Marta

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Ao ver esta fotografia hoje no FB permiti-me publicá-la sem pedir autorização.
Fez-me recordar que há exactamente 6 anos atrás comecei a escrever aqui.
19 de Janeiro. Dia de aniversário. Do teu aniversário.
Só que hoje não há velas para apagar ... pelo menos aqui em casa.
Não há Facebook, Skype, Facetime, Messenger, ou seja o que for que ajude para minimizar esta tua ausência minha querida.
Sinto a falta física de te abraçar e mimar. Ao passar pela porta do teu quarto, que mantenho fechada à espera do teu regresso, vem-me a falta de ti ao vivo e a cores. Das tuas expressões típicas, dos humores inesperados, da música sempre alta (quem diria!), dos teus ataques de arrumação até às tantas,
Do teu dia-a-dia ...
De te ver crescer ...
Coisas de mãe ... eu sei ...
Já estou aqui há algum tempo a olhar para o écran e já escrevi e apaguei não sei quantas vezes. Mil e uma coisas para te dizer passam-me pela cabeça. Acho que o melhor é deixar como está. É difícil encontrar as melhores palavras e este espaço não se presta a grandes discursos.
Decidi voltar a escrever aqui!
Agora que penso nisso, o melhor dia para recomeçar só poderia ser mesmo o teu dia de aniversário.
Uma vez mais ... :)
Muitos Parabéns minha filha querida!

soldadinhos

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Uma parte do meu último trabalho para a faculdade foi desenhar e ilustrar estes "soldados" em traje militar do século xix. Não são cópias fiéis mas andam lá próximo com umas pequenas adaptações minhas. Aventurei-me nas aguarelas mais uma vez ...








às vezes à hora de almoço

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O problema de não ter nada para tratar à hora de almoço é que me dá para cair em tentações.
Saí tarde para almoçar, estava sozinha, e despachei-me em 15 minutos. Sobrava-me tempo (coisa rara) e não me apetecia nada voltar para o escritório para trabalhar (ultimamente pode-se dizer que esta parte já não é nada rara).
Perto do sítio onde trabalho existe uma loja da Livraria Bertrand muito acolhedora.
Naturalmente que foi o sítio onde me lembrei de passar o tempo que me restava.
E naturalmente que gastei dinheiro e saí de lá assim com mais dois livros.
O primeiro não é propriamente um livro. Namoro sempre a Flow Magazine aos domingos de manhã  mas consigo resistir-lhes. Desta vez não foi possível. Para quem gostar de papelarias e coisas assim do género de papel garanto que o interior é irresistível.
O segundo não conhecia. Já tenho uma colecção razoável com livros de projectos de tricot mas este é tão agradável que acabei por o trazer. Além dos cinquenta tipos de pontos que ensina como fazer também traz vários projectos que me dão vontade de conhecer alguém que tenha um bebê para lhe oferecer um casaquinho de lã, ou uma manta, ou umas meias, ...  :)
Enfim, alguém com formação em psicologia (ou nem será preciso tanto) talvez diga que estou "descompensada". Mas vendo bem podia ter sido pior. Poder-me-ia ter dado para comer bolos ou qualquer coisa assim do género com muitas calorias. Pensamento positivo, ok! :)

da Primavera

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Os amores-perfeitos que plantámos em Outubro do ano passado na varanda da Mariana.
Não registei devidamente os caroços de limão que pusemos num vaso pela mesma altura e que já mostram um rebento de 10cm de altura. Mas hei-de fotografá-lo um destes dias. Sempre quis ter um limoeiro. Pode ser desta que resulte. Quem sabe?
As várias orquídeas que vou coleccionando a cada ano que passa.
E por fim, o presente da Mariana para o Dia do Pai.
Por mais voltas que o mundo dê e nos vire de cabeça para baixo há coisas que permanecem eternas e que nos alegram os dias :)
O início da Primavera há-de ser sempre uma delas e festejar os melhores pais do mundo também :)
Sejas bem-vinda Primavera! Venham os dias "maiores" e a esperança de que esta mudança que nos espera nos traga dias felizes! :)

