revistas antigas
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Uma das coisas que costumo procurar nas feiras de velharias são revistas antigas.
Principalmente pelos desenhos das capas que fazem os meus encantos e a partir dos quais já deu para fazer alguns dos quadros que estão cá em casa.
Estas são dos anos 30 e dos anos 50. Não tive coragem de as recortar.
Alguns dos artigos são engraçados de ler. A grande maioria são sobre conselhos úteis à época.
E talvez como consequência das grandes guerras as noções sobre a reutilização são uma constante.
O mais comum é dar ideias sobre a transformação de roupa. Como obter um vestido novo a partir de um vestido antigo e de uma blusa. Como transformar um casaco ...
Também ensinam a fazer chapéus que eram indispensáveis a qualquer senhora elegante dos anos 30.
No entanto, o mais comum são os artigos sobre tricot. As instruções são muito completas e um destes dias gostaria de me aventurar a fazer um destes casacos. Não sei se o meu francês será suficiente para semelhante aventura mas estou com vontade de tentar. Mais um para a minha longa (cada vez mais longa) lista de desejos pendentes.
conversas soltas V
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Ou melhor dizendo mensagens soltas.
Sou uma mãe que faz muitas recomendações, que não perdoa a falta de estudo, e que não gosta de falta de educação. Acham que sou rabugenta. Se calhar até sou um bocadinho, mas sou uma mãe babada assumida e não há um dia que passe que não pense na sorte que tenho pelos nossos filhos.
Pudesse eu parar o tempo de vez em quando e deixaria que certos momentos se prolongassem.
As duas últimas mensagens que guardei na nossa caixa foram:
Da Mariana para mim, encontrei-o à noite em cima da minha cama:
"querida mãe eu não posso ir lavar os dentes porque a Marta não me deixa.
Os tres presentes ceu te dei forão:
o da classe, o que tem a musica, e o de eu ter nachido.
P.S eu amote
Mariana"
Da Mariana para o pai que o recebeu ao final da tarde quando chegou a casa:
"Querido pai eu vou parar de te dar cartas porque eu ja de dei 5 messes. E porque acora é a vez da mãe. Mas não tens de figar trichte porque couado for a ves do Miguel e da Marta eu depois vou dar uma carta a toda a gente. Mas nesta carta a um presente espesial. Espero que cortes.
da Mariana para o pai
Beijinhos pai"
Convém ainda acrescentar que uma das cartas dadas ao longo dos 5 "messes" tinha escrito como destinatário o seguinte: Para Jxxx Bxxx Pxxx ou como te costumo chamar pai"
O português ainda não é o melhor mas quem disse que isso me interessa. Mesmo com estes erros todos prefiro deixá-la assim enquanto esta última infância que temos cá em casa não acaba. Para quê estragar estes bocadinhos com correcções de ortografia? Outras alturas mais adequadas iremos ter para o fazer ... Esta nossa filha faz-nos felizes! :)
Sou uma mãe que faz muitas recomendações, que não perdoa a falta de estudo, e que não gosta de falta de educação. Acham que sou rabugenta. Se calhar até sou um bocadinho, mas sou uma mãe babada assumida e não há um dia que passe que não pense na sorte que tenho pelos nossos filhos.
Pudesse eu parar o tempo de vez em quando e deixaria que certos momentos se prolongassem.
As duas últimas mensagens que guardei na nossa caixa foram:
Da Mariana para mim, encontrei-o à noite em cima da minha cama:
"querida mãe eu não posso ir lavar os dentes porque a Marta não me deixa.
Os tres presentes ceu te dei forão:
o da classe, o que tem a musica, e o de eu ter nachido.
P.S eu amote
Mariana"
Da Mariana para o pai que o recebeu ao final da tarde quando chegou a casa:
"Querido pai eu vou parar de te dar cartas porque eu ja de dei 5 messes. E porque acora é a vez da mãe. Mas não tens de figar trichte porque couado for a ves do Miguel e da Marta eu depois vou dar uma carta a toda a gente. Mas nesta carta a um presente espesial. Espero que cortes.
da Mariana para o pai
Beijinhos pai"
Convém ainda acrescentar que uma das cartas dadas ao longo dos 5 "messes" tinha escrito como destinatário o seguinte: Para Jxxx Bxxx Pxxx ou como te costumo chamar pai"
O português ainda não é o melhor mas quem disse que isso me interessa. Mesmo com estes erros todos prefiro deixá-la assim enquanto esta última infância que temos cá em casa não acaba. Para quê estragar estes bocadinhos com correcções de ortografia? Outras alturas mais adequadas iremos ter para o fazer ... Esta nossa filha faz-nos felizes! :)
do fim-de-semana
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O final de mais um ano lectivo aproxima-se.
