Cambridge

translate to English












 
Mais british é impossível.
Ficámos num hotel super agradável a uma walking distance de cerca de 20 min do centro da cidade.
Acordávamos no silêncio do campo e seguíamos para um pequeno-almoço óptimo com handmade muesli, brown bread torrado na hora, orange juice acabado de espremer e outras coisas assim do género.
Enquanto os gentlemen e algumas ladies liam os seus jornais da manhã uma senhora cuidava de regar as plantas e retocar os arranjos de flores dentro de casa (as flores por todo o lado fizeram os meus encantos ...). Eu diria que parecia uma cena de filme ...
Pouco mais tarde enquanto caminhávamos ao longo da estrada debaixo de uma chuva miudinha dava para observar as cottages que me lembram sempre as descrições da Agatha Christie nos livros da Miss Marple.
O verde dos jardins e as cores contrastantes das flores são uma constante.
Pelo caminho passávamos por alguns pubs, e depois de atravessar o rio íamos dar à zona central completamente cheia de pequenas lojas e pessoas pelos passeios e pela rua. Preços mais modestos tendo em conta o que é habitual encontrar em Londres.
Encontra-se tudo o que é característico e que vemos nos postais turísticos, desde os marcos dos correios, até aos milhares de bicicletas estacionadas por todo o lado, os anúncios de mil e um eventos e os monumentos austeros dos diversos colégios (desta vez a lembrar as descrições dos livros do Harry Potter).
As livrarias são de perder a cabeça e o verdadeiro handmade sem ser uma moda como está a acontecer por cá vale é verdadeiramente incentivado e vale bem a pena conhecer. Para mim aquilo a que alguns apelidavam como handmade já entrava no capítulo da arte (... mas enfim, se calhar sou eu que ainda sou pouco exigente quando se trata de arte).
E como não podia deixar de ser até encontrámos um local chamado "Portugal Place".
Ainda não registei tudo. Mas posso dizer desde já que fiquei fã de Cambridge, que adorei conhecer, e que eu era pessoa para passar aqui uma temporada como estudante de qualquer coisa.
Este relato há-de continuar em mais um ou dois capítulos seguintes ...

above the sky

translate to English

Voltámos ontem. Continuamos a correr de um lado para o outro e há tantos pensamentos acumulados e coisas por escrever aqui que nem sei bem por onde começar.
Para já fica a imagem de regresso a casa que sabe sempre bem. Diferente do que é habitual porque estamos acima das nuvens. Estando os dois sozinhos, obrigados a esperar, sem ter perguntas à espera de atenção e resposta, deu para ficar por ali e deixar que o azul do céu nos desse descanso ao cérebro. Encostar e relaxar um pouco. Algo que é raro de acontecer porque são poucas as vezes que se consegue o tempo, o silêncio, e a calma suficientes para o fazer. Acho que até consegui adormecer por alguns momentos ...

viseu

translate to English







Julho começou hoje, e na mesma velocidade que Junho parece que os dias prometem passar rápido demais por aqui.
Este fim-de-semana andámos por Viseu e arredores. Esquecemos os IP's e as A qualquer coisa e andámos por estradas e estradinhas que não tinham registo no GPS nem no mapa do ACP. Não há dúvida que infra-estruturas rodoviárias não nos faltam, algumas nem percebemos bem porque foram feitas. Chegar de um ponto ao outro do país é bem mais rápido do que há alguns anos atrás, mas com esta rapidez toda perde-se a descoberta de sítios fantásticos.
Conseguimos apanhar chuva, nevoeiro, sol, calor e frio em apenas dois dias. Percorremos não sei quantos quilómetros e a cor predominante que me fica em memória é o verde. Em locais na grande maioria quase vazios de pessoas gravo as imagens de praças, jardins e casarios harmoniosos que revelam os cuidados de quem lá está num país que vive várias realidades tão diferentes. Continuam as tradições e, apesar de toda esta globalização e do "digital" e sei lá mais o quê que meta a palavra "net", o sentido da terra continua a existir. Isso ainda se sente e ainda bem que assim é.
Como de costume tive a melhor companhia e a que mais gosto de ter.
Tive o silêncio (que saudades deste silêncio no meu dia-a-dia) sem palavras e com boa música que me permite que o pensamento viaje a mil num egoísmo que me sabe pela vida.
Como eu gosto destes dias assim.

