a BOA TESOURA

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Não tenho tido oportunidade de registar o que fui fazendo nos últimos meses.
Mas com a experiência que entretanto fui adquirindo sei agora melhor do que antes que para conseguir costurar uma peça de roupa bem feita há certos cuidados que devem ser tidos em conta para evitar frustrações, desistências, ou peças "mais ou menos" bem.
Os procedimentos habituais de lavar o tecido, engomar, acertar as ourelas, encontrar o "fio direito" ... e etc. ... até ter todos os componentes do molde correctamente cortados levam o seu tempo e devem ser cuidadosamente respeitados.
Fazendo uma pesquisa pelo Google facilmente se encontram diversos tutoriais como por exemplo aqui, ou aqui, por aqui, e para quem ainda tiver paciência, só mais este aqui que é um dos meus locais favoritos.
Mas além das instruções e da prática em segui-las a utilização de boas "ferramentas" ou acessórios é essencial. 
E o principal de todos eles é sem dúvida ter uma BOA TESOURA.
Parece assim uma coisa sem importância mas na verdade não é.
Para além da BOA TESOURA existem ainda outras peças que são igualmente úteis e necessárias.


Estas são as que mais utilizo.
São muitas de facto, mas confesso que para chegar a um bom corte ainda faltam algumas peças como, réguas, "pesos" (super importantes os "pesos"), e mais uma ou duas. Incluí-las iria tornar este texto ainda mais longo e por isso optei por não as mostrar. Sobre as réguas então há todo um mundo a explorar garanto!
A chave de parafusos e o marcador de giz são outsiders mas como estão no mesmo estojo que os outros achei mal tirá-los da fotografia :). E também me são muito úteis mas isso seria outra história.
Voltando aos objectos cortantes. Pareceu-me boa ideia acrescentar uma legenda.
O que vou escrever a seguir é a minha opinião e existe de certeza quem ache o contrário ou conheça melhor, mas estas são as minhas escolhas e dou-me bem com elas.
Começando pela zoomórfica tesoura de bordados. Não poderia ser outra tendo em conta o facto de ter a forma de um pássaro. Foi das primeiras que comprei há imenso tempo na Retrosaria.
A tesoura de costura é a mais usada e este tamanho é o ideal, nem mais pequena nem maior.
A tesoura dos zigue-zagues é do Ikea e sobre ela não tenho nada a dizer.
As três tesouras de tecelão. Desde sempre tive a cor-de-laranja que achei sempre que não prestava até encontrar as outras duas que são fantásticas.
O abre casas ou descosedor, usei aqueles fininhos às cores muito baratinhos que há em quase todas as retrosarias até encontrar este que lhes dá dez a zero.
Os x-acto necessários para o patchwork e muito melhores de utilizar para certos materiais como o burel ou daqueles que tenham pelo. Só é pena que a lâmina do x-acto rotativo tenha que ser tantas vezes substituída. Gostava de saber se existirá alguma forma de reaproveitar estas lâminas.
A tesoura para cortar papel só serve para cortar papel e jamais em tempo algum qualquer uma das outras deve ser utilizada com este fim.
E a que deixei propositadamente para o fim, a tesoura de talhar de modista, ou melhor dizendo a BOA TESOURA. Esta é, para mim, a "estrela" principal. Faz toda a diferença. E só é possível avaliá-lo quando chegamos à fase de juntar as peças e tudo bate certo. Para quem já sofreu vezes suficientes a costurar peças com tecido que sobra ou "piques" que não batem certo, garanto que é absolutamente fantástico e compensador cortar tecidos com uma tesoura destas.
A primeira que tive foi uma cor-de-laranja da marca Fiskars que foi cara e que nunca achei muito boa. No dia em que experimentei esta que encontrei na Entretex da Rua do Crucifixo digamos que "descobri um novo mundo". Não tem nada a ver e faz toda a diferença.
Por acaso, há pouco tempo encontrei outra da marca Singer (que agora está bem escondida cá em casa) e que comprei numa loja da Rua Ferreira Borges em Campo d'Ourique (onde também encontrei as tesouras de tecelão). Só não a guardei num cofre porque não é muito prático :).
Claro que já não foi a revelação da anterior, que foi a primeira, mas digamos que se a outra estava no top esta passou-lhe à frente.


É bonita, sem dúvida! :)
Só para finalizar, existe ainda uma pequena loja antiga na Baixa, a loja Polycarpo na rua de São Nicolau, que também vale a pena visitar. Além de venderem, também amolam tesouras. Primeiro fazem orçamento e depois logo aconselham se vale a pena ou não reparar. Ainda não experimentei este serviço mas assim que voltar à Baixa tenho duas tesouras para lá deixar e ver como fica.

para 2019

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Esta é a minha agenda para 2019. Com andorinhas, claro!
E com coisas boas a acontecer (espero eu!).
Gostava de não ter estado tão ausente, mas esta é uma daquelas coisas que só resulta quando não se força. Vamos ver como corre este ano!