aprendendo a ter ideias

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Conhecer "processos criativos" sempre atraiu a minha atenção.
Muitas vezes quando olho para alguma obra de que gosto em especial fico a pensar o que terá levado (e como) o autor a fazer algo assim. Como é que "aquilo" lhe surgiu no cérebro é a pergunta que me ocorre sempre. De onde lhes vêm as ideias?
Eu não sou uma artista. E tenho ideias como toda a gente. Gosto de idealizar "coisas"!
Mas sinto a maior parte das vezes que todas estas ideias soltas e gostos que andam por aqui não conseguem sair cá para fora de uma forma coerente para produzir algo que me faça sentido.
Este assunto daria pano p'ra mangas ...
Quando decidi voltar à faculdade uma das coisas que mais procurava estudar tinha a ver com a "criatividade". Procurar as técnicas (que existem de facto) para transformar essa coisa intangível que é a "imaginação" e o "mundo das nossas ideias" em algo palpável.
Há algum tempo atrás numa das cadeiras que fiz li um artigo muito interessante sobre este assunto que dava como exemplo algo do género: em diversos alunos excelentes com média de 20 a matemática qual será a diferença que fez surgir um dia uma pessoa como o Einstein? O que é que o tornou mais "criativo" do que os melhores alunos do seu tempo a ponto de criar a teoria da relatividade?
Poderão existir várias respostas possíveis. Uma delas segundo António Damásio, e na qual acredito, diz que sermos felizes é fundamental para a geração de ideias. Quando estamos felizes somos mais criativos.
Afinal a resposta é simples! :)
As imagens seguintes mostram uma parte do último trabalho que fiz no semestre passado e que foi um dos trabalhos que mais gostei de fazer desde que comecei esta aventura de voltar a estudar.
O trabalho foi feito por um grupo de quatro pessoas do qual eu fazia parte. E calhou-nos apresentar 10 blazers e 10 t'shirts.
As ilustrações não foram feitas por mim e por isso é importante que fique bem claro que eu não sou a autora dos desenhos. As ideias dos blazers e das t'shirts que deram origem aos desenhos é que são da minha autoria.
A seguir a cada ilustração/ideia vem uma segunda imagem com uma fotografia da amostra que fiz com pormenores dos modelos idealizados.
Desta parte também posso dizer que sou a autora. Todas as amostras apresentadas foram idealizadas e feitas por mim.
Finalmente, todo este bla bla bla para dizer que pode não ser de artista e que não sou nenhuma Einstein, mas eu gosto, estive feliz enquanto o fiz, e sinto que um bocadinho mais próximo daquilo que falei no início já devo estar! :)

Desenho 1 - Blazer em lã fria de fazenda preta com tule de seda preta nas mangas e nos bolsos. A amostra foi feita para o fechamento do casaco com laços. Acabámos por optar pela fita de gorgorão preta (o do meio) porque além de ser o que mais nos agradou era também o que servia melhor para este efeito.


Desenho 2 - Blazer em lã fria de fazenda branca com franja no escapulário e aplicação de outro tecido nos bolsos. A amostra foi feita para demonstrar a transformação realizada sobre o tecido aplicado na lã. No caso do escapulário foi quase completamente desfiado para obter uma franja. Para o bolso retiraram-se fios na horizontal (trama) e na vertical (teia) para obter o efeito de rede que depois foi aplicada sobre o bolso.





Desenho 3 - Blazer em lã fria de fazenda branca com diversos tipos de aplicações inspirado na Frida Kahlo. A amostra foi feita para demostrar os pormenores de três elementos: as abas do casaco, fechamento, e bolsos. O perfil da Frida Kahlo é desenhado e bordado sobre as abas. O fechamento do casaco é feito com fita de colchetes em preto. E o bolso é feito com flores feitas à mão em tule de seda de diversas cores e cosidas sobre tule preto que depois é aplicado sobre o bolso. 






Desenho 4 - T'shirt de algodão preto com aplicação de flores em crochet em tule preto que depois é aplicado sobre o algodão. A amostra serviu para demonstrar as flores em crochet. 




Desenho 5 - T'shirt em algodão branco e algodão preto com aplicações em bordado. A amostra serviu para demonstração dos bordados. 





compras do fim-de-semana

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Tenho que fazer um projecto sobre um acessório à minha escolha para uma das cadeiras que estou a fazer este semestre.
Optei pelos sapatos.
O que me levou até à Feira da Ladra este sábado à procura de umas formas de sapateiro.
Enquanto as procurava, ao passar por um dos vendedores, encontro este "Grande Livro dos Lavores" do Círculo dos Leitores que estava no meio de uma confusão de outros livros, em óptimas condições, por 3eur. Embora os trabalhos deste livro não façam exactamente o meu género pela época a que se referem achei que valia a pena trazê-lo nem que fosse pela explicação das técnicas.
Para terminar o fim-de-semana, na minha habitual visita de domingo de manhã à Livraria Barata, encontro uns saldos de livros desta colecção da qual já tinha comprado o da "Tecelagem" uma vez na Feira do Livro. Escolhi o da "Estampagem" em tecido (claro!) e um sobre trabalho em couro (nem de propósito! alguém deve ter descoberto as minhas "peregrinações" recentes até à Casa Forra para "namorar" estas ferramentas!).
Não é que eu ande à procura mas a minha alma enfraquece quando me põem coisas assim que me interessam à frente tipo pechincha ou em saldos. Não sou capaz de dizer que não.

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