anilinas

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Fim-de-semana da Páscoa.
A previsão do tempo convenceu-nos que a melhor opção era ir até às Caldas da Rainha em vez do Algarve.
E acertámos. Dias óptimos. Visitámos o mercado das Caldas onde ainda não tínhamos estado depois das obras. Receios infundados. Quanto a mim continua no top. Namorei de novo os chapéus de palhinha. Não encontrei a vendedora da loiça das Caldas, mas todos os outros estavam lá. A senhora a quem compramos os legumes, a dos queijos, e a das cavaquinhas. No regresso enquanto o J comprava o jornal no quiosque eu entrei mais uma vez nesta drogaria que faz os meus encantos cada vez que vou ao mercado.
Desta vez perdi a vergonha e pedi para tirar umas fotografias. Resisti a trazer uma vassoura mas como se pode ver as anilinas vieram comigo.
Não sei se alguma vez vou conseguir pintar com elas, mas tentar não custa.
O mercado das Caldas continua óptimo e recomenda-se!

às vezes

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Às vezes basta isto.
Esta imensidão de mar.
Sem palavras. Só o pensamento.
E o prazer absoluto de poder ficar a olhar algo assim.
Do mar, no Sítio na Nazaré.

por aqui nada de especial

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além do habitual.
Um vaso novo que comprei há umas semanas e que é um vencedor se tiver em conta todas as que vieram antes dele e das quais já não há registo.
E algumas das minhas orquídeas a darem as suas flores.
É bom chegar a casa com a luz do dia. Agora só me falta conseguir chegar a tempo de ainda ver alguns dos raios de sol entre as sombras do final de tarde. É tão bom chegar a casa. :)

pelo bairro

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Já tinha saudades de ficar em casa calmamente. Esquecer-me das coisas que tenho para arrumar e fazer muito pouca coisa que seja útil.
Basicamente, entrar e sair, dar meia volta e ir beber um café só porque sim, voltar a casa, e preguiçar.
Hoje andámos pelo bairro a aproveitar este tempo que já é de Primavera e que nos deixa mais bem dispostos. Visitámos a feirinha mensal da Praça de Londres. Parámos no novo quiosque no jardim da igreja. Entretive-me a observar pela milionésima vez estas estátuas que povoam o jardim desde que me lembro. E trouxe uma fotografia da minha favorita. Recorda-me todas as vezes que levei os meus filhos ao parque infantil para andarem no "escorrega" sempre a adiar a hora de voltarem para casa para almoçar e fazer a eterna sesta.

no 4º andar do John Lewis

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em Oxford Streetuma secção chamada "fashion fabrics".
Apesar de ser um daqueles armazéns multi-marca gigantescos que existe em Londres tem uma secção dedicada a costura, lãs e afins bastante interessante e bem apetrechada.
Não recomendaria na parte que diz respeito a tecidos propriamente ditos porque a variedade não é muita, mas parece-me um bom sítio a visitar para comprar moldes (Vogue, Burda, Simplicity, ...), acessórios de costura (a marca Prym está muito bem representada) ou para comprar lãs e material de tricot ou crochet.
Gostei do espaço dedicado à "Great British Sewing Bee", e do reservado à "Sew over it" (que ainda não foi desta que visitei), e também há um canto com um aspecto bem confortável onde nos podemos sentar e pedir a ajuda de uma das empregadas enquanto nos decidimos.
Também vendem máquinas de costura a que achei graça pelo colorido.
Normalmente não é nestes grandes armazéns que procuro por estas coisas mas já não me lembro bem como é que fiquei com esta como sendo uma das referências a visitar em Londres e onde nunca tinha estado antes.
Não me desiludiu e escusado será dizer que me demorei um bocadinho por ali :)

inside the world of Alexander McQueen

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"Clothes don't come from a notepad. It comes from Degas, Monet and my sister-in-law in Dagenham" - Alexander McQueen