Ronda

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Sabe sempre bem relembrar por onde andámos estas férias. Não vá a memória falhar e sempre tenho as imagens para poder recordar um dia, mais tarde.
Infelizmente só depois da visita é que descobrimos que existem umas caminhadas que valem muito a pena fazer perto de Ronda.
No problem. Adorámos mesmo assim (apesar do calor)! E havemos de voltar.















gorro

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Este gorro foi um pedido de uma pessoa especial de quem gosto muito.
A Mariana foi a minha ajudante para o conseguir fotografar.




o meu xaile companheiro de viagens

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Aos poucos os vários projectos que por aqui andam vão avançando.
Nas férias fizemos várias viagens longas de carro. Este xaile acompanhou-me sempre e aos poucos foi ganhando forma. As instruções são simples, o que é óptimo quando se viaja porque não obriga a grande esforço de concentração.
A outra grande vantagem é que é leve e cabe numa pequena bolsa, e por isso dá para enfiar dentro do saco que levar comigo e está sempre "à mão".
Estou naquela fase em que cada "carreira" demora uma eternidade a concluir. Vou em 340 malhas de comprimento e tenho que chegar às 390.
Adoro esta cor amarela e é um prazer tricotar uma lã com uma cor assim.
Não está perfeito. Os solavancos do carro faziam com que de vez em quando alguma malha saltasse  e a recuperação nem sempre corria bem.
Não faz mal! Em compensação todos os momentos em que me entretive com ele foram perfeitos! :)



Farmer's Wife 1920's Sampler Quilt Sew-Along

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Os grandes planos de escrever com regularidade foram todos por água abaixo.
Abril, Maio e Junho foram meses difíceis a acompanhar a recuperação da minha mãe.
Julho foi o mês do regresso à "normalidade" e confesso que só me apeteceu descansar sem a preocupação de ter alguma coisa para fazer. Em modo de compensação pelos meses anteriores, Julho trouxe-nos dois bons momentos e muito importantes: a Marta terminou a sua licenciatura, e no mesmo dia da sua graduação tivemos a notícia que o meu filho Miguel tinha conseguido a transferência para o curso que queria na faculdade que desejava freqüentar.
Em Agosto vim de férias.
Trouxe "um camião de coisas" para me entreter com vontade de contrariar a inércia de Julho e o "dolce fare niente" normalmente desejado para as férias de Verão.  
Um dos projectos que trouxe comigo surgiu através do instagram da Sofia: o "Farmer's Wife 1920's Sampler Quilt Sew-Along", lançado pela australiana Angie do Gnome Angel, que começou no dia 24 de Agosto e é esperado terminar em Outubro do próximo ano.
A realização deste quilt baseia-se no livro com o mesmo nome que resumidamente consiste numa compilação de cartas das mulheres de agricultores americanos nos anos 20 às quais se associam blocos de retalhos para uma manta.

Tratando-se de uma nova experiência fui obrigada a alguma preparação:
Estou a aprender um novo método, o English Paper Piecing ou EPP. O "EPP starter kit" que comprei na loja on-line da Paper Pieces permitiu-me treinar com alguns hexágonos antes de me lançar no "Farmer's Wife 1920's Quilt".
Qual o melhor tipo de ponto a utilizar, tipo de agulhas, e tipo de linhas e em que cores, foram algumas das questões de que me apercebi com este pequeno ensaio.




Dos materiais obrigatórios (além dos tecidos, claro!), de início, optei por comprar somente as primeiras 24 templates (uma template é a versão em papel dos retalhos de um bloco) de um total de 111 (loucura completa! ... eu sei!) porque me pareceu mais prático e económico do que andar a imprimir e recortar tantos layouts de retalhos.

Em termos de materiais opcionais serviu o aviso dado pela Angie que facilmente se entra em despesas consideráveis se não se tiver algum cuidado. Na Retrosaria comprei este cut-pad da Clover e na Baixa, na Botilã, comprei esta lupa com luz da Prym.
O primeiro ajuda na portabilidade que foi uma das principais características que me atraiu e convenceu a participar neste projecto. O segundo será escusado explicar o porquê para quem já tiver ultrapassado os 40.
Aderi ao grupo do Facebook que acompanha este quilt-along. Fiquei surpreendida com a quantidade enorme de pessoas a participar e a grande variedade de nacionalidades envolvidas. Acompanhar toda a "discussão" que vem surgindo e as questões que colocam tem sido uma forma óptima de aprender!
Por fim, falta-me a parte mais difícil (julgo eu) que será planear (mais ou menos) a composição de cores e padrões. Gostaria de fazer um "gradient quilt" com fundo (ou "sashing") em branco ... os últimos dias têm sido assim com palavras e conceitos novos :). E espero estar a empregá-los correctamente ... :) A "color master guide sheet" com a sugestão de cores dada pela Paper Pieces ajuda bastante mas não está a ser fácil chegar a uma versão que me deixe confortável.
Há imensa gente que já começou, algumas já estão muito avançadas, e eu com esta preparação toda na verdade ainda nem comecei o primeiro bloco! Mas resta-me ainda a esperança de que uma vez começado consiga recuperar algum do atraso.
Tenho pena de não ter suficientes retalhos que possa de facto reaproveitar para me sentir completamente compensada com o trabalhão enorme que vou ter se conseguir chegar a um fim.
... a continuação desta aventura em que me meti virá daqui a algum tempo ...

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