sharjah, ajman, dubai

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Andámos por aqui.
Nos Emiratos Árabes Unidos atravessámos três emiratos sempre a uma velocidade pouco razoável em cidades com seis faixas de rodagem de cada lado da auto-estrada, onde o trânsito é constante deste manhã muito cedo até muito tarde à noite, e com uma "rush hour" que vai das quatro da tarde até às dez da noite!
Esta descrição é uma boa imagem da velocidade a que se vive, constrói, e se faz crescer estas cidades enormes com pouco mais que trinta anos.
Começámos pela zona antiga da cidade do Dubai, na Deira.
Visitámos os velhos souks das especiarias e do ouro e atravessámos o rio - Creek - até ao souk dos têxteis.
Com baixas expectativas dei por mim a ser surpreendida.
Fiquei a saber que lêem da direita para a esquerda, lêem os jornais do fim para o princípio, e o fim-de-semana começa à sexta-feira e termina ao sábado. Sendo que é a sexta-feira que é equivalente ao nosso domingo.
Num país de contrários também se vêem os contrastes entre quem não tem a nacionalidade e quem a tem.
Há imensa coisa para fazer. Os dias não chegaram para tudo o que gostaríamos de ver e visitar.
É sem dúvida um lugar incrível onde se quebram recordes.
O dinheiro parece "fluir". Tudo acontece a grande velocidade, e tudo é em grande, muito grande mesmo.
É o local "onde os arquitectos deixaram que a imaginação os levasse até onde fosse possível" disse-nos um guia.
Infelizmente não consegui visitar o edifício mais alto do mundo - o Burj Khalifa - com 828 metros de altura, que ultrapassa as nuvens, e onde nos últimos cinco andares ninguém vive por causa do pouco oxigénio. Um edifício que, segundo li, demorou cinco anos a construir e quem o construiu sabe que nem em cem anos conseguirá o retorno que deveria pagar o custo de construção!
Parece não haver limites! Loucura é a principal palavra que me ocorre!
E apesar de por lá ter andado uma semana ainda não consegui habituar-me à ideia que este lugar existe assim no meio de um deserto numa forma muito próxima daquela que poderia encontrar se em vez de ter voado para oriente tivesse decidido ir para ocidente. Continua a parecer-me tão irreal e tão estranho!

8 comentários:

  1. Uma viagem espectacular! Imagino as muitas recordações que lhes trouxe! :) Beijinho

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    1. Gostei muito da viagem Joana, mas na verdade pela primeira vez (acho eu) não fiz compras :)

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  2. Deve ser fantástico. Uma amiga minha viveu lá cerca de 2 anos mas acabou por voltar ao seu Alentejo.
    Eu não me imagino a viver no Dubai, é tudo muito rápido com leis estranhas ás nossas. Mas fico maravilhada, isso fico.

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    1. Eu também só me imagino no Dubai de visita Xica Maria. Mas vale a pena a visita quanto a mim.

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  3. Desconhecia essas curiosidades acerca do Dubai... Gostei de ver:)
    Manuela

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  4. Olá Paula, um país completamente à parte. Fiquei espantada com os colares enormes e tão trabalhados, em ouro. Beijinho.

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  5. Belíssima reportagem, Paula, óptimas fotografias!
    Sim, a estranheza parece medir-se pela enormidade das construções e pelo exagero da ostentação... Os colares gigantescos, tal como os prédios irracionais, são sinal disso. Mas conseguiste dar uma visão mais pitoresca do local, com pormenores muito interessantes. Parabéns pela viagem e por esse teu sentido de observação apurado!

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