco com uns bancos corridos onde costumávamos comer umas tostas mistas e beber uns batidos que eram famosos na altura.
Era mais ou menos isto nos anos 70/80.
Precisava de ficar com esta imagem, e de guardar esta recordação.
Tenho saudades do cinema Londres e tenho um desgosto enorme que um dos sítios mais agradáveis de Lisboa, daquela época que começou nos anos 60 mais ou menos e teve o seu auge nos anos 80 mais ou menos, esteja a definhar de modo acelerado desde os anos 2000 e qualquer coisa.
Não sei porque é assim. Esta parte da cidade que muita gente conhece está esquecida. Não me parece que seja uma petição (que já assinei) que vá resolver o problema. Há pessoas a tentar mudar esta tendência de "morte" mas não sei se iremos a tempo. Tenho esperança que sim. Mas parece-me que nós pessoas comuns temos que fazer mais, muito mais, do que está a ser feito.
Não quero ofender ninguém e cada um é livre de viver onde quiser, mas aqui não há centros comerciais gigantescos nem ruas e ruas onde a única coisa que se encontra são "blocos" de apartamentos com jaccuzi, música ambiente, e tri-selectores de lixo (seja lá o que isso for).
Se eu quiser, posso sair de casa para comprar qualquer coisa que precise sem me enfiar no carro para ir ao centro comercial.
Aqui há lojas em ruas com calçada portuguesa e árvores, há jardins, há mercado de rua, há escolas, há padarias, sapateiros, retrosarias, floristas, livrarias, cafés, quiosques de revistas, mercearias, farmácias, cabeleireiros e outras coisas assim que fazem dos bairros sítios agradáveis para crescer e viver. Para andar ao ar livre. Ou para sentar-me numa esplanada a ver quem passa e queixar-me que está calor ou que o vento não me deixa ler o jornal.
As cidades não deviam ser feitas de sítios assim?

sexta-feira

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Parece que a previsão mostra um bocadinho de sol para os próximos dias.
Tenho revistas novas e mais uns livros que recebi esta semana e o fim-de-semana inteirinho que espera por mim. E mais umas tantas coisas que gosto de fazer só porque me apetece.
Adoro as sexta-feiras ...

continuando com os drapeados

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Experimentei fazer esta túnica com mais um dos tecidos que tenho na loja.
O tipo de tecido que escolhi ajuda imenso com os drapeados. Optei por fazer um viés do próprio tecido na zona do pescoço/colarinho e cosi à mão as bainhas com um ponto "invísivel". Estes detalhes acabam por fazer diferença no resultado final.
Esta também tem uns pormenores engraçados que me agradam: o feitio da manga, o facto de ser mais justa na zona da anca, e a possibilidade de combinar castanho com preto que normalmente é uma variante difícil.
Combinando com as calças certas julgo que tanto dará para usar durante a semana em trabalho como ao fim-de-semana para sair.

para a Marta

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Aniversário da Marta.
Da minha filha. Sempre gostei de dizer "a minha filha" ou "o meu filho".
Tão certo como os meus pais, a única coisa que verdadeiramente será sempre assim.
A certeza absoluta que nunca deixarão de ser meus aconteça o que acontecer.
Através desta filha vejo um mundo numa perspectiva que de outra forma nunca procuraria. Emociona-me vê-la pintar, ouvi-la tocar, ou ao ler os seus textos quando me deixa ver o que escreve.
Alma de artista que não é fácil de compreender. Apesar de todas as dificuldades que esta adolescência nos trouxe e das mudanças que tinham que ser não há nada que possa mudar o que te liga a nós.
Muitos Parabéns minha querida! Que os teus sonhos se realizem nessa vida enorme que tens para viver!

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