bordado de Castelo Branco

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Há muito tempo que tinha saudades de escrever estas curtas memórias futuras.

Voltar ao "velho" blogspot.

O meu tema de hoje tem a ver com o tempo que tenho dedicado ultimamente ao bordado, primeiro ao bordado "livre" se é que se pode chamar assim, e mais recentemente ao bordado de Castelo Branco.

Do bordado "livre" hei-de registar um destes dias o que tenho feito.

Do bordado de Castelo Branco surgiu a curiosidade por causa dos trabalhos absolutamente fantásticos datados do início do século passado feitos pela avó do meu marido João e que sempre admirei em casa dos meus sogros. 

Inscrevi-me no workshop de iniciação da Catarina Tutella da Seda & Companhia no sítio do costume onde volto sempre que posso, na Retrosaria. Gostei tanto que já estou inscrita para o segundo workshop em Junho. 

O primeiro bordado que fiz foi o "cravo". E não fiz só um, fiz uma meia dúzia até sentir que me podia aventurar para desenhos mais elaborados. Em modo auto-didacta foi o que fiz mas ainda tenho muitas dúvidas sobre como fazer certas formas. 

As imagens seguintes já são resultado das composições que experimentei antes de esburacar a parede onde os pendurei.

Tenho pena de não ter conseguido tirar uma fotografia decente à parede mas enche-me a alma sempre que passo por ela. 

Por último, dizer que as linhas de seda são lindíssimas, o brilho, e a beleza e variedade de cor são preciosas. A técnica utilizada neste ponto é sinónimo do alto valor destas linhas. Seguindo as indicações da Catarina encomendei-as on-line de uma loja de Castelo Branco. O que não é fácil porque as imagens não reflectem bem a cor real. Entretanto, arranjei coragem para ir à Baixa, à Rua da Conceição, e numa das poucas retrosarias que ainda sobrevivem comprei mais algumas linhas.

Agora ando a planear fazer uns bordados copiados de um livro de moldes antigo que comprei num leilão. O que significa que um destes dias voltarei a este tema.






Dia 4 de Janeiro

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Dia 4 de Janeiro de 2026.
Foi um Domingo. 
Mas só hoje estou a escrever.
Sobre uma dor que me invadiu a alma, que se atenua, e depois volta. Até que torna a acalmar. Quantas lágrimas vão cair por cada memória que vai surgir? Quantas palavras ficaram por dizer? Fora aquelas que se disseram e não eram para dizer. Se eu soubesse ... 
Falta-me "chão"! Perdida será a palavra certa?!
Palavras sentidas e sem sentido ...
Passar pelos mesmos sítios e lembrar os hábitos e as manias que a idade lhe trouxe. A sua teimosia que tanta vez me atormentou. E o amor que ficou por dar no abraço que nunca consegui dar.
Finalmente o descanso, finalmente a paz.
Enquanto o tempo não passa, ..., e me adapta a memória para esta ausência que nos apanhou a todos de surpresa, procuro ocupar-me em algo que distraia e recompense.
Escolhi o bordado, o de Castelo Branco, que aprendi recentemente.
Assim que o tempo o permitir, com boa luz para fotografar, hei-de registar o que ando a fazer. Porque sinto que necessito de algo novo que me distraia o pensamento. 

cós dobrado

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Comecei uma nova camisola de lã.
Há uns tempos atrás perguntaram-me se podia ensinar a fazer o cós dobrado.
À conta disto apeteceu-me começar a fazer uma camisola para mim.
O modelo é um top-down sweater da Espace Tricot. As lãs recomendadas são da Retrosaria. Escolhi a Mondim juntamente com a "Aurora" da Rosarios4 na cor amarela.
No embalo deste semi-confinamento a que estamos obrigados está a avançar depressa.
Estou mesmo a acabar o cós do corpo e agora o desafio é ver se consigo fazer as duas mangas em simultâneo. Se conseguir é óptimo porque fazer a segunda manga é sempre com muito esforço que consigo acabar. Vamos ver se consigo ... :)








Lisboa, de novo

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"Ai que prazer.

Não cumprir um dever,

..."

Há imenso tempo que não andava por estes sítios.
De máquina fotográfica na mão e com a Mariana e o João por companhia.
O Bairro Alto com as ruas quase vazias numa hora a que provavelmente é habitual ser assim.
Pelas paredes manifestações do que pensam alguns.
Ou então manifestações da capacidade artística de outros.
O prazer de andar pelas ruas sem rumo ou destino.
O calor morno de um dia de Outono.
O barulho das gaivotas. 
"...

E a brisa, essa,

De tão naturalmente matinal,

Como tem tempo não tem pressa

..."

Da "Liberdade" de Pessoa. 









a quatro mãos

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Um projecto a quatro mãos que tem ocupado uma grande parte do meu tempo nos últimos dois anos.
Pequenos manequins com algumas peças em miniatura do que temos feito para gente grande.



 

CJAYG

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Terminei esta manta de "granny squares" no início de Abril. 

Há imenso tempo que tinha este post pendente e agora que comecei as férias senti finalmente a disponibilidade mental (e não só) para me dedicar a este blogue que tem andado muito abandonado com imensa pena minha.

Utilizei o método CJAYG ("Continuous As You Go") para unir 280 "granny squares". Utilizei a lã "João" da Retrosaria. Adoro as cores e adoro o cheiro desta lã. Escolhi 9 cores mais o branco. Fiz 14 grupos de 5 cores e fui combinado até esgotar as possibilidades em 20 quadradinhos de lã.  Foi assim que cheguei aos 280. O CJAYG é um método de união dos quadrados que recomendo vivamente, não é aborrecido, e é entusiasmante ver a manta crescer rapidamente à medida que avançamos.

Pelas contas do Ravelry crochetei 5098 metros de lã. Parabéns a mim! :)












entre uma marie kondo e uma casa na pradaria

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É mais ou menos esta a situação em que nos encontramos aqui em casa!
O que é na verdade sinónimo de felicidade (julgo eu). Entre as arrumações, a limpeza, e a cozinha, engomar até se tornou uma actividade zen. Um podcastezinho enquanto engomo uns lençóis é do melhor. Já engomar as camisas é outra conversa, tenho tendência a deixar sempre para o fim ou para o dia seguinte.
O conforto tranquilo do serão familiar a devorar séries do Netflix!
"Qual é o filme que vamos ver hoje?" perguntam eles.
O mundo lá fora só existe quando se liga a televisão para vermos as notícias e, num raio de distância muito mais curto, de cada vez que saímos para passear a nossa cadela ou para fazer alguma compra!
Não tenho pachorra para as aulas on-line de qualquer género ou tipo de exercício físico.
Ando a pé. Já me habituei a controlar o movimento através do i-watch e este diz-me que a tendência está óptima. Para "continuar" diz-me ele!
Faço a minha caminhada que como prémio me permite ver os meus pais à janela. 
Também decidi não me pesar e depois logo se vê.
Tal e qual como tudo o resto. Quando acabar todo este constrangimento forçado logo se vê!
Quanto mais não seja toda esta situação nos ensinou que de um momento para o outro tudo pode mudar, quer seja para pior, quer seja para melhor.
E eu gosto de ir pela versão do "optimista"! :)





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