O tempo passa.
Vejo-te crescer e tenho saudades de como era antes.
O que eu sonhei quando brincava às mães afinal eras tu minha querida.
Alma de artista, tão sensível, que se protege vivendo num mundo onde só de vez em quando somos autorizados a entrar.
Não interessa como foi ontem, nem interessa como será amanhã. Tréguas sem recriminações. Enquanto o que é bom durar e a porta estiver aberta eu aproveito e entro. Gravo em memória silêncios, sorrisos, abraços, conversas calmas sem discussões, gestos de paz, e olhares onde (confesso agora) encontro reflexos de mim, do que fui e já não sou tanto.
Seria tão bom que estes últimos tempos durassem assim como estão.
Que felizes seríamos todos se os nossos dias continuassem assim!
no entretanto
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e enquanto não me decido acabei mais um vestido maxi.
O tecido que usei parece de malha e tem bastante elasticidade. Para que a fita que liga as duas partes à volta do pescoço não deformasse resolvi aplicar-lhe entretela termocolante e fazê-la suficientemente "grossa" para não deslizar.
Este teve a aprovação da Marta! O que para mim é elogio suficiente!
Venha o próximo.
qual será
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o próximo vestido que vou fazer mas minhas aulas de costura?
Suprema dúvida existencial que me ocupa o espírito nos últimos dias ...
Está difícil de escolher. Há uns dias atrás descobri este livro nos saldos da Livraria Barata que tem uns modelos fora do comum. Esquemas simples como eu gosto, atrai-me especialmente a simplicidade do modelo da segunda fotografia. E gosto em particular dos detalhes dos decotes de alguns dos vestidos.
O meu primeiro vestido foi o molde base (claro!), o segundo foi feito a partir de uma transformação ao molde base que me deu algum trabalho e que levou bastante tempo a fazer. Por isso, no terceiro gostava de experimentar algo mais simples e mais rápido de executar.
Uma possibilidade poderá ser o bem conhecido wrap dress que também já aprendi a desenhar.
Enfim, já percebi que hoje não será um dia bom para isto. Nestas ocasiões o melhor é não pensar mais no assunto e quando chegar a hora algo há-de surgir. Até porque foi assim que aconteceu das outras vezes ....
duas faces
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do mesmo saco.
Este fim-de-semana apeteceu-me fazer um saco novo.
E mesmo mesmo a acabar olho para o lado e vejo um tecido com umas rosas que me pareceram o ideal para quebrar a monotonia do padrão aos quadrados. Foi recortar e aplicar.
Aproveitamento de tecidos e sem planos, tal como eu gosto.
a pedido
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Não é uma novidade. A novidade é que se tratou de uma encomenda.
A pedido sofreu ligeiras alterações: o decote diminuiu de diâmetro, as mangas estão mais curtas e com abertura maior no final, e em baixo aumentei para não ficar justa na zona da anca.
Espero que seja do agrado da contemplada!
cusquices
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Ultimamente o principal género literário (talvez o único) que tenho lido é biografias.
Chamo-lhe coscuvilhice "saudável" porque além de ficar a saber alguns dos costumes da época que for, desvenda o mistério, e satisfaz-me a curiosidade enorme em conhecer a personagem.
As autobiografias então fazem as minhas delícias. Nada como um relato na primeira pessoa sobre o que pensava ou achava, se se casou ou separou, onde viajou e o que viu, quem conheceu e como fez para conseguir o que queria (ou não), etc., etc., tudo com uma análise que muitas vezes tem mais de subjectivo do que objectivo dando-me uma interpretação possível da sua época. Gosto de adivinhar os sentimentos e ficar com as minhas opiniões imaginando como seria viver um tempo assim.
Estas férias li o livro "Vidas" da Maria Filomena Mónica porque me tinham dito que trazia um capítulo sobre a história dos têxteis em Portugal que é um tema que me interessa.