Este fim-de-semana estive em Londres. E tive a sorte da minha estadia coincidir com o dia de inauguração da exposição "Savage Beauty" sobre Alexander McQueen no Victoria & Albert Museum.
Nasceu em 1969 e morreu com 40 anos em 2010. Suicidou-se no auge da sua carreira um dia antes do funeral da mãe. Trágico! Segundo consta sofria de depressão, ansiedade e insónias, e há histórias de outras tentativas de suicídio.
Mas esta é a parte triste, para quem tiver a sorte de visitar a exposição entende melhor a grandeza do que está exposto se conhecer um pouco mais da história da sua vida.
Aos 16 anos começou como aprendiz de um alfaiate em Savile Row. Aos 20 anos passou para um atelier de trajes de teatro. A seguir vai trabalhar como "pattern cutter" em dois atelier em Londres e em Milão. Entre 1990 e 1992 conclui o MA em Fashion Design na Central Saint Martins, uma das mais prestigiadas escolas em Moda (fazia parte do mesmo grupo de Stella McCartney e Galliano). A partir daí seguem-se quatro "Awarded British Designer of the Year" e mais uns do género.
Aos 27 anos é o chief designer da Givenchy.
Era um naturalista. Gostava dos opostos. Conseguia ver beleza onde o comum dos mortais via fealdade. E devia ser completamente "passado da cabeça". À sua história muito resumida falta-me juntar a origem humilde do East End de Londres onde "schooling wasn't at the top of the agenda, ..." como ele próprio referiu, e outras curiosidades como o facto de ser o mais novo de seis irmãos, de gostar de fazer os vestidos das suas três irmãs, e de visitar o Museu de História Natural todos os domingos durante a sua infância.
Não tenho palavras para descrever esta exposição. A Mariana que estava comigo ficou deslumbrada e quando lhe pergunto o que mais gostou deste fim-de-semana uma das coisas que refere é a "exposição da roupa" como ela lhe chama. A dada altura era ela que queria voltar atrás para ver melhor um vestido ou outro e prometeu-me que ia desenhar um deles para mim :)
Se esta morte não tivesse acontecido aonde nos teria levado o seu génio?
Ao ver esta exposição percebe-se o nível que atinge a Moda como forma de produzir autênticas obras de arte em espectáculos absolutamente fantásticos e surpreendentes como costumavam ser as suas "catwalk".
Com muita pena minha não era permitido tirar fotografias. Para juntar a este texto encontrei esta fotografia das borboletas que foi uma das peças da exposição que tanto eu como a Mariana gostámos imenso.

manual de engenharia têxtil

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Alguns dos livros recomendados na Faculdade já não estão à venda.
Um deles é o Manual de Engenharia Têxtil da Fundação Calouste Gulbenkian que pelo que me tenho vindo a aperceber é dado como referência em n sítios mas que só se encontra para consulta em bibliotecas ou então à venda em alfarrabistas.
Foi a "googlar" à procura deste livro que fui parar ao OLX e que encontrei o Manual do Fabricante de Tecidos sobre o qual escrevi ontem. E a coincidência é que um dos autores do Manual de Engenharia Têxtil também iniciou a sua profissão no mesmo local que José Maria de Campos Mello, ou seja na Covilhã. Neste caso, na Fábrica Campos Melo, Irmão, Lda. Não faço a mínima ideia se esta fábrica ainda existe. Mas a coincidência dos nomes Campos Melo e Covilhã faz com que sejam referências que merecem alguma pesquisa que ainda hei-de arranjar tempo para fazer.
Entretanto, este último Manual é de 1984 e parece-me quase a uma biblia no campo dos têxteis.
Algumas das páginas estão sublinhadas e com anotações de antigo(s) proprietário(s).
E inclusivé ainda tem pequenos papéis com anotações manuscritas.
Pode parecer um bocado esquisito mas eu gosto de bisbilhotar estas coisas e acho piada a estes achados.

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