Correr é a palavra que define estes dias.
Precisamos urgentemente de abrandar o ritmo.
Compromissos, horários loucos que nos põem com olheiras, análises, consultas no médico, testes, trabalhos de casa, actividades que acabam tarde, o jantar que me esqueci, coisas inesperadas que nos alteram os planos. Já só planeamos ao de leve o dia seguinte, acordamos e deixamo-nos levar, e quando chegamos ao final do dia contamos o (pouco) tempo que vamos ter até que o despertador toque de novo. O incentivo à natalidade não se faz alterando só o IRS. O que precisamos é de tempo e disponibilidade que é coisa que as empresas dificilmente dão.
Sentimos a tristeza que acompanha os dias de quem perdeu alguém importante. Uns não estão e outros não conseguem libertar-se das coisinhas do dia a dia para estarem lá no momento que é importante estar. E enquanto estou no carro parada à espera e desejando chegar a casa penso que falhei e que falho todos os dias pelas ausências e pela falta de paciência. Acho sempre que no fim-de-semana compenso e que amanhã será diferente.
Há semanas assim, como esta ou como estas últimas.
Correr bem correu o aniversário do meu filho Miguel que (não sei como) fez 15 anos no domingo. Ainda ontem era criança e inventava palavras num dialecto muito seu que aprendi a interpretar. No meio das vidas de cada um, parámos (acho eu), e dessa vez conseguimos umas horinhas para estarmos todos juntos, nós, os tios, primos e os avós. Já não acontecia há uns tempos e soube bem. Cantámos os Parabéns e brindámos a ti e a nós. Tirei fotografias mas não as consigo guardar aqui porque o meu computador está a dar o berro e resolvi escrever estas coisas em computadores alheios.
Não tive tempo para o registar no dia devido mas, embora só o faça hoje, não quis deixar de escrever porque há coisas para as quais faço questão de ter tempo e o aniversário do meu filho é uma delas.
Muitos Parabéns meu querido! Adoro-te! Maman