E com ele as actividades habituais que nos dão gosto e que nos recompensam de tantos horários e tantas tarefas a cumprir e das quais um dia teremos saudades.
Mas por agora só desejamos que cheguem ao fim para que possamos finalmente descansar destas rotinas que nos marcam os dias.
Este fim-de-semana tivemos o sarau de 2013 do Ginásio Clube Português que aconteceu no CCB.
Lá fomos nós ver a Marta. Vimos atletas fantásticos e o espectáculo foi muito bom :)
tecidos novos
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Tenho tecidos novos à venda na loja para fazer coisas bem giras!
E já tenho várias ideias para experimentar em roupa e a fazer mais uns sacos e umas malas cá para casa!
Alguém aí desse lado estará interessado em comprar? :)
às riscas
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A pensar no Verão ...
Em curso com um tecido da Amy Butler, mas também poderia ser executado com este da fotografia que pus hoje à venda na loja ...
modelito quase concluído
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O meu modelito em tweed está quase concluído.
Agora só falta acrescentar as alças o que vai implicar uma visita à Casa Forra na Baixa.
Esta mala tem uns pormenores engraçados que nunca tinha experimentado antes. O que tenho aprendido nas aulas de costura tem-se revelado cada vez mais útil. Agora sei que existem certas técnicas que fazem muita diferença no resultado final e que não são explicadas quando seguimos as instruções dos livros.
Enquanto não chego à fase de começar a aprender a fazer vestidos (ainda estou a aprender fazer saias que é algo que só raramente uso) vou-me entretendo com sacos e malas (que é algo que também gosto bastante de fazer) utilizando alguns dos tecidos que tenho na loja.
Este modelo é mais adequado para o Outono ou para o Inverno e por isso vai ficar guardado à espera da época certa. Entretanto já tenho outro à espera que será mais adequado para o Verão quando o bom tempo decidir dar "um ar da sua graça"!
da roupa e da arte
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(imagens retiradas do catálogo da exposição)
"Pronto", agora gosto destas coisas (e estou cansada de tantas notícias sobre a recessão)!
O que tenho aprendido nos últimos tempos fez-me olhar para a roupa de um modo diferente. Agora quando vejo algumas peças dou por mim a procurar a etiqueta para saber de que tipo de tecido são feitas, observo a qualidade do tecido, tento imaginar qual ou quais os moldes que lhes deram origem, e olho para a qualidade da execução ( ... tanta coisa ...).
Algumas vezes (nos dias mais contemplativos) dou por mim a apreciar mais o processo de realização da peça de roupa em si do que propriamente o uso que lhe poderia dar.
Aprender tem este efeito, torna-nos mais atentos e mais interessados no que nos rodeia.
Foi por isso que nas últimas férias visitei a exposição de "Haute Couture" no Hotel de Ville em Paris. Esta visita deu-me uma nova perspectiva que provavelmente eu já poderia conhecer mas para a qual andei um pouco distraída.
Eu sei que à alta costura está associado uma série de coisas com as quais eu não tenho nada a ver mas olhar para qualquer uma das peças (lindissimas) que estão em exposição depois de ler a interessante explicação sobre o processo de execução de um destes vestidos teve o efeito de passar a olhar para eles como peças de arte em vez de ver "simples" vestidos para gente rica.
São peças únicas completamente executadas à mão com um cuidado enorme durante muitas (muitas mesmo) horas de trabalho.
Em que momento é que de uma saia ou camisa comum passámos a criar algo assim com esta perfeição? Parece que o conceito de alta costura começou no início do século XX. E a ideia de associar o conceito de marca a roupa veio a seguir. A ideia do artista (leia-se costureiro/a) que concebe a obra concretizou-se por aí ao dar um nome à coisa. E os antigos ateliers de costura passaram a ter outra importância.
Desde os esboços dos primeiros desenhos, a escolha dos padrões e das cores, o desenho técnico, os ensaios antes da execução no tecido final até ao incrível trabalho feito à mão pelas costureiras fez-me ver que afinal roupa também pode ser sinónimo de arte. Qualquer peça destas é um exemplo excelente do que de melhor se pode fazer através das nossas mãos com trabalho puramente manual.
Esquecendo o lado negro (que infelizmente tem muitas faces) associado a esta indústria conseguimos apreciar esta exposição com o respeito que merece. E ao olhar para cada peça imagino a quantidade de pessoas talentosas, a quantidade de horas, e a quantidade de trabalho por trás de cada vestido.
Infelizmente o tempo que tive não foi suficiente para apreciar devidamente cada um dos vestidos que, desde 1900 até aos nossos dias e passando pelos anos 50/60 meus preferidos, estavam em exposição. A minha filha Marta foi a melhor companhia que podia ter e por mim teria demorado mais um pouco.
Agora percebo o fascínio de algumas pessoas por estas coisas "fúteis" ...
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