Mas o que este livro me trouxe de diferente foi descobrir algo que eu já achava mas não sabia que era assim. Ao ler o Prefácio sou surpreendida em saber que afinal ler biografias é um "mal" que atinge muita gente. Apesar de suscitar "o que de melhor e de pior existe no leitor" (esta parte deu-me algum desconforto) tem a parte boa que diz "" ... lede regularmente .. Não História, apenas biografias, pois é aqui que encontrareis a vida sem teoria.""
E isto é verdade, já dei por mim a sublinhar frases e a pôr marcadores em textos que achei importante não esquecer. Em jeito de conclusão num texto que já vai longo e um pouco chato, para meu conforto, diria que depois deste Prefácio o facto de ter em lista de espera para ler o "Steve Jobs", o "Rei D Carlos" e "Salman Rushdie" pode perfeitamente ser do conhecimento geral ... Afinal ainda estou dentro da faixa da "normalidade" ... aparentemente parece que sim! :)
Chamo-lhe coscuvilhice "saudável" porque além de ficar a saber alguns dos costumes da época que for, desvenda o mistério, e satisfaz-me a curiosidade enorme em conhecer a personagem.
As autobiografias então fazem as minhas delícias. Nada como um relato na primeira pessoa sobre o que pensava ou achava, se se casou ou separou, onde viajou e o que viu, quem conheceu e como fez para conseguir o que queria (ou não), etc., etc., tudo com uma análise que muitas vezes tem mais de subjectivo do que objectivo dando-me uma interpretação possível da sua época. Gosto de adivinhar os sentimentos e ficar com as minhas opiniões imaginando como seria viver um tempo assim.
Estas férias li o livro "Vidas" da Maria Filomena Mónica porque me tinham dito que trazia um capítulo sobre a história dos têxteis em Portugal que é um tema que me interessa.
Mas o que este livro me trouxe de diferente foi descobrir algo que eu já achava mas não sabia que era assim. Ao ler o Prefácio sou surpreendida em saber que afinal ler biografias é um "mal" que atinge muita gente. Apesar de suscitar "o que de melhor e de pior existe no leitor" (esta parte deu-me algum desconforto) tem a parte boa que diz "" ... lede regularmente .. Não História, apenas biografias, pois é aqui que encontrareis a vida sem teoria.""
E isto é verdade, já dei por mim a sublinhar frases e a pôr marcadores em textos que achei importante não esquecer. Em jeito de conclusão num texto que já vai longo e um pouco chato, para meu conforto, diria que depois deste Prefácio o facto de ter em lista de espera para ler o "Steve Jobs", o "Rei D Carlos" e "Salman Rushdie" pode perfeitamente ser do conhecimento geral ... Afinal ainda estou dentro da faixa da "normalidade" ... aparentemente parece que sim! :)
Frida Kahlo em Roma
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Depois de acordar às 7 da manhã (6 em Lisboa) e percorrer os museus do Vaticano o cansaço é mais que muito e só o deslumbramento que tenho por Frida Kahlo nos levaria a palmilhar mais não sei quantas ruas para chegar ao Quirinale e visitar esta exposição.
Nunca tinha visto um quadro dela ao "vivo e a cores" e por isso descobrir que esta exposição estava a decorrer em Roma foi uma agradável surpresa. Também foi uma agradável surpresa descobrir que a Marta e o Miguel conhecem melhor a vida e obra desta pintora do que eu (bendita escola!).
Isto para dizer que esta coincidência no tempo e no espaço permitiu-me visitar uma das melhores exposições que vi nos últimos tempos de uma das pintoras que mais gosto. Surrealismo e neo-realismo no seu melhor ao estilo mexicano de Frida Kahlo, Diego Rivera e mais uns quantos.
Terminámos o dia com mais um jantar da comida preferida dos meus filhos. E conversámos de uma forma que só nas férias é possível e que normalmente não acontece nesta agitação constante que é os nossos dias em Lisboa (as últimas fotografias são da Marta).
Sinto-me cansada, ... mas sinto-me bem! Haveria mais para contar mas não hoje :)
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