Junho

translate to English



Junho passa depressa demais.
É sempre assim. Um dos meses que mais desejo ver chegar. Por causa do final do ano lectivo da criança e dos adolescentes. Finalmente ...
A minha máquina de costura nova pouco tem trabalhado nestes últimos tempos. Em cima da minha mesa, quase há um mês, está este tecido de que gosto muito à espera que o corte no molde de um top de que também gostei logo que o vi num livro novo que comprei.
Projectos adiados. Os últimos tempos têm sido dedicados a outras tarefas e preocupações numa correria que (espero eu) deve estar quase quase a acabar. Vida de mãe ...

coisas de antigamente

translate to English
Esta semana passei por casa da Avó M. Ganhei uma caixa de linhas de costura "que estavam para lá guardadas" (à minha espera? Iupiiie). Tendo em conta quanto custa cada carrinho de linhas hoje em dia é o tipo de coisa que dá sempre jeito.
Mas ao abrir a caixa percebi que não ia ser assim. Posso ser doida, mas para mim preciosidades daquelas que dizem "fabricadas em Portugal" há não sei quantos anos atrás não dá para gastar assim sem mais nem menos. Obrigada Avó M. Mais um tesourinho ... :)

bairro alto

translate to English





Hoje de manhã andámos pelo Bairro Alto.
Ruas completamente vazias. Calor de Verão. Os sons de quem lá vive. As senhoras velhotas à janela. Junho. Os Santos Populares. O cheiro do almoço que se prepara. O som de um violino. Os graffitis. Roupa a secar na varanda. Janelas entreabertas com cortinas de renda. Vidros sujos que escondem casas velhas com restos de famílias que lá viveram. Os azulejos, sempre os azulejos. Lisboa que nos enche a alma.

conversas soltas ix

translate to English
Ontem fomos à praia. A Marta e o Miguel estão a estudar para os seus exames e a Mariana era a única que estava livre para nos acompanhar. Sem ter que partilhar o tempo de antena houve margem para os mais variados temas.
Digno de registo para que mais tarde possa recordar considerações sobre a importância do casamento.
Como habitualmente completamente espontâneo, inesperado, e após algum silêncio, resultado de um momento de reflexão que prometia ser interessante:
Mariana: "Mãe, o casamento não interessa para nada. São só duas alianças, um papel, umas roupas e um padre que diz umas falas. Na realidade, a única coisa que interessa é a avó, és tu, sou eu. Eu é que sou mesmo tua filha e tu és minha mãe, e a avó é a tua mãe e assim por aí fora. O pai na realidade podia ser outra pessoa qualquer ... Tu não, tu tinhas que ser mesmo tu. Não é mãe?"
Eu que até li "As brumas de Avalon" e que até veria com interesse e curiosidade algum matriarcado por oposição a muita coisa que vejo por aí que merecia correcção e maior equilíbrio não pude deixar de saborear este momento.
Em fracções de segundo mil e uma coisas passaram-me pela cabeça. Pensando nesta ligação física que me transcende e que me liga aos meus filhos de um modo que não sei explicar por momentos estive quase a dizer que sim. Mas depois entrou a parte racional à mistura com sentimentos que me davam os argumentos definitivos para o não.
Com isto deixei passar a oportunidade de lhe explicar correctamente que não é bem assim. A Mariana já estava a entrar noutro tema e eu ainda não tinha a resposta bem preparada.
Independentemente da explicação sobre as questões formais ou não do casamento o importante era ter-lhe explicado que o pai importa sim e é fundamental para que ela seja assim. Que existe algo mais que justifica a sua importância e que só podia ser essa a pessoa para ela ser quem é.
Teremos que voltar a esta conversa ...

botões de partilha