fotografar e um novo olhar

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Mesmo no final do meu curso de iniciação à fotografia só posso dizer bem. Muito bem mesmo.
Ontem foi um dia muito intenso, fisicamente, e não só. Descobri o modo "manual" e percebi o que tenho perdido nestes últimos anos em modo "automático". A fotografia é uma forma fantástica de ver e sentir este mundo como algo extraordinariamente bonito. Alienante? Não. Altamente terapêutico diria eu. Não me lembro de ter dores de cabeça e só senti mesmo o cansaço quando cheguei a casa. Deitei-me e dormi de uma só vez, profundamente. Não me lembro de ter aguentado tanto frio durante tanto tempo e mesmo assim querer continuar. Experiências mais que muitas. Doze ou treze horas que pareceram 24. Descobri um novo mundo e agora não me apetecia nada parar.
Se pudesse amanhã partia para terras distantes e fazia click, click, click por aí.
Mas infelizmente a China, a India, o Japão, a Patagónia e outros sítios assim terão que ficar à minha espera até eu arranjar um tempinho que me liberte por aqui. Talvez um dia destes, quem sabe :)
Entretanto volto à realidade ... desço à terra, e encontro-os de novo no ritmo que já conheço. Obrigada Família e meu querido J por me terem deixado com este tempo só meu! :)

conversas soltas viii

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A Mariana continua com as alergias características desta época. Por isso hoje resolvi ir buscá-la ao liceu e trazê-la para casa em vez de a deixar continuar com as actividades da tarde.
Quando vem sozinha comigo no carro temos desde longos silêncios até momentos em que a quantidade de palavras por minuto é algo que muitas vezes o meu cérebro não consegue processar.
Hoje foi dia de silêncios.
Parei num sinal vermelho. Espreitei pelo espelho retrovisor e achei que estava distraída a olhar lá para fora.
Mariana: "Sabes mãe tenho sempre tantas perguntas sem resposta!"
Abri mais os olhos e continuei virada para a frente, calada, à espera do que viria a seguir.
Mariana: "E há tantos porquês ...!"
Não lhe disse nada. Achei que não valia a pena dizer-lhe já que o que ela descobriu tão cedo nos acompanha pela vida fora.

fotografia

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A aprender de novo.
Este tem sido um mês de novidades e que está a passar à velocidade da luz. Agora surgiu esta oportunidade e não me apeteceu adiar mais.
Fotografia é algo de que gosto muito e tenho pena de nunca lhe ter dedicado tempo de estudo suficiente.
Frustrações acumuladas já tenho em número suficiente porque normalmente a imagem que fica na minha memória é sempre muito melhor do que a que obtenho quando uso a máquina fotográfica.
Como o tempo não abunda e não tenho paciência para ler os manuais precisava de algo deste género.
Tal como previa, enquanto oiço as explicações um novo mundo se abre.  Agora estou desejando que chegue a parte prática com o modo automático em off. Aí é que vão começar os "ais que isto não sai como eu quero".
Espera-se uma semana muitíssimo intensa por aqui.

moi e o arco-íris

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Este fim-de-semana foi dia de mercado "Portugal Real" no Príncipe Real e eu estive lá.
Moi même! E a minha querida família que foi vindo e indo, à vez, neste "out of the box" a que nenhum de nós estava habituado. Uns de surpresa, outros esperados, e outros inesperados :)
O mercado estava óptimo, a organização correu muito bem, e Lisboa deu-nos mais um dia daqueles: sol, calor morno, bom tempo com uma brisa morna de vez em quando. Boa música e gente gira e divertida num dos jardins que mais gosto, com a sorte de ter um quiosque ao lado onde podíamos refrescar de vez em quando. Não se podia pedir mais.
Se nos divertimos? Sem dúvida que sim! E bastante por sinal!
A sorte imensa que eu tenho por ter calhado numa família assim!
As últimas fotografias têm a Marta por trás da objectiva no desenfreamento que algumas vezes a ataca quando se apanha com a máquina na mão. E eu agradeço-lhe porque fotografias onde eu apareça devem contar-se pelos dedos de uma mão.

tessuti

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Visitar uma cidade nova sem procurar lojas de venda de tecidos, ou lãs, ou retrosarias, não é visita. Não poderia deixar de falar de Roma sem registar a minha busca pelas ditas. A pesquisa que fiz antes de ir confirmou o que encontrei. Ou melhor dizendo, dificilmente encontrei, apesar de ter andado por muito sítio.
Digna de registo fica a Fratelli Basseti Tessuti no Corso Vittorio Emanuele II nº73.
Não daria nada pela entrada até chegar ao 1º andar de um prédio antigo e com um aspecto mais ou menos duvidoso. Salas e salinhas que se iam sucedendo e descobrindo cobertas de rolos de tecido do chão até ao tecto.
Os "scampoli" (retalhos a preços mais baratos) não me tentaram. Admirei a variedade, a quantidade e a qualidade. Quanto ao preço e comparando com o que vejo em Lisboa é mais barato apesar de na grande maioria se tratarem de tecidos que normalmente são caros. O sector dos tecidos para camisas (na segunda fotografia) e o sector das sedas eram de perder a cabeça.
Tive a companhia do meu filho Miguel que não gosta de me deixar sozinha.
E como tive muito pouco tempo para explorar devidamente a coisa (também por consideração para com ele) acabei por não comprar nada mas valeu a pena a visita.

desejar

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Enquanto estive em Roma não me lembro de ter visto grandes edifícios de centros comerciais.
Reparei que existem imensas lojas de rua pequenas com um aspecto "delicioso", simples e de bom gosto como as coisas simples são normalmente, dedicadas a vários ofícios.
Desde ourives, a sapateiros, a pessoas dedicadas a fazer artigos para caça (que não sei como se chamam), gelatarias artesanais, os que fazem uma variedade enorme de massas para venda, e outras coisas mais, até aos que se dedicam a fazer roupa (deixei-os para o fim de propósito). Imensos. Lojas mínimas de 30, 40 ou 50m2 se tanto com roupas originais, bem feitas, e caras/baratas q.b.. Dada a quantidade presumo que por Roma valorizam estes trabalhos manuais dedicados à costura, e ao "bem fazer", e há mercado suficiente para os manter.
Mesmo ao lado do hotel onde ficámos hospedados havia uma loja de alfaiate que me apaixonou.
Não tive coragem para pedir que me deixassem fotografar o interior, mas todos os dias namorei a montra e registei em memória algo muito muito próximo mesmo do que gostaria de ter ou fazer um dia se possível fosse, mas na versão feminina. Se irei mudar de ideias não sei, mas neste momento é o que sinto.
As amostras de tecidos, os modelos alinhavados a aguardar prova, os balcões de madeira a cheirar a antigo, o escolher à medida à vontade do freguês, e fazer algo que considero útil que alguém queira ou necessite, use, aprecie, e por isso esteja disposto a pagar o justo valor ...
Um pouco fora do seu tempo, eu sei. Quem estará disposto a passar por todo este processo, e sobretudo, em tempos em que nos habituámos a ver e comprar, quem estará disposto a esperar que a "obra" fique pronta? Provavelmente poucos. Mas mesmo assim, quem sabe um dia? :)

Bordallo Pinheiro

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Ontem faltou-me falar da nossa passagem pela Fábrica Bordallo Pinheiro.
Uma das minhas paragens favoritas e quase obrigatória. Normalmente vou acompanhada por alguém que trava o meu instinto consumista e por isso depois de cobiçar no mínimo dez peças, depois de várias "levo esta", "espera, troca por esta", lá consigo decidir-me e venho-me embora consolada com a peça eleita do dia. Vou coleccionando ...
As empregadas simpáticas deixaram-me tirar algumas fotografias ("de longe").
Infelizmente não pude fotografar a exposição de algumas peças de Bordallianos do Brasil. Peças super interessantes, algumas como esta ou esta eram giríssimas e não me importava nada de as ter em casa.
Como as minhas andorinhas estavam esgotadas estive quase quase a começar uma petite collection de râs. Fica para a próxima visita ...

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